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Enquanto Hangover e Opalas duelam com outros times pela 1ª posição nos dois grupos, Voando Baixo, Toque me Voy e A.A.A. garantem vitórias que, mais para frente, farão diferença

O Rabisco segurou o Hangover e garantiu o equilíbrio no Grupo A. Já o Portelinha não suportou o irresistível Opalas, mantendo o time amarelo na liderança do Grupo B. O Monstros surpreendeu o Divino e colocou fogo no Grupo A. O Fúria Moleque venceu mais uma e se mantém na perseguição ao líder do Grupo B. Assim poderia ser definida a rodada 4 da Série Aço. Porém, três outros resultados se mostram importantes não a curto, mas a médio prazo: os triunfos de Toque me Voy, Voando Baixo e A.A.A..
 
O Hangover tinha tudo para alcançar sua 4ª vitória seguida e igualar a campanha do Opalas, líder do outro grupo. O problema é que encontrou pelo caminho uma equipe ‘Robin Hood’, capaz de derrotas pitorescas, mas, em contrapartida, de arrancar pontos de equipes melhores colocadas na tabela: o Rabisco. Com um forte sistema defensivo e a raça que, às vezes, é peculiar ao elenco, a equipe dos irmãos Jales segurou a igualdade sem tentos e garantiu um pouco mais de emoção à chave. Soma-se também a histórica vitória do Monstros diante do Divino, então líder antes da rodada. O time de Silas superou o adversário em um importante confronto direto, colocando um pouco mais de tempero na disputa pela Bronze.
 

Só que um placar chama a atenção, aliás, dois placares chamam, neste grupo: os triunfos do reformulado Toque me Voy e do Voando Baixo. O primeiro time vem se recuperando, após um início complicado. O Toque conseguiu mais 3 pontos ao derrotar o Os Mostarda por 2 x 1. Agora, a equipe de Danilão possui 6 pontos e já figura entre os classificados à próxima fase. O mesmo acontece com o segundo time. O Voando Baixo vem fazendo uma campanha regular, credenciando-o, neste momento, a passar ao mata-mata. No sábado, despachou o F.A.C.S.A.O. por 8 x 7, em um jogo repleto de alternativas, e vem, literalmente, voando baixo em busca da classificação.
 
No Grupo B, quem comanda é o Opalas. Mais um jogo, mais 3 pontos em sua conta. Não teve moleza, pois venceu apertado o Portelinha por 3 x 2. Contudo, manteve a liderança isolada e vai se consolidando como uma força para ficar ou com vaga na Bronze, ou em título. Só que tem a companhia do Fúria Moleque no seu encalço. O time sofreu diante do La Coruja, mas soube mostrar melhor poder de decisão e segurou o 5 x 4, tão necessário para não deixar o líder amarelo descambar na dianteira. E, neste sábado, um confronto direto que poderá ser decisivo na luta pela vaga bronzeada via Grupo B: Opalas e Furinha se enfrentarão na quadra 6 para saber quem ficará na ponta.
 
E, como lá na chave A, o lado B também teve um resultado interessante, que será mensurado mais para frente. Finalmente o A.A.A. mostrou seu potencial e fez justiça a todos os elogios que vinha recebendo desde a disputa da Taça Verão – quando foi campeão. Com um começo pífio, mais marcado pelas duas derrotas e pelas sucessivas suspensões de um de seus principais jogadores, Renanzinho, os ‘alcóolatras’ começaram a enxergar uma luz no fim do túnel ao bater o TNT por 8 x 6.
 
Thiaguinho, líder e um dos jogadores mais habilidosos da equipe, vaticinou: “O A.A.A. será campeão da Aço, pode colocar isso na matéria”. A declaração, tão necessária em um tempo extremamente chato e sem-graça, no qual a intolerância e o individualismo são cada vez mais trabalhados, soa como provocação ou arrogância, mas não passa de uma brincadeira a fim de animar uma divisão que está a cada dia que passa mais gostosa de acompanhar. Quem será o campeão ainda está longe para apontar, mas, com declarações ‘polêmicas e corajosas’ como as de Thiaguinho, a Aço se diferencia das outras séries.
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