Se laço faz a diferença, então Mercenários, Coringa e Cachorro Velho souberam valorizar o sentimento de ajuntamento, conquistando seus objetivos; DP e EV amargam mais uma temporada de insucesso, enquanto o Fúria comemora mais uma salvação
25 minutos do segundo tempo e o Cachorro Velho apenas empatava com o Opalas em 0 x 0. O resultado não era dos piores à equipe amarela, uma vez que estava obtendo sua vaga ao mata-mata. Para o time da PUC, o placar o deixaria em situação delicada – e com risco sério de rebaixamento à nova divisão do Chuteira. Tudo porque o Os Mostarda ainda jogaria na rodada e, com uma vitória, ultrapassaria o Cachorro Velho. Porém, quando o ponteiro do relógio do árbitro principal da quadra 4 marcou que o tempo regulamentar estava esgotado, eis que Thiaguinho marcou o gol do triunfo. Mais que isso: o tento da salvação e redenção do Cachorro Velho na Série Bronze.
A comemoração ao fim da partida foi digna de final de Copa do Mundo. Jogadores se abraçaram fervorosamente mostrando que a união em uma equipe faz a diferença. Neste caso, trata-se de um time de amigos – fica mais fácil buscar harmonia. Mas a tranquilidade para um time atingir objetivos também pode ser alcançada por equipes cujos jogadores não se conhecem de longa data. Resumindo: a união faz a força, sim. E o Cachorro Velho teve união para sair da adversidade.
A junção referida sobrou em outras equipes na última rodada da fase de classificação das 3 divisões, mas também não se fez presente em outros times. Assim, o misto de choro e sorriso, ou choro e tristeza, fez-se presente no PlayBall.
O Cachorro Velho escapou com a vitória. O Os Mostarda não escapou com a vitória. Caiu, mas de pé, pronto para se reerguer e tentar voltar à Bronze a partir do primeiro semestre de 2013. E a equipe de Polito venceu, tirando o doce das mãos do DPGamos. Foi um mega jogo, com os times lutando demais a cada ataque em busca do triunfo. No final, o Mostarda superou o até então líder invicto e finalizou sua participação na Bronze de forma positiva – o que possivelmente reverterá no início da próxima campanha. Ao Os Mostarda, sobrou adesão (e humildade). Já ao DP... faltou tudo isso. A desculpa (para explicar o tropeço na reta final) por parte da equipe que vinha fazendo uma campanha irretocável recairá sobre a arbitragem – acusada de "mexer com o psicológico e desestruturar o time". Mas, para quem apenas observava a partida sem tomar partido, percebeu que o buraco era mais embaixo.
O DP perdeu a vaga na Prata na fase de grupos para ele mesmo, não por culpa dos árbitros. Primeiro, veio a história de pintar os cabelos de vermelho e entrar em quadra para jogar. À equipe, internamente, pode ter um significado de incentivo; porém, aos adversários, só existe um outro significado, o do salto alto. É aqui que começa a entrar a figura do líder: Dani Fischer. Não coibiu completamente o oba-oba durante a fase de classificação. Depois, começou a perder a mão na penúltima rodada ante o Toque Me Voy, quando, com forte pressão do adversário, atravessou a quadra sem autorização para averiguar o que havia acontecido a um jogador do time. E o grande final, neste sábado, foi expulso tolamente, deixando o grupo mais nervoso diante do resultado adverso contra o Os Mostarda. Mais que isso: quando estava vencendo por 4 x 3, ele fora, transtornado, não estava lá dentro para orientar o time e passar tranquilidade para segurar o resultado. A pressão sofrida ante o TMV foi superada graças à má pontaria dos atacantes adversários. Já a pressão ante o Os Mostarda, não. Com seu principal zagueiro e equilíbrio defensivo, Zeca, suspenso, o time manteve 3 atacantes em quadra e viu a vaga direta à Prata ficar com o Coringa – merecidamente – num tiro de 9 metros decorrente da 8ª falta convertido por Cadú.
O time de Maurício nunca desistiu, mesmo acumulando alguns tropeços e ainda perdendo ponto por causa de invasão de quadra por parte de torcedor. Ao Coringa, sobrou união do começo ao fim da primeira fase. Assim, foi contemplado com a liderança final. Só é agraciado quem respeita o próximo e sabe reconhecer seus erros. O DP falhou em certo momento nesse quesito, como no passado o próprio Coringa fez. Este aprendeu com as falhas e, hoje, colhe os frutos.
Quem soube, também, olhar para o próprio umbigo e está na Ouro é o Mercenários. O time sofreu contra o bom Inflação. Ficou encurralado e sem saída em determinados momentos do jogo. Porém, a equipe dos irmãos Dezinho e Guto se recuperaram e arrancaram o empate histórico em 5 x 5. Assim, o sonho da Ouro se concretizou. Mas não foi de uma hora para outra. O desejo da principal divisão era antigo, todavia, só se realizou após tantas temporadas porque souberam se organizar psicologicamente. Tiveram união, estrutura e cabeça no lugar nos piores momentos.
Porém, junção também é encontrada em equipes à beira do fracasso. Assim foi com o É Verdadeee. O burrinho tem um grupo que joga no Chuteira há muito tempo. Então, o que faltou à equipe de Reyna? Apenas experiência na divisão. Com menos ansiedade fatalmente venceria o Rabeloska – visivelmente menos interessado na competição como quando em outras oportunidades. O EV volta à Prata sabendo o que deve fazer para retornar à Ouro.
E quem escapou mais uma vez foi o Fúria. Teve sorte, sim, com a má pontaria e péssima fase do Real Paulista, é verdade. Mas o time da família Motta... é uma verdadeira família! Unido, o Fúria soube se segurar no jogo e na Ouro, mostrando que um ambiente alegre traz frutos positivos. Um ambiente com incerteza e tensão leva a resultados frouxos.
A fase inicial chega ao fim coroando Arouca, Fiorella, Mercenários, Roleta Olímpico, Báguas e Coringa. Chega ao fim abrindo esperanças a times como CAV, Mulekes, Zenite, Med Taubaté, Condor s e Palestrinha, e para mais alguns times que miram o título. Chega ao fim acendendo o farol de alerta a equipes como SPQSF, Joga 13, Acidus, TCM, Bacaninha e Opalas, entre outros. E chega ao fim destruindo sonhos como os de Só Resenha, Jeremias, Império Celeste, Bufalos, Arena e Derrubada, entre mais alguns. A partir de agora, uma nova competição: o mata-mata. Aqui, quem é grande pode ficar pequeno; e vice-versa. Para escapar de surpresas desagradáveis, é simples: cabeça fria e muita união no elenco. Porque, na fase final, a aliança faz a força.
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