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Muita entrega na marcação e estrela de Daniel Calvi garantem goleada sobre o Zenite e o bicampeonato

Mais de 100 pessoas presentes para a grande final. Os dois melhores times do campeonato. Os dois melhores ataques. Os dois melhores jogadores – Daniel Calvi de um lado, Dutra de outro. Uma partida de 1ª fase com 13 gols (7 x 6 para o Duff’s). A receita perfeita para uma grande final.
 
Com o barulho insalubre da torcida do Zenite, o azulão começou com mais foco no ataque, tanto que a primeira chegada do time foi em escanteio que Lucão cabeceou no primeiro pau para fora com pouco mais de um minuto no relógio. O Duff’s jogava acelerado, com seus jogadores se multiplicando em quadra, motivados pelos gritos do capitão Caião. O Zenite devolvia na mesma moeda, deixando a quadra minúscula para tanta gente.
 
Campo pequeno e muita disposição davam aos times pouco espaço para criar. A maior parte dos lances era de divididas ou desarmes – e neste quesito ambos estavam muito bem. O Duff’s, ciente das dificuldades, foi o primeiro e tomar a iniciativa do que seria o jogo em termos de chances de gol – uma troca de chutes de longe. O xerifão Banana experimentou de trás do meio de campo e Léo Ballestero encaixou com tranquilidade.
 
Duff's: campeão da IV Copa Calcio

Zenite: vice-campeão da IV Copa Calcio

Na mesma toada, foi a vez do craque Daniel Calvi mandar a pancada do meio. Léo, ao seu estilo, voou e fez uma defesa plasticamente linda. A barulheira de fora contagiava o clima dentro. Os corações palpitavam dentro e fora e já chegávamos aos 10 minutos sem um gol sequer. O Zenite, valente, chegou com Negão, que matou no peito e, no giro, pegou mal na bola e isolou. Mas perigo mesmo quem levava era o Duff’s. Diego Rafael, da lateral esquerda, recuou para Caião dominar e mandar um canudo colocado que tinha endereço certo se Ballestero não voasse nela e desviasse a escanteio! No tiro de canto, Ballestero espalmou desvio no primeiro pau e a bola sobrou para Bertinelli, que mandou o rebote na rede pelo lado de fora! O mesmo Bertinelli apareceu bem no ataque pela esquerda e chutou cruzado, com perigo. A bola passou raspando a trave oposta.
 
Se o Duff’s mostrava suas garras e amadurecia seu gol, o Zenite tratou de mostrar que do outro lado também tinha muito valor. Negão tentou duas vezes e nas duas ficou na zaga, mas na segunda ganhou o escanteio, que foi cobrado na cabeça de Lucão no primeiro pau, mas o desvio foi para fora. Depois disso, quase que Dutra mandou o Nacional confeccionar uma placa para ele. Ele pegou um chute lindo de peito de pé de trás do meio de campo que ia lá acordar a coruja, porém Diogo desviou e salvou!
 
O Duff’s sentiu o tranco e voltou ao batente – chutes de longe. Banana mandou por cima. Vinicius ganhou no pé de ferro no meio e também soltou a botinada no alambrado. Após reversão de lateral, Vinicius recebeu e bateu cruzado, também para fora. Quem não tinha problema em acertar o gol era Daniel Calvi. O camisa 13, que queria jogo, recebeu e, de cima da linha do meio de campo, mandou um foguete – de bico! – que foi estufar a rede do ângulo de Ballestero! PQP! GO-LA-ÇO!!! 1 x 0 aos 19 minutos!!!
 
Daniel foi decisivo mais uma vez e chegou a 16 gols, sendo 5 vezes eleito como o melhor em campo

O gol atardoou o Zenite, que sofreu o segundo revés menos de um minuto depois, quando Cainho foi afastar bola aérea de cabeça e acabou errando, deixando para Daniel dentro da área chutar e marcar 2 x 0! Foi a deixa para o pedido de tempo do Zenite, que na volta quase diminuiu com Fê Rampazo. O camisa 7 interceptou passe do goleiro Diogo no meio e tentou por cobertura com capricho. A bola passou a centímetros da trave. Pecado!
 
A chance derradeira da etapa primeira foi do Zenite, e Cainho podia ter se reabilitado se tivesse acertado o chute após jogada de Rampazo passar por Negão e chegar ao camisa 14. O intervalo foi de muita conversa para por a cabeça no lugar para o Zenite; ao Duff’s, era seguir fazendo o que vinha dando certo – marcação sem trégua e chutes violentos de longa distância.
 
