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Na rodada final da primeira fase muitas apostas foram certeiras, como a classificação do Só Resenha e o descenso do Fúria. Porém, outras foram errôneas, como não apontar o My Balls entre os melhores. Assim, a imprecisão formou uma nova ciência. E quem acertou os palpites sobre Futsamba e Kansado?

A redação do Chuteira News acertou alguns palpites, errou em outros, mas, enfim, o futebol é feito disso também. Não fiquem bravos, Puff e Pirulas, já que ciência exata passa longe do glorioso esporte bretão. Sim, o time de vocês escapou da queda, em detrimento do que fora escrito na semana passada. Porém, escapou na base da... Bom, mais para frente comentaremos. O importante é que a rodada final da fase de classificação nas quatro divisões foi, pasmem, muito tranquila e (quase) sem problemas, certo, caros jogadores do Allianza Sagrado? E, em meio a classificações e descensos, o que ficou evidenciado na rodada de fogo foi que nunca é possível subestimar a ‘ciência da imprecisão’, que derruba previsões, eleva as dúvidas ao patamar do ‘certo’, e exorta o público contra a imprensa que só tende a reportar a realidade. Ah, essa ‘ciência da imprecisão’ que nos move e nos alenta... 

Afinal, quem aí apostou na classificação do My Ball às oitavas de final? Nós, do Chuteira News, não. E a equipe do PVC usou a nova ciência dentro da Liga Chuteira de Ouro para abocanhar a 6ª e última vaga do Grupo A e mandar um ‘chupa’ a todos que desacreditaram no poder de reação do time. O MB bateu o Med Taubaté em confronto direto e viu o Di Primeira perder para o novo líder final, o Arouca Jrs., para sonhar com o caneco dourado. Igual aos tradicionais Bacana e Arouca, que se classificaram na chamada ‘bacia das almas’, ao vencerem Acidus e Mercenários respectivamente. Ambos os times veteranos eram apostas nossas para a fase final. Dito e feito. Igualmente o Só Resenha, que cumpriu sua parte e viu uma chance de brigar pelo título cair no colo – depois de uma primeira fase de alguns raios e muito trovão. O time de Vitinho pode não incomodar agora, mas no semestre que vem... 

Arouquinha e Fiorella ultrapassaram seus concorrentes e terminaram na primeira posição de seus grupos, catapultando-os às quartas de final. Igualmente aos respectivos vices, Mulekes e Roleta R. Olímpico. O Roletinha, nos quatro passos de Ritolê, goleou o PrimPratas e sente o cheiro de triunfo logo ali. E até que o Tieppo acertou a diferença de gols que acabaria o confronto... Já o Mulekes perdeu. Mas seria de propósito para fugir de um eventual CAV nas quartas de final? Não, preferimos exaltar a grande despedida do Jeremias da Ouro. O time de Tingão e Dunder (4 gols, meu caro?! O filhão está orgulhoso, não?) jogou muita bola e mencionou um ‘até breve’ aos que irão ficar na divisão dourada. E outro fim tomou conta da Ouro. Foram 3 anos de um namoro firme, sério. E, finalmente, o Fúria aceitou o pedido de casamento feito pela Série Prata: estão de volta à divisão! Quem deu o ‘empurrãozinho’ foi o Jason do Chuteira, SNG. O tricampeão estava liquidado, mas o deixaram entrar na brincadeira... Ai ai ai, quadra 5, vais ficar pequena na próximo sábado... 

E a ‘ciência da imprecisão’ acometeu a Série Prata também. Em partes. Tudo porque eram favas contadas os acessos de Cabeça Rachada e Fora de Série, novo e velho integrante da Série Ouro no segundo semestre. O FDS retornou à divisão dourada vencendo (e rebaixando) o Elefantes Indomáveis, que até ensaiou uma reação na penúltima rodada, mas não foi páreo para Bia e cia. O Cabeça também subiu, porém, de forma melancólica. Teve uma ‘ajudinha’ irresponsável do Diabos Negros, que concedeu o WO para que o Cabeça fosse dourado. Inexplicável e inaceitável um campeão como o Diabos (sim, o time é primeiro campeão da história da Série Bronze) aplicar essa vergonhosa prática em uma reta final, não honrando com o compromisso perante aos outros 9 times do seu grupo. O líder final ficou chateado, mas feliz pela conquista. Cabeça e FDS vão às quartas de final e levam consigo The Veras e É Verdadeee. É Verdadeee? É isso mesmo? Pois é, olha aí a ‘ciência da imprecisão’... 

O ‘burrinho’ fez uma campanha de recuperação fantástica ao longo do semestre. Ficou sempre andando na linha tênue entre a classificação e o descanso forçado. Só que nas últimas rodadas foi crescendo e, dessa vez, quer a Série Ouro chegando à decisão. Mas há outros times querendo a final do dia 15 de junho... O TCM quase foi castigado pelo empate sem gols da 8ª rodada ante o Condor’s, mas se classificou aos 48 minutos da etapa final e agora encara o ‘sobe e desce’ do Só Quem Sabe. E a ‘ciência da imprecisão’ foi implacável com as bolsas de aposta: o ‘Robin Hood’ Absolutos permanece prateado! Ao surpreender o Bufalos e ver as derrotas de Elefantes Indomáveis e da maior decepção da Prata no semestre, Báguas, o time de Rafa Alencar passou na fase de estágio e foi contratado. O Absolutos continua sendo Prata! E o time de Puff e Pirulas escapou do rebaixamento. Virão aqui cornetar os membros da imprensa, mas lembrem-se de agradecer ao Condor’s, que rebaixou o Elite facilitando a vida do querido Basicus. 

