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Depois de perder feio na semana passada, CAV mostra poder de fogo e reage, deixando claro que a força de vontade de cada jogador pode fazer um elenco fortificado; Jeremias surpreende no ‘grupo da morte’ e assombra os favoritos

Pela 3ª rodada, o grande resultado foi um 6 x 1 imposto pelo Bacana ante o CAV. Agora, valendo o 4º jogo às equipes da Série Ouro, o principal placar também foi um 6 x 1. Contudo, ao atual vice-campeão da divisão, que descontou a goleada sofrida na semana retrasada em cima de um dos favoritos ao título, o Fora de Série. Os ‘caveiras’ mostraram não apenas que o revés diante do time de Marcelão havia sido um ponto fora da curva, mas também um predicado importante em momentos delicados ou confusos: saber reagir!
 
As estruturas do CAV balançaram após a maior derrota (em termos numéricos) de sua história. Broncas, cobranças, vergonha na cara... E quem acabou ‘pagando o pato’ foi o então líder, que praticamente não viu a cor da bola diante de uma das equipes apontadas como favorita à taça. O que o campeão da 15ª edição dourada fez não é complexo. Os jogadores apenas assimilaram o espírito contumaz da equipe de buscar sempre a vitória e partiram ao ataque – independentemente do estilo de jogo adotado. A rapidez na troca de passes, postura tática perfeita e o efetivo apetite em busca do tento foram as tônicas utilizadas pelo elenco caveira a fim de encontrar a reação.
 
Para voltar aos eixos, o time de Vitinho Lessa lançou mão de um detalhe: vontade de jogar futebol. Todo o elenco! Como dito na semana passada, sem o ânimo de duas ou três peças toda a produção é afetada. Ou a equipe entra focada, ou leva derrota atrás de derrota. É o que acometeu o SNG. Vendo sua situação ficar complicada após 3 rodadas, colocou toda disposição reunida para segurar um bom empate diante do líder Mulekes. A igualdade em um gol fez provar que, para reagir, havia a necessidade de cada participante do time em dar algo a mais do que simplesmente ir ao PlayBall em mais um sábado de março. A situação do tricampeão ainda é bastante desconfortável, mas a prova de que pode reagir veio diante do atual campeão da divisão.
 

Três equipes não reagiram no último sábado, mas mostraram comportamentos distintos. A primeira foi o Zenite. Irreconhecível, quando se lembrada as temporadas passadas, os meninos bateram cabeça tanto na hora de colocar os uniformes quanto em quadra. Melhor para o Med Taubaté, que sorrateiramente vai embalando nos ritmos de Bruninho Del Sasso e Andreas. E ainda pelo ‘casal 20’ Javier e Anibal. Aliás, o gol de empate do Med, após o Zenite inaugurar o placar, nasceu de uma bola roubada pelo ‘Doutor’ Anibal no meio da quadra. Os ‘médicos’ de Taubaté começaram a reagir com o time já na primeira rodada e vêm se mantendo na média em busca da classificação.
 
A segunda equipe a não reagir foi o Arouca. Porém, em termos de número na tábua de classificação, porque em quadra vai, aos poucos, reerguendo-se diante de tantas caras novas no elenco. No sábado, jogo duro diante do novo líder do Grupo B, o Mercenários. Na etapa primeira, levou o duelo ao intervalo empatando em um gol. Somente no segundo estágio, após segurar a igualdade por muito tempo, é que acabou cedendo a um dos elencos mais robustos e entrosados do Chuteira. Mesmo assim, foi bom ver que o campeão da 14ª edição dourada ainda tem poder para reagir. A prova deverá ser vista no sábado, quando o time enfrentará o Só Quem Sabe.
 
A terceira equipe a não reagir, e que preocupa, é o Condor’s. Atual vice-campeão da Série Prata, o time de Neno prometia dar trabalho aos tradicionais participantes da Ouro antes de começar o campeonato. E até largou bem na primeira rodada, quando derrubou o Só Resenha. Contudo, seguiu-se um elenco limitado nas partidas, jogadores nervosos em quadra e, consequentemente, 3 derrotas para afundar a equipe na última colocação do Grupo A – sem contar ainda punições que devem vir. Além de tudo, viu seu adversário, Império Celeste, reagir e conquistar sua primeira vitória dourada. Os meninos celestes vitimaram o Condor’s, ganharam ânimo para encarar o Zenite e querem dias melhores na divisão. Já Diony, Jhonny e cia. precisam de algo a mais se quiserem permanecer na elite.
 
Algo parecido com o que faz o Jeremias. Assim como o Med, já entrou na temporada reagindo – e calando muitos críticos. O time de Tingão era apontado como peça pequena dentro de um grupo recheado de forças. Inclusive, foi o último classificado dentro da Ouro – quando derrotou o Camaro, em confronto direto valendo a vaga herdada do Fiorella Brasil. Após 4 rodadas, é tão líder quanto Mercenários, Arouca Jrs., CAV e Fora de Série, ficando em 3º nos critérios de desempate.
 
Alê Bim, um dos destaques da equipe, sempre ‘brinca’ que não foi o Jeremias a ganhar, na opinião da imprensa e, sim, o adversário quem perdeu. Essa reação de Alê é natural, pois seu time deixou de ser o ‘patinho feio’ da chave para se tornar a maior ameaça àqueles que entraram sem a preparação adequada para encarar o ‘grupo da morte’. Um exemplo foi o derrotado de sábado, o Peneira, antes favorito à classificação, e que hoje amarga a zona de rebaixamento ao lado do Basicus. A reação do Jeremias diante de outras agremiações e da imprensa é digna de ser acompanhada e imitada.
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