A 7ª rodada da Bronze colocou o Corleone no mapa das apostas para o título e viu o Só Quem Sabe voltar à rotina de gols e pontos conquistados
Toda temporada tem aquele time chamado de sensação. E, também, aquela equipe que renasce das cinzas para fazer uma campanha alentadora. Na Série Bronze existem dois exemplos que se encaixam perfeitamente nas afirmações acima: Corleone e Só Quem Sabe estão chamando a atenção de todos que acompanham o certame. O primeiro largou a pecha de time fraco em outra temporada para se tornar um fenômeno no Grupo A. Já o segundo volta a ter o gosto das vitórias e do sucesso, no Grupo B. Assim, a divisão ganha em emoção para as quatro rodadas restantes – para sabermos quem vai para a Prata direto e quem se classificará para a fase final. A rodada do dia das crianças nos aproximou dessa emoção.
Na verdade, o sucesso do Corleone só pega de surpresa os desavisados. Mas, para quem respira o universo Chuteira de Ouro, nem tanto. A equipe cujo nome foi tirado da saga fabulosa de Mario Puzo é, na verdade, um espólio do folclórico Bucets – dos mais folclóricos ainda Denys Volpe e Tom Ártico. Com um DNA de uma equipe acostumada a jogar a competição, é de se explicar um sucesso tão avassalador como tem o time nesta altura da Série Bronze. O escrete merengue derrotou o Bacaninha, por 2 x 0, na última rodada e alcançou os 15 pontos na tabela, colocando-se na quarta posição – está a 4 pontos do, hoje, líder Báguas. Um sucesso que não veio da hora para outra.
O Corleone está na sua terceira temporada, ou seja, já tem um entrosamento considerado para alcançar objetivos mais interessantes do que apenas escapar da lanterna. O conjunto possui jogadores que não são craques, mas essas ‘crianças que cresceram’ têm habilidade e raça suficientes para fazer frente aos adversários. Não há um matador , tanto que o artilheiro do time, Felipe Garone, tem apenas 6 tentos na competição; os outros 16 gols – em um total de 22 marcados até momento pelo time – são distribuídos por outros jogadores.
A maior sacada do Corleone para esta temporada foi recrutar jogadores que já estavam no Chuteira, casos de Gui Fenômeno, ex-Primatas, Lelê, ex-goleiro do CAV que foi para a linha, e, mais recentemente, Cainho, outro ex-CAV e considerado dos melhores zagueiros que o Chuteira já viu. O já lendário Gui Fenômeno deu um novo astral à equipe, que passou de sofredora a atuante positivamente. A tarefa de tirar do Báguas a já encaminhada classificação à Prata é complicada. Mas o Corleone não vai desistir e, principalmente, já está mirando a fase de mata-mata, aonde forças se equiparam e as surpresas costumam aparecer.
Se o time de Fabricio D Angelo é sensação no Grupo A, o Só Quem Sabe é um renascido no Grupo B. A equipe de Ricardinho Mezadri andava sumida, encostada, cabisbaixa após a eliminação nos penaltis para o Condo’rs no semestre passado, sem perspectiva de sair do marasmo. Encaminhava-se ao famoso não fede e nem cheira . Porém, o time reencontrou o prazer de jogar bola. Mais que isso: reaprendeu a jogar o Chuteira. A estreia do SQS foi no II Chuteira de Bronze, quando quase não teve chances de brigar por vaga ou título – já que CAV, Rabeloska e My Balls, além do Só Canelas, dominaram a edição. O ápice da equipe veio no III Chuteira de Bronze, quando brigou até o final da fase de classificação pela vaga na Prata – perdendo-a ao Império Celeste.
O prazer de competir voltou nesta temporada. Passadas 7 rodadas, o time alcançou a 3ª colocação com 16 pontos. Está a apenas 1 ponto do, hoje, líder DPGamos. E, com certeza, tem a experiência em seu favor nesta reta final de fase. O DP também tem experiência, mas não tem o que o SQS tem: jogadores tão habilidosos. Alguns fatores são atribuídos à volta do sucesso do SQS: o capitão Tessarin comanda a equipe dentro de quadra (apesar da contusão que o afastou recentemente); o camisa 7, Jacobi, inferniza as zagas adversárias; a segurança de Arthur Chan na meta facilita os jogadores dentro de quadra; e Serjão voltou a balançar as redes, algo que deixou de fazer na temporada passada com a frequência de outrora. Com tudo isso e mais um pouco, o SQS vem fazendo bonito na divisão e quer beliscar uma vaga na Prata. Para tanto, terá de vencer seus compromissos e torcer para tropeços de DP e Palestrinha da Catarina na reta final de certame.
Na rodada de Nossa Senhora Aparecida, alguns times (re)apareceram, mostrando cacife para brigar por vaga na Prata e até título. Também foi a rodada de dia das crianças, na qual o Corleone provou que a criança quer ser grande. No próximo fim de semana voltam as atividades de Ouro e Prata, e também continua a saga da Bronze. Será um tempo de mais aparições, ou reaparições, e de crianças buscando seu crescimento. O Chuteira de Ouro chegou àquela fase já conhecida: a de separar os meninos dos homens.
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