Manager de um time que começou junto com a Bronze, Jerry e seu Maciota´s acabaram por se estabelecer como vanguardistas – afinal, elevaram a figura do técnico para um patamar de exclusividade e trouxeram a primeira mulher a dirigir uma equipe. Porém, outra coisa se sobressai quando o assunto é Maciota´s: o time está para descer de divisão?
Ele chegou ao Chuteira de Ouro de mansinho, ou melhor, na maciota. Foi lá na primeira edição da Bronze, onde sua equipe – o Maciota’s – faturou o vice-campeonato da competição (perdeu nos pênaltis para o Diabos Negros). Depois deste título, o nome Jerry ficou mais conhecido nos corredores do PlayBall. Não somente porque seu time é ‘vanguardista’ (foi uma das primeiras equipes a ter um técnico exclusivo e o primeiro a ter uma mulher no comando), mas também porque Sérgio Mazzette, ou melhor, Jerry, é um jogador que constantemente frequenta a lista de MVPs.
Na entrevista abaixo, Jerry fala sobre o time, o papel de sua esposa, Shariza, e do ex-técnico Roberto Solcia, além de lembrar momentos difíceis, como quando quase abandonaram o campeonato. Além disso, avisa aqueles que sempre decretam o rebaixamento de sua equipe que o Maciota’ s não cairá para a Bronze. “Parem de secar o Maciota’s!”.
Jerry seria uma alusão ao personagem dos desenhos?
A referência, na realidade, é ao comediante Jerry Lewis, não por ser engraçado, mas, sim, por andar torto. Acho que não precisamos entrar em detalhes, certo? (risos)
O Maciota s continua só na maciota , ou perdeu-se em algum ponto do caminho?
O Maciota s sempre ficará "na maciota", somos um time de amigos que se diverte ou tenta se divertir no final de semana batendo uma bola. Obviamente que a decisão de entrar em campeonatos fez com que a "pegada" fosse mais profissional, porém, com respeito ao adversário, sempre, e não fazemos de tudo pra ganhar, como algumas equipes do Chuteira. A hombridade está em primeiro lugar.
O ponto alto do time dentro do Chuteira de Ouro foi o vice-campeonato da Bronze, na primeira edição. Por que a equipe estagnou depois da campanha citada?
Considero o ponto alto as quartas de finais em nossa primeira participação na Prata, quando começaram a nos chamar de "zebra". A equipe realmente estagnou neste último ano, mas tivemos muitas contusões (Leo, Felipe, Fê, Loba, Erick), uma suspensão, um fundador – Samuel – em New York a trabalho, e uma boa reestruturação. Faltava o comprometimento necessário de alguns jogadores para disputar o campeonato e mudamos neste semestre.
O Maciota s foi um dos primeiros times a ter um técnico exclusivo no cargo. Depois, foi o primeiro a ter uma mulher no comando da equipe. Sendo assim, podemos dizer que o Maciota s é um time vanguardista?
Não somos tanto de inventar moda, não. Na realidade, a Shariza já foi nossa técnica antes do Roberto, porém, quando começamos no Chuteira, o Roberto se ofereceu para nos ajudar e nos levou ao vice-campeonato da Bronze. Depois, a Sha assumiu, nos levou às quartas da Prata. Em seguida o Roberto nos ajudou a escapar do rebaixamento no semestre anterior, mas reatou o namoro com o Caio Fleischmann (risos).
Fale um pouco da Shariza, sua esposa. Como é a convivência com ela? Qual a importância pra você, pessoalmente, e para o time, a presença dela?
Minha esposa é fantástica! Que jogador tem a oportunidade de ter a esposa em todas as suas partidas de futebol? No começo tivemos problemas, considerando a relação técnica e jogador, mas estabelecemos que o estresse e a cobrança ficam dentro de quadra. O lado ruim é que ela enxerga muito bem o jogo. O Roberto aprimorou a leitura que ela tem da partida. Logo, hoje eu ouço em dobro o que faço de errado! É muito importante pra mim e para o time – no meu caso, saio das partidas perguntando o que fiz de errado, se fui bem, se fui mal (normalmente esse último eu sei). Queremos que ela volte, precisamos da presença dela do lado de fora. Se possível comecem uma campanha por nós: ‘Volta, Shariza!’.
O Maciota s é uma equipe de bons relacionamentos, mas já ameaçou abandonar o campeonato. Por que isso quase aconteceu?
Porque um ou dois semestres atrás o campeonato se perdeu um pouco, jogamos contra times que normalmente aparecem na lista de suspensões ou em matérias com polêmicas de agressão. A partir deste momento pensamos realmente se valia a pena "sacrificar" nossos finais de semana com a família para passarmos nervoso com pessoas sem caráter.
Qual foi o momento mais marcante para você dentro do Chuteira?
O mais marcante positivamente foi quando chegamos às quartas de final. Vocês até filmaram nosso jogo, apesar de sermos sempre uma zebra! Mas temos o momento ruim também. Quando um determinado adversário (hoje na Ouro) não quis jogar futebol, acharam que o campeonato era de UFC.
Muitos apontam o Maciota s como provável rebaixado neste semestre. Você concorda com isso?
O Maciota s não cai. Falavam isso no semestre passado e não caímos, falavam semestre retrasado e não caímos. Resumindo: parem de secar o Maciota s!
Qual a filosofia da equipe? É a mesma desde a formação inicial?
Nosso time já mudou muito. Seja por característica de quem comandou, seja pelos jogadores, a formação de 1994 era fantástica. Eu, por exemplo, jogava na banheira e estava em forma. Hoje estou mais para defensor. Eu diria que atualmente nossa filosofia é o DNA (data de nascimento antigo). (risos)
O Maciota s cai, sobe, fica na mesma ou será campeão?
O Maciota s vai beliscar uma das vagas para as oitavas de final e, de resto, veremos. Nosso time não treinou durante as "férias" e conhecemos parte dos jogadores novos na primeira partida do Chuteira, portanto, certamente teremos uma evolução e entrosaremos o suficiente para incomodar alguns. Semestre passado, após as duas primeiras rodadas, éramos líderes. Depois quase caímos. Agora começamos quase caindo, ou seja, desta vez está com cheiro de título! (risos)
Fale um pouco sobre Roberto Solcia, que se tornou figura carimbada no Chuteira.
O Roberto é uma pessoa incrível. Ele é meio agressivo e ignorante no aquecimento, quando reune o time pra falar – e olha que ele gosta de falar –, mas entende pra caramba de futebol e de society. É impressionante como tudo que ele fala fora de quadra acontece, se obedecemos, claro. Do contrário sempre botamos a culpa no técnico. Roberto retranqueiro! (risos)
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