Tal como a Série Prata, a Bronze encerrou seu ciclo de primeira fase com uma ultrapassagem na última curva. Não chegou a ser tão espetacular quanto o feito do Kansado, que de 3º foi a 1º em uma combinação mágica. Na divisão bronzeada foi mais simples: o Real Paulista Classic venceu seu jogo, e contou com o empate no confronto direto de seus principais concorrentes. Assim, Gará, Quintanilha e cia. são prateados tanto quanto o Camelo.
A vida do Real estava tranquila. De desacreditado na primeira rodada, quando sofreu goleada tremenda diante do Cacildis, passou a ganhar consistência a partir da 3ª rodada – quando venceu pela primeira vez na competição – e daí disparou rumo aos líderes. Chegou à última rodada na vice-liderança e tinha (na teoria) o jogo mais fácil entre os que disputavam a vaga direta na Prata. Isso porque Magnatas, então na ponta, e Primatas, em terceiro e com chances de classificação, enfrentariam-se. E a tendência era de resultados que acabaram se confirmando.
Na quadra 6, a tarefa do Real era passar por um adversário que estava à beira do desespero. O Bonde dos Abelhas queria salvar uma temporada que, de promissora, tornou-se decepcionante. Só que o time que venceu apenas uma vez em 8 partidas não seria páreo para uma equipe que somou 5 triunfos e era considerada a sensação do grupo. E não foi mesmo. A turma de Pedrinho e Mené atropelou o Bonde e fez 6 x 0 sem piedade. O resultado, somado ao empate do NGM na rodada, rebaixou o Bonde. E, ao mesmo tempo, catapultou o Real para a ponta, enquanto na quadra 10 ainda jogavam Magnatas e Primatas.
Real Paulista Classic: comemoração do acesso à Prata com goleada e estilo
O time de Sabatim e a equipe de Gui Fenômeno fizeram o que a maioria dos simpatizantes da divisão já esperavam. Com equipes boas e competitivas, e ainda valendo uma chance de ir para a Série Prata, era natural um equilíbrio de forças. Dito e feito: igualdade em 2 tentos, e adeus à oportunidade de chegar acima mais rápido. Com o resultado e a combinação de outros, ambos foram ultrapassados pelo Cacildis e terminaram a fase de classificação uma posição abaixo da qual se encontravam antes do início da rodada decisiva.
A esquadra do artilheiro Cadu não esperava encontrar moleza em seu último jogo antes do mata-mata. Porém, não contava com um Xoras aguerrido, sedento para escapar da Série Aço. E a equipe de Carioca fez uma partida de igual para igual, ficando à frente no marcador em um jogo repleto de gols. No fim, o Cacildis mostrou sua qualidade e melhor entrosamento, e venceu por 8 x 6. Fim da linha ao Xoras, que pela 1ª vez desde que ingressou no Chuteira irá disputar a divisão abaixo da Bronze. Ao Cacildis, uma vitória que o rendeu uma passagem direta para as quartas de final.
E as últimas duas vagas no Grupo B ficaram com Elefantes Indomáveis e Invictus. Este último não conseguiu repetir os feitos como derrotar Magnatas e Primatas e apenas empatou com o NGM. O resultado foi bom, pois garantiu a classificação ao mata-mata. Porém, se tivesse vencido, teria alcançado um posicionamento melhor e fugir do 3º colocado do outro grupo. Como empatou, não pega o Corleone e terá o Vingadores pela frente. A equipe de Carlão ajudou a rebaixar o Derrubada e terminou a fase de classificação atrás apenas de Camelo e Leões do Brás. Os ‘vermelhinhos’, agora, miram o Invictus em busca de avançar mais um estágio rumo à taça.
Já o Elefantes Indomáveis seguiu à risca o que seu manager Chacha escreveu nos comentários no site do Chuteira: entrou para vencer o Morada Choque e acabar com qualquer especulação de jogo combinado, que o empate já tinha derrubado. Era jogo decisivo e direto – quem perdesse estava fora. O resultado de 5 x 4 ao Elefantes eliminou Lele e cia. do torneio, e deixou a ‘tromba’ com 14 pontos, em 5º na classificação do grupo. Pela frente nas oitavas, o Corleone. O time de Cainho e Manfred confirmou seu avanço ao passar pelo Roleta Russa – rebaixado à Série Aço. Elefantes e Corleone devem travar um duelo tático interessante, e quem souber explorar os erros adversários ficará com a vaga.
Ainda fecham as oitavas de final dois jogos de arrepiar. Um deles será Magnatas e Séloco. Este último caiu vertiginosamente de produção nas últimas rodadas e, de uma possível vice-colocação, terminou em 6º. Se os capitães Renato e Giorgio não taparem os buracos abertos no elenco a tempo de encarar o Magnatas, é adeus precoce. E o outro jogo se dará entre Primatas e Bacaninha. O time do arqueiro Kiko perdeu a chance de terminar em 2º ao não ganhar o confronto direto que fez com o Leões. O time do Marcelão ficou em 5º e agora enfrenta um velho conhecido: o Primatas vai reviver contra o Bacaninha seues áureos tempos quando encarava o Bacana. Eis um jogo que não se esperava para tão cedo nos playoffs, antecipado por tropeços de ambas equipes em momentos decisivos. Um grande já fica pelo caminho nas oitavas.
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