A trajetória pela mais cobiçada série do Chuteira de Ouro, agora, começa pela Bronze. Conheça um pouco dos 10 times que tentam o primeiro degrau neste semestre
O campeonato Chuteira de Ouro é sucesso há 4 anos. E a cada temporada que passa a procura para ser os melhores da série só tem deixado o campeonato mais empolgante e equilibrado. Para suprir a demanda de times que queriam estar no certame, foi criada a série Prata no ano passado, uma espécie de segunda divisão. O sucesso levou a, em menos de dois anos, a nascer a Série Bronze, que terá sua abertura neste sábado junto aos demais torneios.
A maioria dos times que debutam pela Bronze já se apresentaram ao Chuteira no IV Festival Bola na Rede. A amizade entre os jogadores, aliada às jogadas coletivas, são as principais armas do Maciota’s. O embrião da equipe começou a ser formado em 1994, quando um grupo de amigos que moravam em um mesmo prédio do bairro Jardim Santa Cruz começou a fazer aquilo que mais gostavam: jogar futebol. Os principais confrontos eram contra um time de alunos do Colégio Regina Mundi, no qual acabaram conhecendo dois integrantes atuais do time: Jerry e Cabral. Outros embates foram surgindo, e o Maciota’s foi ganhando corpo e crescendo. “Muitos amigos dessa época já não estão mais presentes entre nós, mas vale ressaltar a importância de cada um na nossa história”, comentou um saudoso Jerry.
O nome do time surgiu durante “uma partida relativamente tranquila, tocando a bola um para o outro, até que um dos nossos jogadores disparou ‘Vamos tocar a bola só na maciota’, originando assim o nome do nosso time”, completou Jerry. Em branco, preto, azul e amarelo - cores do Maciota’s - a equipe debuta na Série Bronze disposta a ser campeã do acesso, e assim, chegar à Série Prata.
Com o reforço do craque Bruno Costa, o BB, o “chapeleiro” do DPGamos, a equipe do XTJ sonha alto, e já mira a principal divisão do Chuteira de Ouro. “Nossas pretensões são as maiores possíveis, é chegar até a Série Ouro”, enfatizou Allan, um dos cabeças da equipe. O nome XTJ – Xarope Também Joga – é oriundo de piadas e gozações internas durante o período em que estavam no colégio. Nas cores amarelo e azul, as chaves do sucesso da equipe nesta empreitada devem passar pelos pés do atacante Ágil, pelo habilidoso Kaká, pelo bom chute e posicionamento em quadra de Allan e pela raça de Kraudio. Independente da disputa, Allan aposta “em bons jogos, e em uma ótima organização” durante o período do certame.
O BDA não é uma banda de rock que faz as adolescentes pirarem, tampouco se refere a um grupo de funk que arrasa nos bailes do Rio de Janeiro. Trata-se de uma das equipes que sonham com o acesso à Série Prata. “O nome BDA, que significa Bonde dos Abelhas, veio meio que do nada: um dia, todo mundo foi a uma festa funk, o nível não era muito alto, e tinha muita ‘mina’ chegando em nós. Daí uma amiga nossa disse que parecia que a gente estava cheio de mel”, disse Andre Luiz, jogador e manager.
Formado por quatro amigos que sempre saíam juntos, além de praticarem as famosas ‘peladas’ de fim de semana, o BDA foi formado visando a diversão, principal conceito do time. Mas os “melados” jogadores do time prometem se esforçar ao máximo na primeira edição da Série Bronze, buscando a Série Prata, sem deixar a alegria de lado. Os destaques do time vêm de uma defesa sólida e um “ataque guerreiro”, com destaque para habilidoso Marcus Vinicius. “As cores oficiais (do BDA) são o amarelo e preto, mas nesse campeonato iremos jogar de vinho e branco”, revelou o camisa 10, destaque do time na má campanha apresentada no IV Festival Bola na Rede.
A partir de um grupo de amigos que se conheceram na Igreja Batista do Morumbi, do qual ainda há 3 integrantes no elenco atual, surgiu em 2006 o Os Mostarda. Foi com essa trinca de jogadores remanescentes que surgiu o nome do time, que em nada tem a ver com o condimento que dá sabor aos alimentos. “A gente sentava para debater algum assunto, tudo virava polêmica e nunca a opinião dos três era unânime. Como era uma época que a gente costumava viajar, jogar muitos jogos de tabuleiro, acabamos optando por Mostarda, fazendo uma ligação com o Coronel Mostarda do jogo Detetive, pois era sempre o mais polêmico”, revelou rindo Cadu Mantovani, manager e jogador do time.
Embora sem ligação com o tempero que acompanha principalmente as saladas e os cachorros-quentes, a cor do uniforme só poderia ser amarela. O preto também foi adicionado às cores d’Os Mostarda, “para dar um contraste maior”, como explica Cadu. A amizade entre os integrantes é apontada por ele para salientar o principal destaque do time. “Em termos de nome, destaco o Biel (meia), que é um grande diferencial para a equipe”, revela.
