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Cacildis e Camelo tinham tudo para ser líderes absolutos, mas Vingadores, Magnatas, Séloco e Real Paulista venceram e garantiram a emoção nos dois grupos ao término da 4ª rodada

Quatro equipes garantiram a reviravolta na Série Bronze. Quando tudo se encaminhava para que Cacildis e Camelo reinassem de forma absoluta em seus respectivos grupos, eis que Magnatas, Real Paulista Classic, SéLoco e Vingadores apareceram para salvar o dia. Dessa forma, a competição ganha em emoção, em um estágio considerado de definições após a disputa de 4 rodadas. São equipes que não se preocupam com o extracampo e, sim, em jogar futebol e mostrar que são capazes de alcançar os triunfos. Quem não segue a mesma cartlha acaba perdendo e culpando árbitros e até a imprensa pelos infortúnios.
 
Foi dessa forma que o Magnatas chegou ao topo do Grupo A. Teve um começo estranho, com seu manager Sabatim mais voltado ao Mercenários do que com sua própria equipe. Passado o período no time caveira, Sabatim voltou e vem ajudando a reerguer seu Magnatas, que derrotou o então líder Cacildis e assumiu o posto de número 1 do grupo. Além da volta de seu maior expoente, o time ainda conta com os gols de Tangerina e a consistência de Rafinha para acertar o meio de campo. Agora, para se manter na ponta, terá pela frente o Xoras, que costuma aprontar para cima dos favoritos.
 
Quem também vem reagindo e dando forças ao grupo é o Real Paulista. Cada dia mais comprometido, o elenco vem se recuperando e trazendo a essência da equipe que foi campeã da Série Ouro em 2011. Gará, Xexé, Pedrinho, entre outros, agora são comandados por Gian, que ajudou o Real a recuperar seu padrão de jogo. No sábado, a vítima foi o Invictus, que até fez um bom primeiro tempo, mas mostrou os velhos problemas de sempre e sucumbiu na etapa final, levando dois gols. Inclusive, um deles foi do goleiro-artilheiro Quintanilha, voltando à velha forma que o consagrou. O Real, animado e inspirado, faz a reviravolta necessária à Bronze.
 

No Grupo B, o Camelo ainda lidera com certa folga – 10 pontos, 3 à frente dos segundos colocados. Todavia, começa a conhecer seus prováveis adversários diretos na luta pela vaga à Prata na fase de grupos. Um deles provavelmente será o Séloco. A equipe de Renato sempre se mostrou competitiva – vide alguns duelos na Aço, como contra o Primatas. E, agora, está jogando de igual para igual com forças tradicionais tanto da divisão quanto do Chuteira. No sábado, despacharam o Roleta Russa e alcançaram a vice-liderança com 7 pontos – mesma pontuação de Corleone e Vingadores, mas em vantagem nos critérios de desempate.
 
Outro em campanha de recuperação é o time vermelho do Vingadores. Começou sua jornada bronzeada de forma tímida, empatando com o Roleta Russa. Depois, derrotou o Séloco, mas, na 3ª rodada caiu diante do Exilados. Só que no último sábado a equipe jogou de forma objetiva para, assim, vencer o Bacaninha – em uma partida repleta de gols e de alternativas no placar. Dessa forma, o Vingadores entrou na zona de classificação e a tendência é que nela permaneça ao fim da fase de classificação.
 
A briga no Grupo A parece ser mais intensa em todos os setores da tabela. Apenas 6 pontos separam o líder Magnatas do lanterna, Elefantes Indomáveis. Nada está definido, já que há equipes que sobem e descem como se brincassem em uma gangorra. Poucos, por exemplo, imaginaram que o NGM ganharia – ainda mais por goleada. Decerto apenas a esperada campanha do Primatas, que vem cada vez mais mostrando sua força e experiência.
 
Na outra chave, as posições estão um pouco mais claras. Afinal, dificilmente o Roleta Russa escapará de seu segundo rebaixamento seguido. Está levando consigo o Exilados, que cada vez mais se perde dentro de quadra e não encaixa seu estilo defensivo de jogar que o levou até a Bronze. O Derrubada deve oscilar entre vitórias e derrotas, enquanto Bacaninha, Abusados e Leões do Brás correrão atrás de vagas na fase de ‘mata-mata’. O Corleone chegou com panca de favorito – e venceu as duas primeiras –, mas andou patinando demais nos dois últimos jogos, mesmo tendo largado bem. Contra o Derrubada aconteceu de novo – era pra ter vencido (e teve dois shoot outs pra isso) mas acabou só empatando.
 
Se no Grupo A a tendência de reviravoltas é grande, no B, tudo leva a crer que o Camelo voltará à Prata já na primeira fase. Será? Tem muito chão a percorrer ainda – e nele tem muitas pedras.
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