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ESTUDIANTES QUER VOLTAR A SER PROTAGONISTA

Outrora denominado de “carrossel” – em uma alusão ao “Carrossel Holandês” da Copa de 1974, equipe que apresentava, em síntese, futebol rápido e de habilidade -, agora o Estudiantes de la Vila, vice-campeão no VI Chuteira de Ouro, aparece muito mais como uma incógnita no cenário do Chuteira.

Parece que a contusão de Caio abateu o ímpeto da equipe tão vibrante e cheia de velocidade e movimentação que encantou muitos na 6ª edição, pois, no último Chuteira, com Caio apenas do lado de fora, tivemos um Estudiantes muito menos vistoso dentro de campo. Nos confrontos dentro do forte Grupo B, o time decepcionou com uma fraca campanha (4 derrotas, 1 empate e apenas 3 vitórias) e a não classificação para a fase final do campeonato.

“Faltou mais personalidade. A equipe foi a mesma do vice-campeonato, sem o Peter e eu. Parecia que conquistaríamos a vaga (para a fase final) a qualquer momento e acabamos eliminados na última rodada, quando dependíamos de resultados”, avalia o capitão Caio Ferin.

Tal qual Renê no SNG, parece que o time sentiu muito a ausência de sua estrela maior – o Estudiantes mais, até porque o camisa 5 funcionava como um maestro, aquele que comandava e ditava o ritmo da orquestra. Não à toa o jogador foi eleito MVP do campeonato (ao lado de Paulinho, do Kadência), marcou gols decisivos na reta final (inclusive o gol que despachou o SNG nas semi), sem contar as inúmeras assistências para seus companheiros.

Caio não sabe o que é jogar desde aquela final em dezembro do ano passado. Passou por cirurgia, fisioterapia e agora está fazendo fortalecimento muscular. Para infelicidade do Estudiantes, ele só deve jogar o Chuteira no ano que vem. “A recuperação está indo bem, o que falta agora é recuperar a massa muscular. Serão quatro meses de fortalecimento para recuperar a musculatura. Como comecei agora em agosto, provavelmente só em dezembro poderei voltar”, revela o jogador.

Do lado de fora, Caio vai ter de comandar os “meninos da Vila”, como foram apelidados na ocasião do vice-campeonato diante do belo futebol mostrado. Como todo jogador que vira torcedor diante de uma suspensão, uma contusão, o sofrimento é característica.“É muito mais difícil comandar, ajudar a equipe do lado de fora. No meu caso muitas vezes acabava atrapalhando, pois ficava nervoso ali fora”.

Pensando na próxima temporada, nesse segundo semestre de 2009, o Estudiantes fala grosso e pensa em voltar a ser protagonista e não apenas figurante do Chuteira. Para que isso ocorra, o time manteve a base (deixaram a equipe o goleiro Renan e os atacantes Sabará e Lorente) e os novatos do VII Chuteira (praticamente a mesma do time vice-campeão) e está se reforçando. Já acertaram com o time Pedro (ou Peter, como era chamado, atacante que estava no grupo que conquistou o vice), Gustavo, Bahia (volante estilo Rincón, segundo revela o Estudiantes), os goleiro Porps (ex-Diabos Laranjas e Tosco) e Paulo (“Ele já teve até convocação para a seleção sub-21 de Futsal da Itália”, conta Caio, todo orgulhoso).

Todos esses vêm para somar e renovar o ânimo do Estudiantes, mas vale lembrar que o maior reforço que o time poderia ter – justamente a volta de seu capitão – ainda é uma incógnita que nem Caio tem uma resposta definitiva. “Espero poder voltar nas fases finais, nem que seja para jogar uns 5 minutos e dar uns dois toques ali com a molecada!”, fala ele, cheio de esperança de quem sabe fazer uma nova final do Chuteira.
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