Dos 24 times que jogam o VI Chuteira de Ouro, o Basicus é o único que nunca venceu uma partida no Chuteira ao lado do novato Atlético Osasquense. Contando as partidas do V Chuteira, do festival em julho e da atual competição, já são 14 jogos sem o time rosa saber o gosto do que é vencer. O Osasquense, estreante, tem 3 jogos sem vitória.
No V Chuteira, quando a equipe debutou no Chuteira, foram 9 jogos, com 8 derrotas e um empate. O ponto conquistado foi justamente na última partida de classificação, contra o então líder Melville Power, que jogou sem sua dupla Felipe e Alemão. No II Festival, outros dois jogos e duas derrotas. Pelo VI Chuteira, foram 3 derrotas em 3 jogos até o momento, e a equipe tem pela frente equipes tradicionais e favoritas ao título como Estudiantes, Roleta Russa, Joga 13 e Melville. Menos mal que o time já jogou contra SNG e Kadência, mas mesmo assim a missão é das mais difíceis.
As razões do Basicus nunca ter vencido são várias. Os dirigentes R. Barath e Harada acreditam numa “zica” danada que se apegou ao time e não vai embora. “Não tem com explicar. Só é uma zica sempre. A gente joga melhor, dá pressão nos adversários, e sempre tomamos gols bestas”, comentou Harada.
Com o peso de não vencer, é normal que a cada jogo a pressão aumente. E aí o lado psicológico pode e vai pesar muito para que a equipe saia dessa incômoda posição. Para falar a respeito, o Chuteira News conversou com R. Barath. Segue abaixo a entrevista:
Por que o Basicus não consegue vencer?
Acho que o é o peso de nunca ter vencido jogos oficiais. Temos ótimos jogadores, mas ainda não jogamos como um time. Deixo claro, não é porque os jogadores não querem, mas ainda é preciso evolução para enxergar o time como um time, confiar mais em cada um, tanto no próximo como cada um em si mesmo. Se analisar, nunca saímos na frente nos jogos (exceto jogo contra Melville pelo V Chuteira) e isso pesa. O trauma é grande.
Como está o clima no Basicus? O não vencer pesa para o time dentro de campo?
O clima é bom, mas não é um clima de euforia. Se estivéssemos eufóricos talvez fosse melhor, entraríamos sem o peso de ter que vencer a qualquer custo. O Basicus ainda não é um time de pegada, falta o time se entregar, vibrar. Isso vem com o tempo, mas tempo não é o nosso amigo e o Basicus está demorando um pouco para engrenar. A falta de euforia engana muito, porque não sabemos se o espírito é de jogador guerreiro ou de jogador desmotivado, por qualquer motivo.
Como reverter esse quadro?
Disciplina. Só isso.
As novas contratações não deram os resultados esperados?
As novas contratações surtem efeitos positivos e negativos, sempre acontece isso. Positivo porque o time se empolga e pensa que tudo está resolvido. Negativo porque não são todos que jogam e isso atrapalha o planejamento, mas futebol é assim mesmo. Sempre disse que futebol é gestão de pessoas e essa é sem dúvida a parte mais delicada.
Como avalia o desempenho individual dos “novatos” – Cavalera, Saulo, Ladeira, Fernando – e do time como um todo?
São jogadores de muita qualidade, cada um com uma característica em especial. Alguns já estão à vontade, como o Saulo e o Ladeira, outros chegaram agora, como o Fernando, mas falta entrosamento. O Cava ainda vai render mais do que ele rende normalmente, estava muito sobrecarregado e o Fernando vai ajudar no meio armando junto com ele.
O que esperar daqui pra frente? Só jogos difíceis...
Ouvi a 97 FM essa semana e estavam falando do Palmeiras, dos próximos jogos até pegar o Grêmio, e veio aquela frase “básica”: “Quem quer ser campeão não pode escolher adversário!”. Mas a pretensão do Basicus é se organizar, e o único momento que o time tem é jogando. Não há mais tempo para treinar. Desejo que joguemos com o mesmo espírito dos últimos jogos antes do começo do Chuteira. Ah, e também estamos marcando um dia para fazer a caminhada até Aparecida do Norte. Sai zica!
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