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A diferença que separa os três líderes do 4º colocado no Grupo A é gritante, ao passo que na outra chave tudo funciona dentro da ‘normalidade’. Culpa de quem?

Quem observa o Grupo B prateado acaba encontrando um equilíbrio natural após a disputa de 3 rodadas. O Real Madruga é o novo líder, com 9 pontos. Depois vem quatro equipes com 6 pontos. Normal. Agora, experimente analisar a chave A e tente compreender a disparidade que nela se encontra. Kansado e Fúria lideram com 100% de aproveitamento, e o Lodetti vem na cola de ambos com 7 pontos (só não está na dianteira junto aos líderes por conta dos incidentes no jogo semifinal ante o Bengalas na edição VII da Série Bronze). E depois? Bem, depois…
 
Vem uma abissal distância que separa Lodetti do Maciota’s, hoje 4º colocado nos critérios de desempate. São 4 pontos, algo surreal para um estágio que nem alcançou sua metade. Aliás, os mesmos pontos do time de Jerry, 3, pertencem a mais cinco agremiações! Quem distoa, ou melhor, quem coloca tudo dentro da ‘normalidade’ é Camaro e Absolutos, último colocado sem nenhum ponto (afinal, todo grupo tem de ter um lanterninha com uma diferença considerável ao líder). A partir daí, fica no ar as seguintes dúvidas: Kansado, Fúria e Lodetti, hoje, são ‘de outro planeta’? Ou Maciota’s, The Veras, Cabeça Rachada, Cachorro Velho, TCM e SPQSF estão bem abaixo em termos técnicos, físicos e táticos?
 
De fato, Kansado e Lodetti sempre foram apontados como forças que iriam brigar pela vaga direta na Série Ouro do próximo semestre. O Fúria vem mostrando a mesma força que o levou à divisão dourada em 2010 e que o manteve na série até 2013. Destoa algumas campanhas, de certa forma, esquisitas. Por exemplo, a do Cabeça Rachada. Sempre fora apontado como força potencial. Possui um título de campeão da Série Bronze, e o respeito adquirido junto às demais equipes vinha de um conjunto talentoso comandando por Luisinho Fernando, e de forte marcação, liderado por seu irmão Fabinho. Mas a campanha que demoveu o Cabeça à Prata, após fatídica disputa na Série Ouro, fez com que a qualidade do time verde-limão fosse colocada à prova.

 

Para piorar, duas derrotas nas rodadas iniciais. Contudo, o recomeço se deu na 3ª rodada quando, encorpado, venceu o The Veras por 6 x 3 e, de certa forma, ganhou uma segunda chance na competição. Com a vitória, o Cabeça saiu do sufoco aparente e ganhou uma sobrevida que o credencia a ser apontado como um dos possíveis classificados à segunda fase. Só que para manter essa nova oportunidade em evidência terá de vencer na próxima rodada. Aí que mora o cerne da questão: seu adversário será o Camaro, sem nenhum ponto conquistado. O time de Pedrão e Reina patina neste semestre e decepciona torcedores e simpatizantes. Fez um jogo parelho ante o Lodetti, perdendo por 4 x 3, mas ainda não encaixou o estilo rápido e técnico que o deixou na boca da Ouro na temporada anterior.
 
O TCM é outra equipe que ainda não engrenou. De alguns semestres para cá melhorou seu nível técnico significativamente, ao ponto de ser elogiado por diversos times da Série Ouro quando disputou a Copa Apertura no início do ano. Só que a realidade do Chuteira trouxe também as dificuldades de um caminho complexo para alcançar seus objetivos. E, assim como o Cabeça Rachada, também deverá buscar sua reabilitação diante de um time na zona de rebaixamento, o SPQSF – cada vez mais com cara e jeito bronzeado. Já Maciota’s, The Veras e Cachorro Velho passam por um período de turbulência, no qual há apenas dois caminhos ao término do momento de incerteza: ou deslancha para cima, ou irá cair vertiginosamente na tabela.
 
De certa forma, há equilíbrio no Grupo A – nivelando para o médio, uma vez que o domínio na parte de cima da classificação é amplo aos líderes. Na outra chave, sim, existe a proporcionalidade tão desejada pelos torcedores quando o sorteio definiu os dois lados da primeira fase. Liderança plena ao time do ‘boicotado no site’ Rafa Ornelas e sua trupe do Real Madruga, que vem fazendo um campeonato irresistível, deixando críticos e apostadores boquiabertos com a consistência técnica e tática de seu conjunto. Na próxima rodada, duelo de gigantes contra o Futsamba, que impôs uma goleada ao Acidus e já está em 3º na tabela.
 
Porém, em uma rodada que teve a vitória do Roletinha sobre o Bufalos (este também cada vez mais ganhando cara de Série Bronze) e o triunfo colossal do Bengalas sobre o Ras Time, o grande destaque acabou sendo o Inflação. Está aí outra equipe que renasceu dentro do certame. Em uma partida digna de mata-mata, com torcida inflamada e temperatura baixa (propícia para um jogo truncado), o então lanterna, sob os comandos do técnico Evandrão e do sempre passional Elói Filho, segurou o então líder MachuPichu e, além de ganhar uma segunda chance (como o Cabeça Rachada), provou aos demais concorrentes que deverá, sim, lutar até a última rodada por uma vaga na fase final. Assim, quem sabe, passa a justificar a fama de ser chamado de um ‘time de outro planeta’, mas que ainda não despertou dentro da Série Prata.
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