Campo pequeno e muita entrega do Duff's na marcação dificultaram as ações de Dutra e cia. para criar chances de gol

A bola rolou para o segundo tempo e o Zenite descontou em menos de um minuto! Dutra recebeu na esquerda e mandou entre o goleiro e a trave para balançar as redes e recolocar o Zenite na partida! 2 x 1! Entretanto, se a tendência era o time que marcou crescer e sufocar, o que se viu foi o efeito contrário. O Duff’s não se abateu e foi para cima, tanto que aos 4 minutos chegou ao terceiro gol. Na jogada com os pés de Léo Ballestero, este afastou mal e Daniel dividiu para ficar com ela e tocar a gol. Só não marcou porque o zagueiro chegou para travar e afastar. Porém, no escanteio, bola no meio da área e Vinicius subiu de cabeça para fazer 3 x 1!
 
Dutra era quem mais tentava pelo Zenite e teve duas chances. Na primeira, outra bola primorosa de longe que ia no ângulo e Diogo segurou. Depois, em falta que ele mandou por cima do travessão. Aí veio o castigo: falta na ponta da área para o Duff’s e Daniel mandou rasteira. Teve um leve desvio no caminho e foi morrer no canto oposto. 4 x 1!
 
Duff's foi letal quando chegou: precisão nos chutes e aproveitamento da bola área derrubaram o Zenite

O placar dilatado não arrefeceu os zicas. A bateria do lado de fora continuava a infernizar o banco de reservas do Duff’s e a motivar o Zenite, mas o mesmo já não respondia tão bem. Assim, quem criava mais era adversário. Diego Rafael ajeitou no meio em contra-ataque para Bertinelli chegar chutando de longe para fora. Em outra jogada do camisa 17, desta vez com Daniel, Diego finalizou desequilibrado pela direita direto no alambrado. Até Daniel teve seu momento de pé torto: em falta da direita, ele mandou muito mal direto para o tiro de escanteio. Vinicius deixou com Mates, que foi travado na hora do bate já dentro da área. A bola saiu em escanteio e veio o pedido de tempo para o Duff’s.
 
Na volta, o tiro de canto foi cobrado e Vinicius apareceu de novo lá no alto para escorar ao gol e matar definitivamente o jogo em 5 x 1! Já eram 20 minutos passados e o Zenite teve a chance de descontar em shoot out. Rampazo foi para a cobrança. Ele adiantou a bola e Diogo saiu em seus pés, conseguindo um leve toque na bola no momento exato que o atacante fazia o corte. A bola escapou do camisa 7 e se perdeu pela linha de fundo!

 

Eram os instantes finais. O Duff’s já segurava o jogo esperando o apito que lhe confirmaria o bicampeonato. O Zenite ainda tentava. De Luna chutou da direita e um leve desvio fez a bola morrer na rede lateral do gol, mas pelo lado de fora. Na chance derradeira, Negão jogou na área e Madruga escorou de leve. A bola caprichosamente bateu na trave e saiu. Não havia tempo para mais nada. Logo soou o apito final, milésimos de segundos antes da trupe duffista dentro de quadra e a galera do lado de fora começar a entoar o cântico “vai começar a festa”, “Duff’s do meu coração”, hits das duas conquistas do time na Copa Calcio.
 
Bicampeão, o Duff’s iguala a marca do Bacana, que venceu as duas primeiras edições da Calcio. Se o primeiro título o time era novato e foi surpresa, desta vez o Duff’s sobrou. Chega ao bicampeonato com campanha invicta, com 8 vitórias e um empate. Além disso, monopolizou os prêmios individuais: Daniel Calvi foi eleito o MVP da temporada e saiu como artilheiro, com 16 gols anotados. Diogo ficou com o troféu de MVG.
 
Destaques indivduais, Daniel Calvi levou troféus de artilheiro e MVP; Diogo foi o melhor goleiro


Ficha técnica

Duff's 5 x 1 Zenite - Final da IV Copa Calcio - 02/07/2015 - Clube Atlético Nacional

Gols: Daniel Calvi (3) e Vinicius (2) (D); Dutra (Z)

Cartões amarelo: Daniel Calvi (D); Dutra (Z)

MVP: Daniel Calvi (Duff's)
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