Se fizermos o Teste de Rorschach com os habitantes do mundo do Chuteira e mostrarmos uma figura do The Veras-2009, é certo que 99,9% lembrar-se-ão primordialmente da equipe que apresentou grande futebol e, por muito pouco, não chegou à grande decisão no primeiro semestre. O motivo de tal reação é facilmente explicável: o segundo semestre da equipe “rolo-de-macarrão” foi nada menos que decepcionante: 7º lugar no Grupo A e escapando do temido fantasma da Série Prata apenas na rodada extrema. Para o goleiro Benga, houve relaxamento: “Eu não acredito em uma queda de rendimento, eu acho que foram os outros times que se reforçaram e ficaram mais fortes, enquanto nós relaxamos, exatamente por ter chegado tão longe no último campeonato. Mas esse ano vai ser diferente, no mínimo chegamos nas quartas”.
Já Pedro DeLuna, capitão, manager e, às vezes, jornalista do Veras, é difícil arrumar explicações. “Esse é um mistério até pra mim. Mas, analisando friamente, só posso creditar isso à boa e à má fase dos nossos atletas. Coisas do futebol. No primeiro semestre, nosso time estava com a aura de campeão, atropelando todas as dificuldades e vencendo jogos que todos davam como perdidos, como contra Acidus e Estudiantes, mesmo tendo de fazer alguns improvisos absurdos, como escalar o Nico na zaga. Na semifinal, fizemos um jogo equilibradíssimo com o Bengalas, mas o Ritolê estava num dia encantado, fazendo gol de mão e de tudo quanto é jeito. Já no segundo semestre, alguns dos nossos principais jogadores caíram bastante de rendimento e nós perdemos muito do nosso diferencial, daquilo que resolvia as partidas na hora em que a coisa apertava. Só fomos encontrar isso nos 3 jogos finais, quando perdemos do Bengalas e batemos o Treinadores e o Primatas em três jogaços” – discorre.
Sinal maior da queda veerense pode ser atribuído ao número de gols sofridos no segundo semestre. Os azul-grenás viram suas redes serem balançadas nada mais nada menos que 42 vezes, “sagrando-se”, assim, a defesa mais vazada do VIII Chuteira de Ouro. Benga é descontraído e peremptoriamente fanfarrão ao analisar a situação. “Com certeza foi culpa da zagueirada, principalmente do Puyol da Vila Mariana, o Cucio, zagueiro displicente, que não joga para o time e, a cada 2 jogos, faz um gol contra. Mas eu não posso tirar o meu da reta. Nesse próximo Chuteira, prometo um desempenho, no mínimo, impecável da minha parte!” – afirma o Gerard Depardieu do Chuteira.
Dessa forma, o discurso maior do Barcelona Chuteirístico é voltar a vencer. Para tal, a trupe já se movimenta no mercado. “Perdemos um volante, o Mandia, que foi emprestado para um time da Irlanda (Nota do repórter: Que beleza!) para ganhar experiência. Porém, ganhamos bons reforços: o Japa jogará mais regularmente e temos a chegada do Renatinho (ex-MachuPichu), que foi apresentado semana passada. Segundo ele, o Veras sempre foi o seu time do coração” – comenta o guarda-redes catalão.
Reforços, à parte, Pedro manda recado direto aos antagonistas da Ouro: “Que esperem um time insinuante e cascudo, como diria o não tão saudoso Emerson Leão (Nota do repórter: Que belezaaaaa!). Nós não somos muito fãs daquela postura pseudo-humilde, de aversão ao favoritismo, a assumir responsabilidades. Mas o fato é que, hoje, o The Veras ainda é visto como um azarão e não é demagogia da minha parte dizer que o favoritismo passa bem longe de nós nesse momento. Temos esse semestre pra mudar isso. Eu, que conheço cada jogador dessa equipe há muitos anos de diferentes lugares, posso afirmar com propriedade que esse time não tem vocação pra ser mediano. E nem pra ser um moleque travesso , que eventualmente rouba pontos de times tidos como bichos-papões. Isso é coisa de Atlético Pagalanxe, que Deus o tenha!” – garante o capitão, sem perder o humor na alfinetada ao velho rival de outrora liderado por Bruno Corneta.
E, para não ficar apenas nas palavras, PDL dá detalhes da pré-temporada, que por sinal, já começou: “Nossa preparação acaba de começar. Fizemos um amistoso contra o Kadência e, embora estivéssemos um pouco desfalcados, ficou evidente que o time ainda tem muito o que melhorar. Física e, principalmente, taticamente. Precisamos conter aquele impulso juvenil de ir pra cima do adversário toda hora. É nisso, nesse jogo mais inteligente e calculado, que nós apostamos como a grande mudança pra esse semestre.”
Para fechar, as considerações finais dos grandes jogadores e geniais entrevistados:
“O The Veras não é mais time pequeno, a partir desse semestre irão tremer ao ouvir o nosso nome!” – Benga
“Será um grande prazer ir lá todo sábado defender o manto azul-grená. O Acidus que me desculpe, mas... vocês já olharam pro símbolo do Veras? Nós somos o verdadeiro rolo compressor. É que o rolo ainda está sendo construído...” – Pedro DeLuna
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