Gritos, berros, quedas quase coreografadas, encenações e expressões faciais de puro terror. Eis o Chuteira de Ouro fazendo escola de teatro e levando aos espectadores todo sábado um pouco mais da arte de interpretar sofrer faltas pesadíssimas e encenar o máximo para enganar a arbitragem. Em quatro rodadas, já temos 4 indicados a melhor ator. São eles: Lele, por Joga 13 x Kadência; Guma, em SNG x Joga 13; Paulinho, por Kadência x Equipe Bróder; e Kirk, em Acidus x MSM. Com eles o show não pode parar.
O primeiro a mostrar seus dotes teatrais foi Lele diante do Kadência. Apesar de sofrer muitas faltas e de se dizer caçado em campo, a teatralidade de suas quedas e de seus berros de suposta dor impressionaram a torcida e a arbitragem. Cada tombo era um gemido seguido de contorções para todos os lados e gritos de terror, com se houvessem lhe quebrado a perna. Sua cara de bebê chorão ao chão convencia algumas vezes, outras não. E a torcida se divertia com ele.
Forte e robusto, Lele abusa do corpo nas jogadas e, quando se sente ameaçado, deixa que o corpanzil caia. A tática é praticamente infalível, pois como um jogador forte como ele cairia sem ser tocado? Zagueiro que sofreu com Lele, por exemplo, foi Baru, que sempre que o enfrenta sofre com vôos espetaculares do camisa 9 e “estatelações” ao chão. E sempre depois das partidas ouve-se Baru dizer: “Não toquei nele”.
Paulinho do Kadência corre por fora. Atacante franzino, mas veloz e de pernas longas, facilmente é derrubado, mas pouco vai ao chão. Mas, diante do Joga 13, Paulinho mais jogou deitado que de pé. Diante da Equipe Broder, Paulinho foi para a disputa com Mutssinha e no, jogo de corpo, este acerta o rosto de Paulinho. Uns viram soco, outros um mero tomar a frente do outro, mas fato é que Paulinho iniciou seu show. Mãos ao rosto, gemidos, queda triunfal e... o cartão vermelho para Mutssinha. Merecido ou não, Paulinho mostrou que a arte de interpretar é para poucos.
Outro forte candidato é Kirk, do Acidus. Jogador ofensivo, parte para cima dos adversários sem titubear. E muitas vezes sofre faltas pesadas, outras vezes são faltas leves. Mas algumas também se pode dizer que não chegam a ser faltas. Kirk deixa o corpo para bater, o que muitos vêem isso como “forçar” uma falta. Além disso, berros e expressões faciais seguem-se após cair. Rola ao chão, grita de dor, mãos na canela, tornozelo, onde quer que tenham encostado. Os companheiros já procuram o celular para chamar a ambulância. Diante do MSM, sofreu uma falta muito dura, mas outra mais leve que o levou a “nocaute” e permitiu suas encenações.
Finalmente, jogador que entrou para a lista dos concorrentes na última rodada, o zagueiro Guma deitou e rolou diante do Joga 13. Contra Renê, ele mostrou seu poder de interpretação ao se jogar em choque com o artilheiro e fingir uma falta do mesmo, o que gerou o cartão amarelo ao camisa 11. Guma parece ter aprendido com seu companheiro Lele.
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