Alguns podem até pensar que a Equipe Bróder não tem mais o mesmo poder que tinha nos primeiros Chuteiras. E, de fato, com o aumento considerável do nível técnico apresentado pelas equipes, a bicampeã do Chuteira nunca mais conseguiu chegar a uma semifinal. Sinal dos tempos? Em partes, pois, se não chegou às semifinais nas últimas edições, o time fez campanha brilhante na primeira fase no chamado “grupo da morte” do VII Chuteira de Ouro.
“O Grupo B era sim muito mais forte. Até concordo que o Chuteira está bem mais nivelado, mas ali naquele grupo só tinha encrenca”, relembra o meia e capitão Lapa. Naquela ocasião, os broders somaram 17 pontos e garantiram a primeira posição do grupo e a vaga direta nas quartas-de-final. Dos 8 jogos classificatórios, apenas uma derrota. “Fomos muito bem na primeira fase, perdendo apenas um jogo, zebra, para o Acidus”, comenta o camisa 10.
No entanto, depois de tão boa campanha, a EB encarou logo nas quartas o Bacana, que posteriormente viria a ser vice-campeão. Em um jogo bastante disputado, em que o goleiro Macaco realizou grandes defesas, o Bacana venceu por 2 x 1, eliminando os alvirrubros da competição. “Foi um jogo bem disputado, perder foi um resultado normal, assim como poderíamos ter ganhado. Faltou jogar melhor no jogo decisivo, só isso”, justifica Lapa.
Para a disputa do próximo Chuteira de Ouro, a Equipe Bróder aposta na manutenção de praticamente todo o time que disputou a última edição. A única baixa será o atacante Edu. Fundamental na conquista dos dois títulos da EB (quando, inclusive, Edu foi eleito o MVP do I Chuteira), o jogador, que já não vinha atuando com tanta freqüência, deixa de fazer parte da equipe. “Ele tem portas abertas para se um dia quiser retornar”, avisa Lapa.
Pouco político, Lapa não desperdiça a chance de mandar recados a adversários e mesmo a companheiros de equipe. O capitão não perdoou nem o artilheiro do time, Mutssa, e nem o motor do meio de campo, Marcelinho. “Um ponto falho do time é o Marcelinho. Ele tem a língua presa e dificulta a comunicação dentro de campo. Acho também que o Mutssa poderia melhorar a finalização com a perna esquerda, com a direita e o cabeceio, além do drible e da marcação.”
Além de Lapa, convocado para a Seleção do Chuteira de Ouro que joga neste sábado contra o Bengalas, outro destaque da equipe na competição passada foi o goleiro Macaco, também convocado para a Seleção. São poucas as equipes que contam com dois goleiros de alto nível como a EB, que tem em Léo seu mais famoso goleiro e agora a sombra de Macaco. Lapa reconhece a importância de Léo na história do time: “O Memé (hoje no SNG), por exemplo, tem trauma do Léo até hoje desde a final do II Chuteira quando a EB ganhou do Assurra. Até hoje ele não consegue fazer gol na gente”, relembra o camisa 10.
Sobre expectativas para o próximo Chuteira de Ouro, Lapa acredita que não existem mais favoritos dentro do campeonato, visto que Joga 13, SNG, Melville e a própria EB, sempre apontados como favoritos, sequer chegaram às semifinais na edição passada. Segundo ele, a maioria das equipes está nivelada. “Desde a extinção do Bucets, que tentam voltar agora, e do rebaixamento do Roleta não tem mais saco de pancada! O campeonato está cada vez mais difícil, mas acho que somos um dos vários bons times que podem chegar. A expectativa é sempre chegar na final”, conclui ele, aproveitando, claro, para dar uma cutucada em velhos rivais.
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