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DE OLHO NA RODADA #05 – A ESTRADA RUMO AO OLIMPO

A 5ª rodada marcou os triunfos de Mercenários e Roletinha, na Prata, e de Báguas, na Bronze, em confrontos diretos pela ponta. A partir de agora, é cada time buscando seu caminho rumo à glória

A primeira fase do Chuteira é como o Campeonato Brasileiro: com ‘mini decisões’ a cada rodada. Mas também existem decisões dentro da mesma fase. Quem acompanha os certames percebeu que ocorreram três partidas decisivas na busca pelo primeiro lugar nesta 5ª rodada. Duas partidas na Prata e uma na Bronze. E, em todas, saiu um vencedor. No caso da Bronze, quem ganhou o duelo ainda terá mais asfalto para caminhar até a sonhada vaga na Prata – já que são 11 jogos classificatórios, dois a mais que Ouro/Prata. Nos casos da Prata, o caminho ficou mais curto, e a Ouro, mais próxima. Assim, o campeonato vai se afunilando em seu primeiro estágio.

Na Série Bronze a decisão entre Báguas e Condor´s mostrou uma certeza: time que quer subir de divisão – caso declarado do Condor´s – não pode entrar em quadra pensando... na Bronze. E aí foi detectado o problema do time de Neno, que entrou sonolento, sem vontade, apático. Já começou com um sério problema: a ausência de seu goleiro-artilheiro Daniel Quintanilha. E, para piorar, a equipe não se encontrou em quadra, marcando muito mal e sem criatividade para atacar. Juninho Peli estava apagado e sendo facilmente anulado; o nervosismo de Neno e de Gugu, líderes do time, era evidente; Bruninho Franco, melhor jogador da Bronze até o momento, sumiu quando mais o time precisava dele; e Diony acabou expulso em um momento favorável ao Condor´s na partida. Nada deu certo no sábado.

Porém, é preciso ressaltar que nada deu certo graças, além dos fatores citados, ao excelente futebol apresentado pelo novato de Chuteira, o Báguas. Ainda está longe de ser o novo Cabeça Rachada , que faturou a última edição da Bronze com rara tranquilidade de ponta a ponta, mas a equipe de Jorjão apresenta um futebol objetivo e um grupo consistente, mesmo que limitado numericamente. Marcando forte na defesa e valendo-se do contra-ataque, o time aniquilou o rival direto na briga pela liderança do grupo. E saiu abrindo 2 x 0 lançando mão de um artifício que anda sendo pouco explorado quando o jogo é na quadra compacta: a cabeça. Os dois primeiros tentos do Báguas foram de testa , quase que uma repetição um do outro.

O problema do Báguas, daqui pra frente, será também a cabeça... no lugar. O time é bom, está cada vez mais conhecido nos corredores do PlayBall, mas ainda peca com excesso de cartões. Já foram 9 jogadores, em um elenco em que poucos comparecem todo sábado, que levaram algum tipo de cartão. Na decisão de sábado, dois jogadores foram expulsos. O camisa 10 do time, Cesinha, frequentemente leva algum cartão pra conta. Ou seja, o Báguas põe a cabeça no lugar ou terá sérios problemas mais pra frente, com suspensões em outros jogos decisivos. Afinal, é a equipe a ser batida no momento e ainda fará um confronto direto contra o hoje vice-líder de chave, Basicus. Sem contar que a luta pela vaga na Prata, via Grupo A, ainda conta com a chegada de Bacaninha e a obsessão do Condor´s, que mesmo perdendo não pode ser desconsiderado.

Se na Bronze ainda há estrada para percorrer rumo à primeira posição, já quando falamos de Prata, o fim da estrada está cada vez mais próximo. E Roleta Russa Olímpico e Mercenários estão cada vez mais pertos do Olimpo. Nas suas decisões de sábado, venceram e deram grande passo rumo à Ouro. O Roletinha, pelo Grupo B, teve confronto direto ante o Bufalos e não decepcionou. Contando com a raça de sempre da molecada , a equipe não tomou conhecimento do adversário e aplicou um 6 x 2 incontestável. O segredo do Olímpico: determinação.

O time é regido por um técnico apaixonado pelo que faz, Vadão; tem um entrosamento a invejar outras equipes que ainda buscam um conjunto que faça frente ao oponente; é uma equipe jovem, mas que tem em seu currículo uma participação (recente) na Ouro, além de contar com os gols e o talento de Ritolê. Com essas e outras características, o Olímpico segue por sua estrada de forma serena.

A quatro rodadas do fim da primeira fase, não dá para cravar que o time já está com um pé na Ouro. Afinal, sendo o Grupo B o mais equilibrado de todas as divisões do Chuteira, fica difícil apontá-lo como o favorito , uma vez que Med Taubaté, Elite, Diabos Negros e o próprio Bufalos estão a apenas 3 pontos do hoje líder absoluto. Ou seja, um tropeço do Olímpico e o equilíbrio aumenta ainda mais. Esta não é a questão do Mercenários no Grupo A. A equipe é, hoje, ao lado do Coringa, este na Bronze, a única equipe com 100% de aproveitamento no semestre. No sábado, despachou seu principal adversário, o Zenite. Foi um triunfo difícil, suado, com a equipe de Lucão vendendo caro a derrota por 3 x 2. Mas o Mercenários deu um passo gigantesco em busca do fim da estrada que pode levá-lo à Ouro.

O time dos irmãos Dezinho e Guto entrou no Chuteira de Ouro em 2011 sempre levando a fama de favorito . Assim como o Condor´s, sempre montou bons times e, sim, tinha condições de alcançar suas metas. Faltava-lhe, assim como falta ao Condor´s, confiança em si mesmo. Neste semestre não falta mais. O Mercenários entrou focado no objetivo de vencer o grupo e chegar à Série Ouro. Isso já foi percebido logo nas duas primeiras rodadas: vitória sobre o forte Cabeça Rachada e, depois, massacre contra o Império Celeste. O divisor de águas ao time foi na 3ª rodada, quando superou um difícil jogo ante o Acidus. Pronto, a equipe estava preparada para o sucesso. Ainda tem adversários complicados e de tradição pela frente, como Fora de Série e The Veras, porém, a consistência demonstrada aponta o Mercenários como, dessa vez com mais firmeza, favorito disparado.

Os caminhos vão se encurtando e, a cada rodada que passa, mais a gana das vitórias e o desespero para não ser derrotado aumentam. Depende das situações de cada um, na parte de cima ou de baixo da tabela. Nesta fase das divisões, muita água vai rolar debaixo da ponte do Chuteira. Alguns caminhos começam a se abrir, como foi ao Real Paulista em sua decisão contra o Arouca, ou ao Fúria em sua decisão diante do Di Primeira, ambos na Ouro. Outros caminhos se fecham, como para Maciota s, na Prata, e para Elefantes Indomáveis, na Ouro. Nas decisões de cada sábado, é preciso escolher o caminho certo da estrada, para o Olimpo ficar mais próximo. Caso contrário, o purgatório é logo ali.
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