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DIABOS X MACIOTA’S: DUELO PELA SOBREVIVÊNCIA NA PRATA

Há quase um ano, times decidiam a primeira edição da Bronze; hoje, lutam para permanecer na Série Prata

Em meados de dezembro de 2010, o Diabos Negros sagrou-se campeão do I Chuteira de Bronze em cima do Maciota’s, nas cobranças de pênaltis. O time do ex-técnico Roberto Solcia vencia o jogo no tempo regulamentar, mas sofreu o empate, e a partida foi para os temidos tiros livres da marca do pênalti. O resultado foi um melhor aproveitamento do Diabos, que faturou o caneco. “Aquela decisão foi um momento mágico para o nosso time. Foi uma superação de todos os nossos jogadores. Começamos perdendo por dois gols de diferença e fomos buscar uma força muito grande para sermos campeões”, conta o zagueiro Pacheco, um dos destaques do Diabos naquela decisão. Ele ainda exalta duas qualidades importantes para quem quer ser um vencedor: “Acho que a persistência e a raça mostradas naquele jogo foram os fatores determinantes para o título”.

A festa da vitória ao Diabos foi bonita; a derrota, pro Maciota’s, foi doída. Porém, os dois foram contemplados com o acesso à Série Prata. Ambos fizeram campanhas muito boas no V Chuteira de Prata. Não só sobreviveram na divisão – algo que a maioria duvidava que fosse acontecer – como avançaram à fase de mata-mata. Foram derrotados nas quartas de final, mas fincaram a bandeira entre as equipes respeitadas dentro do Chuteira. Mesmo derrotados, Diabos e Maciota’s prometiam fazer um segundo semestre igual, ou até melhor. Porém, não é isso que ocorre.

Diabos Negros e Maciota’s, campeão e vice-campeão naquela ocasião, hoje vivem momentos distintos daquele de quase um ano atrás. Com confronto marcado para este sábado, válido pela 8ª rodada do VI Chuteira de Prata, estão muito abaixo do que apresentaram anteriormente. Afinal de contas, o que está em jogo no duelo da vez não é um título, mas sim o fato de ambos poderem estar disputando a sobrevivência na Série Prata – o que pode ser considerado mais importante do que um título. Uma espécie de duelo em que o derrotado tem grandes chances de voltar à Bronze no ano que vem.

“É realmente uma decisão. Vamos tentar confirmar a nossa recuperação e vencer essa partida. Sabemos que vai ser difícil. Creio que vai ser um jogo bem disputado, mas temos que ganhar de qualquer jeito”, confirma o zagueiro Pacheco, do Diabos Negros. Como todo jogador que respeita o adversário, os elogios pré-jogo são frequentes. “O Maciota’s fez uma boa campanha na Prata, no último semestre, quando quase subiram para a Ouro”.

Sim, é verdade, o Maciota´s quase chegou lá – caiu diante do Jeremias nas quartas de final. Porém, a realidade hoje é outra. Na penúltima rodada da fase de classificação, o Maciota´s soma 7 pontos e deixou, pela primeira vez, o G-6 do Grupo A da Prata. O pior é que o lanterna do grupo, o Camelo, tem 4 pontos, ou seja, apenas 3 pontos separam 7º colocado do lanterna. O Diabos vive situação similar, só que mais desesperadora. Tem 5 pontos e vencer os dois jogos que lhe restam é fundamental, já que hoje o time dorme na zona de rebaixamento.

O Maciota´s começou o torneio com tudo, inclusive dividindo liderança com o Rabeloska, mas o motor engasgou e o time empacou nos 7 pontos – desde a 2ª rodada que os comandados de Sharizza não sabem o que é vencer. Após o empate na 4ª rodada, só acumulou derrotas. Como explicar isso? “Fizemos boas partidas este semestre e perdemos no detalhe. Em muitas delas, controlamos o placar e acabamos perdendo, são coisas do futebol. Mas teremos a máxima atenção para que não ocorra nova derrota neste sábado”, fala um confiante Jerry.

No Diabos, desde aquela decisão de 2010, passando pelo primeiro semestre de 2011, algumas mudanças ocorreram. “Esse semestre tivemos diversos desfalques e jogadores machucados durante o campeonato, fato que não aconteceu semestre passado. Acho que não existe diferença de nível da Prata. Como qualquer time, temos fases ruins e boas, caso contrário o futebol não teria graça”, tranquiliza a torcida Roberto Miluzzi, manager do Diabos. Porém, mesmo com problemas de contusões, Miluzzi credita a queda de rendimento ao novo jeito de jogar da equipe: “Tentamos montar um time mais ofensivo, característica que nunca foi nossa. Sempre fomos um time de forte marcação e rápido contra-ataque”.

Independente do placar do próximo sábado, Diabos Negros e Maciota’s - junto a outras equipes que estiveram na primeira edição da Bronze – fizeram do torneio um grande chamariz para a Prata e para a Ouro. Hoje, quem quiser chegar a essas divisões deve primeiro travar uma batalha com mais 23 times que sonham ser reconhecidos dentro do Chuteira. “Acho que todos os times que jogaram a primeira edição da Bronze são responsáveis pelo sucesso do campeonato atual. A série Bronze hoje está muito forte, com grandes jogos. É uma satisfação muito grande ver o sucesso desse campeonato e saber que contribuímos para isso”, afirma Pacheco.

Pois há grandes chances de um dos dois pioneiros da Bronze – ou mesmo os dois, se der uma combinação de resultados – estar de volta à série que lhes deu visibilidade no próximo semestre. Neste sábado, na quadra 10, às 14h30, Diabos Negros e Maciota´s darão três passos em direções opostas. Resta ver quem será mais rápido e sacará primeiro.
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