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A amizade entre Moacyr e Victinho é enorme, assim como a vontade de vencer um ao outro neste inédito Mulekes x Invictus

Fácil achar um título para o Duelo da semana. Vem de um documentário fascinante para quem gosta de cinema: mostra a relação entre o diretor alemão Werner Herzog (autor de obras como Aguirre – A Cólera dos Deuses e Fitzcarraldo, entre outras) com o ator polonês Klaus Kinski, atuante em diversos trabalhos de Herzog. Acabaram criando uma relação de vários sentimentos, conforme conta o documentário. O título serve muito bem para Victinho Laruccia e Moacyr Jr., amigos quase toda hora, mas que no sábado se enfrentam pela primeira vez dentro do Chuteira de Ouro.
 
O encontro entre o tetracampeão Mulekes e o atual vice-campeão da Série Prata, Invictus, é aguardado pelo simples fato de os times serem ‘irmãos’. Os personagens do Duelo são amigos íntimos, tanto que mantêm uma amizade fora das quatro linhas e ainda jogam juntos outros torneios. Além deles, os jogadores são muito próximos – principalmente com o surgimento e crescimento da Cerveja Interiorana – a qual Moacyr gerencia. Indo mais além: há a amizade dos dois técnicos, Thiago Dacal pelo Mulekes, e Leandro Dias, pelo Invictus.
 
Neste sábado, a mulekada estará em quadra para defender os 100% de aproveitamento. Os invictenses, por outro lado, querem repetir a surpresa da primeira rodada (quando derrotou a Academia Competition), mas se encontra em um estágio de maior indefinição por estar lutando para, além de permanecer na divisão, entrar no grupo de classificados ao mata-mata. Será com estes cenários que os amigos Victinho e Moa se encaram, fortalecendo os laços de ‘meu melhor inimigo’.
 
Perguntas para Moacyr Jr. (Invictus):
 
Finalmente chegou o grande dia de encarar o tetracampeão Mulekes. Como está a ansiedade? Maior do que encarar o amigo, porém adversário, Victinho?
Esse é sim um confronto que estamos esperando há algum tempo. Jogar a Ouro traz uma série de desafios. Você tem que pensar no elenco, na filosofia do time, na preparação para os jogos... Porque nessa divisão enfrentamos as melhores equipes e em quadras maiores do que jogamos nas outras divisões. Na hora que a bola rola queremos enfrentar as melhores equipes para saber se nos preparamos o suficiente para competir. Então nada melhor do que enfrentar o atual campeão.


Falando no Victinho, ele joga pelo Invictus na Copa Calcio. Não é estranho enfrentá-lo, já que será a primeira vez que vocês se encontram no Chuteira de Ouro, mas dentro da quadra?
Enfrentar o Victinho vai ser algo especial. Talvez pra ele seja até mais especial pelo carinho enorme que ele tem pelo Invictus. Nós o consideramos como parte do time (menos sábado). Ele joga com a gente todas as competições, menos o Chuteira de Ouro. Seria uma pena se no jogo de quinta pela Calcio ele sofresse com o fogo-amigo em alguma disputa de bola e não pudesse jogar sábado. Além disso, posso adiantar que já existe uma negociação pesada para ele vir num futuro próximo! Falando sério agora, ele tem muitos amigos no time. A amizade que ele tem com a gente vai muito além do Chuteira.
 
O Invictus aprontou para cima da Academia Competition na estreia. Passadas algumas rodadas da histórica vitória, como está o planejamento? O time vem fazendo boa campanha, mas poderá sair do G-6 na rodada. Isso assusta?
Nós começamos o planejamento pensando em não ser rebaixado e estamos no caminho de alcançar esse objetivo. Nós jogamos bem todas as partidas até agora. O que mostra que estamos no caminho certo. Deixamos alguns pontos no caminho, mas acredito que faz parte do processo de adaptação à Ouro. Temos três jogos difíceis (Mulekes, Nois Que Soma e Tejanto). Nosso objetivo ainda é não ser rebaixado, mas sabemos que temos uma boa chance de classificação.


Será um duelo também de estrategistas e amigos: Leandro Dias do seu lado, Thiago Dacal comandando o Mulekes. Por haver também muitos amigos em comum entre os jogadores, o público assistirá um 'jogo de compadres'? O fato de os treinadores serem amigos também fora do Chuteira ajuda ou atrapalha?
Se o Invictus não ganhar vou cortar o fornecimento de Interiorana para o Mulekes! Brincadeiras à parte, acredito que esse jogo não vai ter nada de compadre. Nos últimos semestre o laço entre as duas equipes se fortaleceu. Não é raro ver um time do lado de fora torcendo para o outro, mas agora estamos competindo contra também. O Invictus precisa somar pontos e o Mulekes quer continuar com a campanha perfeita. O Leandro e o Dacal se conhecem muito bem e já estão quebrando a cabeça pra levar a melhor sobre o outro. Além disso, ganhar de amigo é a melhor coisa porque a resenha vai durar por muito tempo.
 
