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DPGAMOS SE CONFIGURA COMO TIME ROBIN HOOD

Uma sina parece rondar o DPGamos no atual Chuteira de Prata – a de Robin Hood. Sim, o famoso herói que roubava dos ricos para dar aos pobres. No caso do DP, o time tira pontos dos líderes e perde para os lanternas.

Foi assim por 4 rodadas, quando desbancou os então líderes SuaMãe e Red Devils e ao ser derrotado por Pé de Pano e ZFQ. Abaixo segue entrevista com o manager Daniel Fischer e o técnico Lói, que falam sobre a síndrome de Robin Hood, o atual momento do DPGamos e as mudanças que o time sofreu desde a impactante derrota para o NGM na rodada final do torneio passado.

O DP tem 4 vitórias no torneio, sendo 2 delas sobre adversários que eram então líderes e amplamente favoritos (SuaMãe e Red Devils). A que você credita essas vitórias?
Daniel – Ao comprometimento e à doação de cada um em campo, pois, após perdermos para o ZFQ e este ter ganhado do TCM, para nos mantermos dependendo só de nós mesmos para nos classificar, era preciso ao menos um empate contra o RED. E parece que isso ficou bem claro para cada um, tanto que ganhamos.
Lói – Credito essas vitórias ao espírito de superação, à garra apresentada. Lutamos por essas vitórias a cada segundo do jogo, principalmente contra o Red Devils, que virou o jogo e complicou tudo pra gente... Mas conseguimos sair vitoriosos graças a muita raça!

Ao mesmo tempo, o time perdeu para 2 times então na rabeira do grupo (Pé de Pano, praticamente rebaixado, e ZFQ, que conquistou a primeira vitória no torneio contra vocês. Por que essa síndrome de perder jogos considerados mais fáceis e ganhar outros tidos como muito difíceis?
Daniel – Foram detalhes. Contra o Pé de Pano saímos na frente e acredito que o time relaxou. Cochilamos por 10 minutos no final e perdemos o jogo. Contra o Zica não entramos em campo nos primeiros 25 minutos, quando fizeram 3 x 0. Aí fica difícil correr atrás. Já contra os líderes ninguém cochila, estão todos ligados o tempo todo.
Lói – A equipe parece que esquece de jogar bola, acha que são jogos ganhos ou sei lá o que contra times que estão na parte de baixo da tabela. É mesmo o novo Robin Hood do Chuteira, como já foram Acidus e MachuPichu. A equipe não entra focada, nem com a mesma pegada e eu acho que é isso que influencia.

O que mudou do DP que perdeu para o NGM e esse atual que desbanca o campeão do festival e favorito à Ouro Red Devils?
Daniel – A cabeça da equipe e o comprometimento. Hoje temos um time que se foca no que é melhor para o grupo, e não no que é melhor para cada um individualmente, a ponto de jogadores pedirem pra sair por estarem um pouco (sim, apenas um pouco...) cansados, visando o melhor para o time.
Lói – O elenco, a atitude, o comprometimento de pelo menos um time inteiro e mais uns 2 ou 3 reservas. Agora temos um time todo sábado, não temos de nos preocupar em dar WO, novas contratações que se adaptaram muito bem ao time.

Ainda na luta pela classificação - e na 8ª posição - o time encara outro líder, o Bufalos. Como a equipe está para essa partida?
Daniel – Tá de sacanagem? Acha que vou expor a situação da minha equipe para o adversário antes do jogo??? Estamos concentrados e confiantes de que podemos fazer um bom jogo contra eles, assim como foi contra o Red.
Lói – Remendada. Por ser jogo em feriado acho que não teremos alguns jogadores além de uma suspensão. Mas acredito que mesmo assim entraremos em quadra com a mesma raça de sempre e buscando a vitória.

O DPGamos está pronto para um mata-mata?
Daniel – Sim, está pronto. Temos um elenco já com experiência no Chuteira e, assim como na primeira participação, estamos prontos para voltar a disputar um mata-mata.
Lói – Acredito que pronto para um mata-mata só vamos descobrir se chegarmos lá e jogarmos. Ninguém está pronto para algo antes de acontecer de verdade.

Como avalia o elenco do DP? O time contratou certo dessa vez?
Daniel – Um dos melhores do Chuteira de Prata. O ambiente interno é ótimo e, tirando um ou dois (que já saíram), todos estão atrás do mesmo objetivo, que é a Série Ouro e o título. A diretoria trabalhou bem demais, as contratações estão dando muito certo. Arrumamos uma muralha no gol, "São Valentim", um zagueiro sensacional, Pi, e um atacante matador, o Kaká, sem contar um gênio da bola, João Corazza.
Lói – Acredito que acertou sim, e com todas as letras. O time trouxe um goleiro que poderia estar jogando a Ouro tranquilamente, um grande zagueiro, o Bento, que está comendo a bola e se esforçando muito agora no meio, dois atacantes que estão mostrando tudo o que podem fazer dentro de quadra com nossa camisa. Contratações perfeitas e muito comprometidas eu diria.

Você assina embaixo a campanha do Tira a 10 do Denão? E o troféu Denão, acha que tem chances dele não levar?
Daniel – Não, não assino. A 10 é dele e ele vai mostrar o porquê. Confio demais no futebol dele, e ele não tem me decepcionado. Quanto ao troféu, ele tem muita chance de não levar, pois tem concorrentes muito bons, como Baru, Bizu, Cauê, e por aí vai.... Ah, claro, tem o Lucas também...
Lói - Assino embaixo da campanha DENÃO LARGA A 10!!!!! Pelo amor de Deus! Já quanto ao troféu Denão, acho que tem chances tranquilas dele não ganhar. Se esse troféu é válido para todas as divisões do Chuteira, é só olhar na Ouro que eu acho até que tem uns jogadores que já levaram esse troféu antes de inventarem ele.

Dani, Como você está se sentindo jogando na zaga e não mais no gol? Readaptado já à velha função?
Daniel – Me sinto muito bem em poder ainda ajudar o time de alguma forma dentro de campo, e sim com certeza estou readaptado, mas sempre tem algo a melhorar. Eu me cobro bastante, e a cada jogo procuro corrigir alguma coisa que eu estava errando, tanto que na minha opinião este último jogo foi o meu melhor desde que eu voltei à zaga.

Lói, você largou o time no fim do campeonato passado reclamando muito de não ter jogadores nem comprometimento, mas voltou atrás. Aquele panorama mudou?
Lói – Mudou muito, a diretoria se mexeu bem, fez contratações pontuais, o time está muito comprometido em aparecer pra jogar bola, e eu estou tentando fazer o melhor pelo grupo, pelo DPGamos. Algumas vezes não dá para colocar todo mundo pra jogar, em outras tenho de tirar um jogador da quadra e acho que na maioria das minhas decisões os jogadores entendem isso.
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