V FESTIVAL BOLA NA REDE:
CAMPEÃO

Vice-campeão – Clube Atlético da Vila (CAV)
Artilheiro – Jaja (SPQSF), com 11 gols
MVP – Marquinhos Bohn (Arouca)
MVG – Muralha (Joga 13)
Conforme antecipado no twitter do Chuteira no meio da semana, Arouca e CAV tinham os dois maiores e melhores elencos do V Festival Bola na Rede e chegavam ao último dia de competição como favoritos ao título. Não deu outra: cada um de um lado das chaves, venceram seus adversários nas quartas de final e semifinal até que pudessem, pela primeira vez, se enfrentar – e já valendo título.
O Arouca abriu a rodada encarando o Fúria, que tinha eliminado o SNG nas oitavas de final. O jogo foi pegado, como era de se esperar, com as defesas se sobressaindo aos ataques. Porém, um nome brilhou logo no primeiro tempo – Marquinhos Bohn. O camisa 8 aroucano, que viria a ser eleito o MVP do festival, fez 2 gols em chutes de fora da área e tranquilizou o time. A vontade do Fúria levou o placar a ficar empatado, mas Orley virou ainda no primeiro tempo e o Arouca matou no contra-ataque no segundo tempo. Final de jogo e 5 x 2 a favor do Arouca.
Nas semifinais, outro adversário osso duro de roer e da Série Ouro do Chuteira – o Mulekes, que havia virado no segundo tempo para cima do SPQSF, do artilheiro Jaja, que fez os 3 gols na derrota por 5 x 3 e se sagrou artilheiro do torneio com 11 no total. O confronto das semi colocava dois gigantes do Chuteira frente a frente, mas o Arouca era superior no banco de reservas – mais de um time do lado de fora. O Mulekes atacava, mas desperdiçava oportunidades. O Arouca não, tanto que fechou o primeiro tempo com 2 x 0, dois de Orley. No segundo tempo, muita marcação e vibração do time tricolor, e muito gol perdido e desentendimento, mas nada que estragasse o espetáculo. Como era mesmo dia de Arouca, o Mulekes até diminuiu, com Robinho, destaque do time nas duas partidas do dia, mas nada parava a máquina tricolor. Final de jogo: 5 x 1 e vaga na decisão.
Enquanto o Arouca comemorava o carimbo para a grande final do festival, o elenco pode ver de camarote o desenlace dramático da outra partida semifinal – CAV e Joga 13 decidiam nos pênaltis quem ficaria com a outra vaga (o Joga 13 quase deu uma de Paraguai, afinal, eliminou The Veras e Ras Time nos pênaltis nas oitavas e quartas de final). Após empate em 1 x 1 num jogo que não foi tão vistoso, foi preciso que o árbitro autorizasse 22 cobranças de pênalti para que saísse um vencedor. Coube a Rafinha, um dos managers do 13, perder a cobrança que eliminou o time da competição e acabou com o sonho do tricampeonato. 1 x 1 no jogo e 11 x 10 nas penalidades.
Antes do sofrimento que o CAV provaria diante do 13, porém, o time de Caio Fleischmann passou o trator por cima do Fora de Série. O placar de 5 x 0 comprova a superioridade do futebol praticado por Bettoni, agora oficialmente jogador do CAV e autor de um golaço – com direito a chapéu no goleiro Casari –, e companhia. “Maltratamos o Fora”, comentou exaltado com a atuação do time um jogador do CAV. De fato, uma atuação de primeira do CAV, tal qual foi na semana passa diante do Invictus, quando venceu por 8 x 0. Por sinal, tão bela atuação ficou por aí, mas o time não mais repetiria no decorrer do dia o bom futebol.
Na grande final, com leve garoa que teimava em não cessar, no ar a tensão já esperada, expressa nas entradas duras em todo lance e nas muitas reclamações dos jogadores com braços e cotovelos que “sobravam” nas jogadas. Porém, não seria exagero dizer que a experiência do Arouca decidiu a favor do time, mas a forte marcação – que impedia qualquer penetração do CAV em jogadas com bola ao chão – e a vibração de todos os 18 jogadores foram decisivas. Nem a contusão de Cadu Felix ainda no primeiro tempo após trombada com o zagueiro Bettoni esfriou os ânimos do time comandado por Garlizé, nitidamente um dos mais exaltados e vibrantes. 1 x 0 no primeiro tempo e time todo recuado. Eis o Arouca em campo, ou, como diria um torcedor do lado de fora: “Se com meio a zero o Arouca já recua todo mundo, imagina então com dois gols a favor”. Quando Felipinho fez 2 x 0 no início da etapa final, as coisas já se encaminhavam para o desfecho previsto por muitos. O gol de Marquinhos já nos minutos derradeiros – uma pintura a la Lucas do São Paulo contra o Coritiba na última quarta-feira – encobrindo Quintanilha foi a pá de cal no caixão do CAV, que lutou muito, tentou muito o gol, mas parecia ter encontrado pela frente simplesmente uma parede intransponível. Final de jogo e 3 x 0 no placar, soltou-se o freio do bonde do Arouca e o time comemora outro título em menos de 2 semanas, o primeiro dentro da Liga Chuteira.
OBS: Ainda esta semana teremos o relato completo da grande final, com fotos e entrevistas.
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