Há 7 meses, o duelo do Invictus era com o Império Celeste (leia aqui), hoje no outro grupo e fora da zona do rebaixamento, mas não dentro do G-6. Você já considera as duas equipes maduras o suficiente para, no mínimo, permanecerem na divisão?
Como manager, torço para que os times que subiram da Prata tenham o melhor resultado possível. Na Ouro você não tem muito espaço para erro. Os adversários são melhores, o jogo muda muito por conta da quadra e agora tem menos jogos do que nas edições anteriores. Sobre o Império Celeste ainda não consegui assistir eles jogarem este semestre, mas torço pela permanência deles – em especial pelo carinho que tenho pelo Piero (goleiro), que já jogou um campeonato pelo Invictus e é um cara super do bem.
 

Perguntas para Victinho Laruccia (Mulekes):
 
Ter sido eleito o MVP das finais da Ouro te trouxe mais tranquilidade ou responsabilidade? Como está a vida de superstar?
De verdade, acho que nem um nem outro. Ali no Mulekes temos zero vaidade. Acho que nunca tivemos o artilheiro ou o MVP do campeonato em tantos que disputamos. A maioria dos jogadores do nosso time gosta mais de dar o passe do que fazer o gol. Claro que foi muito legal ter sido eleito o MVP das finais, ainda mais agora na casa dos 30 anos, mas mais legal ainda foi ter sido campeão (estava na hora, né?). 
 
O Mulekes é o atual campeão e está entre os favoritos a levantar mais um título. Isso quer dizer que as outras equipes estão num nível um pouco abaixo? Como você e a mulekada estão enxergando a atual divisão?
Acho que a gente sempre teve uma visão clara da nossa capacidade. Sabemos que sempre entramos pra brigar pelo título, mas que se não fizermos o nosso melhor não seremos campeões. Acreditamos que existe um bloco de uns cinco times que estão no mesmo nível e prontos para serem campeões. Porém, o que eu vejo é que os demais times estão cada vez mais perto deste bloco de cima. Era comum ver muitas goleadas na primeira fase, jogos sem muita intensidade. Hoje é bem diferente. E quando chega no mata-mata é aquele velho clichê, o campeonato é outro. Em um jogo só, muita coisa pode acontecer, o favoritismo destes times do bloco de cima diminui muito e os jogos tendem a ser bem mais equilibrados. 
 
Líder absoluto do Grupo A, 100% de aproveitamento, e a segunda defesa menos vazada (inclusive de toda Liga Chuteira de Ouro). Números que impressionam. Mas sábado, a parada é contra um amigo em comum: Moacyr. É a primeira vez que se enfrentarão dentro do Chuteira de Ouro. Isso é um facilitador? Ter consciência do estilo de jogo do adversário é melhor?
Nem a gente esperava uma campanha tão boa. Começamos o campeonato com vários caras machucados, viagens programadas, mas ainda bem que deu tudo certo. Quanto ao adversário, se fosse só o Moacyr estava tranquilo! Além dele, tenho amizade com todos do Invictus. Alguns são amigos de longa data, de uns 15 anos. Então, se por um lado vai ser um jogo diferente por causa dessa proximidade, por outro lado tem essa facilidade de conhecê-los muito bem. Saber como cada um gosta de jogar, os pontos fortes e fracos. E já vou avisando que não vou alisar, não. Passou do meu lado eu vou levantar (risos)!
 
Há rumores de que, em 2020, você se transferirá para o Invictus. É só especulação mesmo ou já está na hora de mudar de ares?
Parece que o Moacyr e o Tio (Senhor José Caetano, presidente de honra do Mulekes) já estão negociando! Vamos ver o que vai dar! Falando sério, tenho um carinho gigante pelo Invictus. Me sinto parte do time, tanto que, fora o Chuteira, todos os campeonatos que eles disputam eu estou com eles. Mas o Mulekes é minha casa. Estou no time praticamente desde o início, ano que vem faremos 10 anos de história. E olhar pra trás e ver tudo o que fizemos é motivo de muito orgulho. Estamos há 10 anos brigando por títulos, e o mais importante, sem perder a nossa essência. Ser um time técnico, que não arruma confusão, e que vai lá todo sábado pra jogar futebol e estar com os amigos (do nosso e de outros times).
 
Existe um paradoxo para você. O comandante do Invictus, Leandro Dias, conhece-o muito bem por ter o dirigido várias vezes fora do Chuteira de Ouro. Acha que terá marcação especial, já que o senhor gosta de trabalhar a bola atrás para servir companheiros? Ou você e o Dacal estão preparando uma armadilha para o, neste sábado, 'inimigo íntimo'?
Sinceramente não sei o que o Leandro irá aprontar. Além de ser meu técnico quando jogo com o Invictus, sempre estamos conversando sobre futebol, sobre como enxergamos as coisas, e sobre como eu gosto de jogar. Então é bem provável que ele tenha algo em mente pra neutralizar o nosso time. E, pra completar, ele e o Dacal também têm uma relação muito próxima, se conhecem muito bem. Mas estamos preparando algumas táticas revolucionárias sim, quem sabe alguém de linha no gol. Já deu certo na final, né? Quem sabe não dá certo de novo (risos)?

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