Os Mortarda entram na competição sob indicação de um atleta do Elefantes Indomáveis e seus membros prometem muita raça para não fazer feio na competição e deixar de lado as goleadas sofridas no IV Fest5ival Bola na Rede, quando apanhou de Joga 13, Roleta Russa Olímpico e MachuPichu.
Novidade na lista da Bronze, o TNT irá debutar no Chuteira de Ouro já que não disputou o festival no meio do ano. Ou seja, é uma incógnita a todos ainda. “O nome do time é TNT pois se trata de uma substância explosiva (Trinitrotolueno). Acho que combina com o estilo de jogo do time, que é de muita explosão”. É dessa forma que Luiz Pane define sua equipe, que promete explodir as defesas adversárias na Série Bronze.
Oriundos do bairro de Pirituba, o TNT foi formado em 2006 por amigos que “sempre jogavam bola na rua”. A brincadeira foi se tornando séria, e o time passou a disputar jogos amistosos e agora encara os adversários na primeira edição da Série Bronze do Chuteira. Para a competição, o time traz as cores celestes da seleção uruguaia em sua camisa. Os destaques são o atacante Rapha, o próprio Luiz Pane e o “matador” Dudu. “Vamos entrar para sermos campeões. Sei que temos plenas condições para isso e vamos lutar todos os jogos para que este objetivo seja alcançado”, desafiou Luiz cheio de confiança. “Esperamos encontrar equipes fortes e equilibradas, o que vai valorizar ainda mais o torneio”, completa.
Outra equipe que se inspira nas cores da Celeste Olímpica, 4° colocado na Copa do Mundo da África, é o Império Celeste. O time, formado por amigos que se conheceram tanto no colégio quanto na faculdade, decidiu ingressar no Chuteira de Ouro depois de ver a participação do Voando Baixo em alguns jogos no semestre passado. “A cada jogo que víamos eles jogavam bem e estavam evoluindo ainda mais, daí decidimos jogar o mesmo campeonato, já que eles estavam indo muito bem”, comenta Fábio, jogador e manager do Império. O nome do time foi sacramentado em uma mesa de bar: “Império demonstra toda a nossa força, grandeza e união, e Celeste demonstra a garra e a raça uruguaia que fazem parte das nossas características também”, disse Fábio.
O conjunto do time, aliado aos jogadores em sintonia entre si e muita disposição, é o principal destaque da equipe, que promete estar na Série Ouro em um ano. “Queremos aproveitar da nossa experiência para conseguir superar os outros times que são, na maioria, novos, e que ainda podem ser envolvidos e cair na nossa pressão”, adianta.
Com diferentes amigos, que conseguiu reunir para formar um time, Rafael Alencar fez o sonho do Real Vuvuzelas se tornar realidade. “Os melhores jogadores com quem já joguei, durante diferentes fases da minha vida, estão no Real Vuvuzelas”, explica Rafael. O nome da equipe tem uma explicação fácil de ser detectada. Extraído do objeto mais comentado da Copa do Mundo de 2010, os meninos querem fazer um barulho ensurdecedor nas quadras, além de infernizar as zagas adversárias.
O Real Vuvuzelas irá a campo influenciados pelo uniforme número dois da Sociedade Esportiva Palmeiras, com um verde estilo “marca-texto” e shorts e meias pretas. O objetivo do time é, como o de todos, simples: em um ano, a Série Ouro. “Não passa pela nossa cabeça não nos classificarmos à Prata já neste semestre”, destaca Rafael.
O time tem no conjunto sua principal arma para avançar pelos adversários e alcançar os triunfos. “Se é para destacar alguém, que seja o Rapha, que é um meio de campo com muito preparo físico, velocidade, e que vai disputar a Copa São Paulo no ano que vem”, revela o capitão e idealizador da equipe, que conta com o atacante Caju, ex-Roleta Russa, no elenco.
Paulo Gama é o idealizador do projeto de formar o S. D. Hangover para o futebol. “A base do time são meus amigos de cursinho, com amigos de Mogi das Cruzes, onde eu moro. A origem do time veio com as famosas ‘peladas’ de sexta-feira depois das aulas”, conta ele. Com as cores de seu uniforme em preto e dourado, o nome do escrete foi definido da palavra ‘ressaca’ em inglês – Hangover. “O S.D. significa Sociedade Desportiva, porque nós achamos bonito”, responde entre risos o capitão Gama.
Os adversários dos garotos de ressaca deverão ficar ligados nos talentos de Bruno Vincenzo, Marco, Luizinho, Fê e o próprio Paulo Gama. Mesmo assim, a equipe não pensa em moleza. “Acho que não será nem um pouco fácil subir, quem dirá ser campeão da Série Bronze. Creio que deve ter muitos times bons, mas assim como tantos, queremos vencer e jogaremos com muita vontade”, decreta o jovem Gama, que chegou ao Chuteira por intermédio do amigo Ceron, meia do Roleta Russa Olímpico.
Além dos times citados, farão parte da Bronze o Diabos Negros, que disputou o IV Festival Bola na Rede, e o Carrossel Cevadês. A busca pela Série Ouro se inicia neste sábado em duas etapas – Bronze e Prata.
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