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Invictus e Império Celeste, históricos times da Prata, fazem confronto direto pela Ouro

O Invictus começou sua história na Prata, lá em 2010. Não existia outra divisão além dessa e da Série Ouro. Começou como um time folclórico – uma espécie de ‘time B do Acidus’ -, e que em 2011 foi repaginado com nomes como os de Edgard e Barath na zaga, Ragazzo e Vinicius Bento no ataque, além de Lói como técnico, entre outros nomes. Após a criação da Bronze, chegou a cair de divisão. Com a chegada de Moacyr (até hoje o principal nome do time) em 2012, juntando a conflitos de interesse à época, jogadores da fase repaginada foram deixando o elenco e sendo substituídos por outras identidades – que iam rejuvenescendo a equipe.
 
Aproximadamente no mesmo período da reformulação histórica do Invictus em 2011, chegou ao Chuteira de Ouro o Império Celeste. Um time de garotos, que tinha como inspiração o Uruguai. Com jogadores que desfilam qualidade em quadra até hoje, casos de Guedes e Gui Rosis, os celestes sempre fizeram campanhas boas na maioria de suas participações. Desceram para a Bronze tanto quanto o adversário do fim de semana, mas, ao contrário dos invictenses, já disputaram a Série Ouro. Em 2019, o time voltou a figurar na parte de cima da tabela em meio à paz e tranquilidade.
 
Após a contextualização dos casos, agora é o momento de adentrar ao jogo que poderá decidir quem será um dos membros dourados no segundo semestre deste ano. Acostumado à Prata, o Império Celeste está a uma simples vitória, neste sábado, de retornar à principal divisão chuteirense. Já o Invictus, que outrora tinha costume de jogar a atual divisão, voltou a disputar a Prata depois de um ano (mesmo que vença o confronto direto, ainda precisará passar pelo Spartacus na última rodada). Mesmo assim, ninguém acredita que se trata de um confronto simples: é praticamente uma decisão de quem vencerá o equilibrado e surpreendente Grupo B.
 
Confira a seguir cinco perguntas feitas a dois personagens emblemáticos dos elencos. No caso, podem ser chamados de capitães: Raito, pelo Invictus, e Eduardo, pelo Império Celeste.
 
Perguntas para Raito:
 
Estão deixando o Invictus sonhar com o acesso à Ouro logo em sua primeira temporada prateada após o vice da Bronze? Achou o Grupo B compatível em termos técnicos?
Já havíamos jogado a Prata algumas vezes, chegando até em uma semifinal, mas não conseguimos atingir o objetivo de subir. Agora que voltamos a disputar essa série, subimos com um elenco que cresceu na fase final da Bronze, o que nos deu muita confiança e força para entrarmos na disputa pelas primeiras colocações do Grupo B. Um grupo muito equilibrado tecnicamente, sim. Isso se reflete na tabela, estamos a duas rodadas para o fim da fase de grupos e ainda existem as indefinições tanto na parte de cima quanto na parte debaixo.
 
As campanhas são bem parecidas: o Invictus tem um gol a mais que o Império Celeste, e ambos têm os mesmos gols sofridos. Só não estão colados em pontos pois o Invictus empatou uma partida a mais. A tendência é uma igualdade no sábado? Como fazer para controlar ansiedades e ânimos e sair desse equilíbrio
Acredito que será um grande jogo, com as duas equipes buscando a vitória. Para nós só restou jogarmos por ela, pois um empate complica muito nosso acesso direto. Já o Império vai para o último jogo dependendo apenas dele para ter o acesso direto à divisão dourada se empatar. Sendo assim, podem esperar um jogo com muita pegada e concentração por parte do Invictus, é assim que pretendemos sair desse equilíbrio. Fazermos um jogo do início ao fim 100% concentrados.
 
O Invictus não emplaca nenhum artilheiro, nenhum MVP, tampouco MVG. Porém, é um dos poucos times ainda com chances matemáticas de ser dourado. A 'invisibilidade' perante amantes da divisão, e até em certo ponto à imprensa, é um dos segredos do time? Não estar em evidência ajuda no processo de crescimento? Ser uma equipe sem grife é bom?
O Invictus, nos últimos semestres, vem se tornando um time, um conjunto que procura não depender de apenas um jogador. Claro que temos alguns jogadores que decidem partidas, mas se fizermos um apanhado geral dos últimos semestres, podemos ver que, em certos momentos nos campeonatos, alguns jogadores importantes se machucaram ou não puderam comparecer em todos os jogos, mas o conjunto fez com que conseguíssemos nos manter sempre na briga. Não nos preocupamos muito em relação a estarmos em evidência, pois acreditamos muito na força que temos, e acredito que até ajudou, sim, no nosso processo de amadurecimento. Estamos atingindo um ponto em que os adversários nos respeitam, sentimos isso dentro de quadra e, com isso, quando enfrentamos equipes com grife, como dito na pergunta, o jogo se torna equilibrado.
 