Na Bronze, quase nada de ‘ciência da imprecisão’. O Peneira subiu à Prata ao vencer o combalido Roleta R. Clássico e fez a festa. O Camaro subiu à Prata ao vencer o desanimado Bacaninha. Fez a festa também. Porém, para não deixar nenhuma emoção de lado, o que movimentou as duas partidas foram o anúncio da aposentadoria de Baru, o ‘mister Roleta’, e a presença das ‘CAFAS’, as torcedoras do Camaro Amarelo. Ademais, apenas briga por vaga e olhe lá. No Grupo A, por exemplo, tudo já estava definido. Todos os times entraram em quadra sabendo o que fariam a partir do encerramento da primeira fase. Porém, houve tempo de o Xoras se despedir do semestre com um clássico 3 x 0 sobre o TNT e ainda anunciar o fim do time. Não! Certo, Carioca? Brincadeira nossa e não deixe o boato se espalhar. Houve tempo, ainda, de o TáLigado fazer mais uma vítima e começar a assombrar seus concorrentes com seu futebol objetivo e envolvente. E houve tempo para o Allianza Sagrado, mais uma vez, envolver-se em confusão com a arbitragem... Até quando? A punição deve rolar essa semana e pode mesmo mudar os confrontos das oitavas... 

A emoção da Bronze, de verdade, ficou a cargo de um gigante de Chuteira. Um dos times mais tradicionais da história da competição, que estava no ostracismo, quase falido. Contudo, no dia do anúncio da aposentadoria do seu idealizador, Baru Matos, os jogadores do Roleta Russa se desdobraram em quadra ante o desequilibrado Invictus (que mais uma vez trocou o futebol pelo bate-boca com a arbitragem) e venceram com raça. Com o resultado, a equipe precisava ainda torcer pelo tropeço do Bacaninha contra o líder do Grupo B, o Camaro. Deu certo. E o Roleta renasceu no Chuteira de Ouro, pelo menos neste semestre. Levou consigo o Maciota’s às oitavas de final e, quem sabe, não pinta uma ascensão de dois times que já passaram pela Série Prata? Afinal, a ‘ciência da imprecisão’ traz elementos novos ao nosso glorioso campeonato. Assim como foi o Rabisco, de Murilo, um dos ‘volantes’ com mais gols na temporada. Equipe já rebaixada, mas que fez bonito na reta final e mostra que, na Aço, vai brigar por título. 

Só que esse caneco só poderá ser disputado no próximo semestre, porque o título da primeira edição da nova divisão do Chuteira ninguém tem ideia de para quem ficará. Lodetti, Bengalas, Exilados, Real Paulista Classic mostraram força no Grupo B e se credenciam a irem mais longe em relação aos times do Grupo A. O Magnatas ainda é uma incógnita, já que é capaz de vencer o tricampeão Bengalas, mas perder para equipes abaixo na tabela – para desespero do manager Sabatim. A última vaga na chave ficou com o Abusados, que despachou o Real Paulista e entra na disputa pela glorificação maior no encerramento do certame. A nota triste ficou por conta do Di Primeira Expresso, que não venceu nenhuma partida na temporada. O Simon teve trabalho neste semestre, já que seus dois Di Primeira foram mal das pernas. Mas vai melhorar... Certo? 

O melhor da última rodada da Aço ficou para o fim de tarde. Ah, ‘ciência da imprecisão’, que coloca uma brincadeira de ‘pega-pega’ bem na reta final. Para descrever a quem não esteve presente às quadras 4 e 6: de um lado, gol do Futsamba; do outro, gol do Kansado; uma hora, gol do Os Mostarda; em outra hora, gol do F.A.C.S.A.O.; em um momento, novo gol do Futsamba; em outro momento, nada de gol do Kansado. E assim foi definido quem iria à Série Bronze vencendo o Grupo A: o Futsamba, no saldo de gols! E uma festa bonita da rapaziada, que comemorou muito o acesso e o fim da briga de ‘gato e rato’ que fez com o adversário durante toda a primeira fase. O ‘Sambão’, enfim, sambou! Os outros classificados na chave foram, além do Real Madruga (que já havia assegurado sua vaga com uma rodada de antecedência), Hangover, o próprio F.A.C.S.A.O. e o Morada Choque, do maior artilheiro da história da liga Chuteira de Ouro, o craque Lele.

Assim acabou a primeira fase. Muito disputada e, em detrimento a outras edições, a mais tranquila. Muitas apostas foram certas, outras, nem tanto. Afinal, o futebol é bom porque não é uma ciência exata, tampouco um paraíso aos matemáticos de plantão. O esporte bretão é apaixonante, pois a ciência usada nele é a da inconstância, da loucura, da imprecisão. Quem estava fora (My Balls) agora está dentro. Quem estava rebaixado (Absolutos) agora está incólume. Quem estava morto (Roleta Russa) agora está vivo. Quem estava com fé (Futsamba) agora recebe a benção. E muito time aprendeu que reclamar de árbitro pode acarretar em briga; e briga pode acarretar em perda de ponto e também em chance de jogar na latrina a campanha realizada até o momento. A primeira fase vai deixar saudade. Só que vem o novo a partir do próximo sábado. Virão mais apostas. Só que quem sobressairá será, mais uma vez, a ‘ciência da imprecisão’. Alguém arrisca algum palpite?
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