No segundo semestre de 2013, durante a disputa da edição 10ª edição da Série Prata, o Condor’s faturou o Grupo A e, consequentemente, a vaga direta na principal divisão do Chuteira. E, ao término da fase de classificação, quando o time de Neno confirmou seu sonho dourado, dois times se despediam da Prata quase que pela porta dos fundos. Sem nenhuma pompa, e decepcionados, Camelo e Roleta Russa amargaram as duas últimas posições na chave, voltando para a realidade bronzeada.
Quando se despediram da Prata, em 9 de novembro de 2013, fizeram o amargo confronto direto para saber quem ficaria com a última posição. O Roleta venceu por 4 x 2, dando esperanças aos seus torcedores de poder iniciar a temporada 2014 com gás. A realidade é outra: o Camelo voltou às atitudes que o fez ser semifinalista da edição VI da Série Bronze – quando foi parado pelo Peneira, mas avançou para a divisão prateada –, inclusive liderando o atual Grupo B bronzeado, enquanto o gigante Roleta Russa é o lanterna da mesma chave – dando sinais reais de que não é mais uma força dentro da Liga.
Não chega a ter uma explicação plausível ou definitiva para tanta oposição entre dois times que ‘morreram abraçados’ no semestre passado. Analisando-se por números, em termos de gols sofridos a diferença é de apenas 2 tentos (o Camelo levou 7 gols, enquanto o Roleta 9). Em termos de produtividade no ataque há uma certa disparidade: a equipe de Cris Dantas é o que mais balançou as redes no Grupo B (17 vezes), ao passo que o Roleta tem o 6° melhor ataque, com apenas 7 gols. Então, onde estaria a diferença? Em princípio, na atitude dos elencos e no poder de decisão.

O Camelo estreou empatando um jogo complicado ante o SéLoco, dando a impressão que demoraria para engrenar novamente na Bronze. Porém, na segunda rodada, não tomou conhecimento do Exilados, atropelando o time de Zeca por 9 x 2. O resultado monstruoso não chegou a credenciar a eterna ‘equipe da pizzaria’ como favorita, mas já o demoveu ao mundo das vitórias. Só que o expressivo resultado diante do então líder Corleone, na 3ª rodada, fez as atenções do público voltarem-se para Vitão, Gabrielzinho e cia. O Camelo, que bom, não perdeu a vontade jogar o Chuteira.
Já com o Roleta Russa parece acontecer o contrário. Vontade de jogar não falta, vide a presença dos jogadores antes das partidas, sempre sorridentes e esperançosos por dias melhores – casos do rockstar Bruninho, Preto, Beider, entre outros. O problema é no momento do jogo poder definir a partida. Na estreia, empatou em 4 gols com o Vingadores. Resultado que prometia dias melhores à equipe do capitão Ceron. As desconfianças de torcedores e simpatizantes – e quem acompanha a divisão – começaram na segunda rodada, quando encarou o Leões do Brás. Vencia por 2 x 1 quando sofreu o empate e a virada, perdendo sua primeira partida. Pronto, começava o martírio.
Aumentou no último sábado, quando, no duelo dos últimos colocados (o Roleta era antepenúltimo), perdeu por 2 x 1 para o Derrubada (então lanterna). Com isso, o time despencou à última posição e, à medida que se passam as rodadas, os confrontos começam a ficar cada vez mais complicados. Os 3 próximos compromissos confirmam a premissa. No próximo sábado terá o SéLoco pela frente. Depois, em sequência, Bacaninha e o próprio Camelo – equipes na parte de cima da tabela. E, até o final da primeira fase, não terá moleza, quando irá encarar ainda Abusados, Exilados e Corleone.
Para sair da situação delicada, apenas somando pontos. Para isso, precisará, mais do que nunca, da atitude de cada jogador em relação ao elenco e à histórica camisa do Roleta Russa. Exemplos de superação na própria divisão não faltam: o Invictus (que assumiu a 2ª posição do Grupo A), o Bacaninha (3º colocado do Grupo B), o Real Paulista Classic (que finalmente despertou com um triunfo espetacular diante do Morada Choque), entre outros times de longevidade. Ou até mesmo em novatos, como o líder Cacildis ou o Magnatas. É preciso o Roleta Russa acordar, algo que o Camelo já fez – deixando-o bem ligado na Bronze.
Comentários (0)