No empate ante o Vikings, na última rodada, o time não contou com o técnico Leandro Dias – um dos responsáveis pelo sucesso atual. Antes, ele foi parte fundamental na virada sobre o Lokomotiv. O Invictus é dependente do treinador? O elenco sente dificuldade sem a presença dele em quadra? E, numa eventual ausência dele, como procedem com a partida em andamento?
O Invictus é dependente de todos que fazem parte da equipe, e sem dúvidas um dos pilares do nosso time é o nosso treinador. Ele fez, e faz, parte do crescimento da equipe. Entrou em um momento que estava complicado pois não tínhamos padrão nenhum, não conseguíamos ficar com a bola e tão pouco fazer uma boa marcação. Com o tempo, foi ajeitando e fomos trazendo novas peças até chegarmos onde estamos hoje, mas querendo sempre melhorar para chegarmos na Ouro. Quando ele não pode comparecer procuramos conversar entre nós e pedir aos jogadores para colaborarem principalmente nas trocas, pois quando não temos alguém de fora vendo o jogo, se torna muito complicado ver quem está cansado ou quem não está bem dentro das quatro linhas. Tentamos deixar um ou dois jogadores responsáveis por essas substituições e também para instruir nos tempos.
 
Disputar o acesso direto à Ouro era um dos objetivos do Invictus? O time está preparado para ser dourado, ou foi o grupo que fez o time ter essa disputa? O Invictus quer a Ouro?
Sim. Quando subimos da Bronze à Prata, virou um dos objetivos subirmos para a Ouro, principalmente pela forma que terminamos o ano passado, com um bom elenco e crescendo nas fases finais. Porém, com os pés no chão, o primeiro objetivo era se manter na Prata e fazer um bom campeonato, e estamos cumprindo com esse primeiro (objetivo); o segundo, consequência do primeiro, é o acesso, se possível direto, pois sabemos a dificuldade que é subir na fase de mata-mata. Com certeza queremos a Ouro e, se estamos preparados, isso não sabemos, só quando chegarmos lá que vamos descobrir, mas acredito que, se chegarmos, faremos um bom campeonato, sim.
 

Perguntas para Eduardo:
 
Lutar pela vaga direta na Ouro era objetivo do Império Celeste, ou 'caiu no colo' essa oportunidade?
O Império sempre entrou buscando o acesso. Neste semestre conseguimos fazer uma preparação muito boa antes da Prata. Trouxemos reforços pontuais que acrescentaram para o grupo e, por isso, estamos lutando pelo acesso antecipado. Lembrando também que começamos com derrota; desde então a gente vem fazendo nossa parte e ainda lutando contra baixas por lesões, por isso não acho que ‘caiu no colo’.
 
Como você enxerga até aqui o Grupo B, que tem times recém-promovidos à divisão (Lokomotiv e Invictus) disputando o acesso direto à Ouro com equipes acostumadas com a Prata, no caso, por exemplo, vocês e Ras Time? É uma chave menos forte em relação ao Grupo A? Consegue projetar os confrontos de mata-mata a partir do que vê agora?
Em um campeonato que tem cinco divisões, quem sobe da Bronze para a Prata não está ali à toa, por isso não acho surpresa os recém-promovidos disputarem o acesso, como não seria surpresa qualquer outro time mais acostumado à Prata estar na briga. A Prata, em geral, está muito equilibrada, portanto não acho o Grupo B menos forte. Difícil fazer uma projeção para o mata-mata porque começa um novo campeonato, prefiro aguardar. 
 
Por enquanto, a campanha passa muito pelos talentos individuais, pelo conjunto celeste (que joga junto há muitos anos), mas também pelo controle emocional. O Império Celeste está mesmo adaptado à realidade do campeonato, que é jogar e se divertir? Mentalmente, é um grupo preparado para qualquer resultado ou tomada de decisão?
O Império, por ser um time de amigos, tem esse propósito de jogar e se divertir. Claro que dentro de quadra todos querem ganhar, e acaba acontecendo umas desavenças, mas tudo resolvido no pós-jogo, tomando aquela gelada. Hoje, creio que estamos melhor mentalmente independentemente do resultado. Entendemos que certas atitudes não valem a pena e estamos evoluindo. 
 
Apesar de não ter nenhum artilheiro no certame, nem próximo a Noal ou Neto, o IC embala dois jogadores entre os cinco melhores MVPs. É possível dizer que, hoje, vocês jogam mais coletivamente? Existia um exagero por parte da imprensa em dizer que havia a 'Guedesdependência' e que agora o padrão de jogo é mais equilibrado?
‘Guedesdependência’ é criado por vocês da imprensa. Na minha opinião, o Império sempre foi coletivo. A mudança para este semestre é que conseguimos trazer reforços que dividem o destaque com o Guedes. Não apenas o Deko, que está entre os MVPs, mas desde o ‘professô’ Nery, Fabrício, JP, Samuca e Piero. Acrescentaram muito pro nosso coletivo.  
 
O confronto direto ante o Invictus será na quadra 5, considerada 'maior' em relação às tradicionais. A maioria dos times e jogadores prefere esse tamanho. É o caso do Império? Quais serão as chaves para brecar o adversário, que vem numa ascensão há bons semestres?
O Invictus é um velho conhecido, time organizado, com ótimos jogadores e que possui um ótimo treinador. Eles caíram no passado, mas nós também tivemos nosso momento ruim e caímos. Jogar na quadra 5 é muito bom, mas é importante ter reposições. Infelizmente tivemos muitas baixas recentemente, mas a força do elenco está prevalecendo. Esperamos um grande jogo para sábado, e acreditamos que precisaremos entrar focados e ter o máximo de concentração durante todo o jogo.

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