Surpreendeu mesmo a maiúscula vitória do FMC na segunda rodada da Série Aço. Tanto pelo triunfo em si (raro, tratando-se de um time com sina de derrota) quanto a diferença de 7 gols, em um verdadeiro massacre para cima do Futeloucos. É até redundante falar, mas vencer continua sendo o melhor remédio dentro do futebol. A obviedade da frase faz sentido quando se analisam as duas chaves: quem conquista os 3 pontos ganha um status diferenciado; quem deixa de alcançar, fica para trás.
Vide os exemplos dos líderes e de quem se encontra, ou próximo está, da zona de rebaixamento. Divino: dois jogos, dois triunfos; Hangover, a mesma campanha; Opalas, duas vitórias e saldo de 8 tentos; Fúria Moleque, 100% de aproveitamento; F.A.C.S.A.O., sinal amarelo após duas derrotas; Elite, mesmo caminho, mas com saldo negativo de 10 gols; A.A.A., Di Primeira Expresso e Futeloucos fazem campanhas medíocres até agora. Pronto, aí está o peso da vitória.
Ou alguém acha normal o Di Primeira Expresso, reforçado com jogadores advindos da matriz Di Primeira – time que disputou a Série Ouro até dezembro de 2013 –, figurar entre as piores equipes? A grande maioria apostava o contrário do que ocorre atualmente. É o Expresso na rabeira, e o Opalas na dianteira! Não chega a ser surreal, mas espanta o desempenho da equipe do carro clássico. Foram dois triunfos consistentes e, até de certa forma, convincentes. Seu principal jogador permanece, Fernandinho. Ele continua a ser o armador da equipe que despachou, no último sábado, justamente o Expresso. Ele divide as atenções com o habilidoso Enzo e o bom – na linha e no gol – Froio, além de outras peças importantes dentro do elenco. Além da sempre presença importante de Tevez. Mudou muito? Nada. Mas fez total diferença.

O Opalas na liderança é, sim, uma surpresa. Afinal, quando a Taça Verão apontou o A.A.A. como o mais novo integrante na divisão, a maioria virou suas atenções para Renanzinho e Thiaguinho, dois jogadores com bagagem em Série Ouro. Porém, o buraco é mais embaixo, e a equipe que gosta de uma caninha perdeu a segunda consecutiva. Justamente para o outro líder, Fúria Moleque. O time de Figueroa está irresistível: 11 tentos em dois jogos, e o ‘corpo’ que necessitava para brigar pelas primeiras posições aumentado. Seu principal expoente, Victor Araújo, permanece liderando. Apagado ainda, mas na companhia de Douglas Luiz, Robinho e Lucas Estriga. Mudou muito? Nada. Mas fez total diferença.
Já o Futeloucos realmente não conseguiu engrenar, mas tem uma certa experiência por ter enfrentado equipes de divisões acima na 1ª edição da Copa Apertura. Onde pode chegar esse time? Falta corpo? Precisa mudar? Opalas e Fúria podem ajudar a responder.
No Grupo A, Divino e Hangover dividem a liderança. A equipe de Lenarduci, apesar do placar expressivo, levou sufoco do Imperial, tanto que o MVG da rodada foi justamente o divino arqueiro. O Divino, sim, vem correspondendo às expectivas primárias, ao contrário do A.A.A.. Só que o time de laranja tem a companhia do Hangover, com duas vitórias também. Como com Opalas e Fúria, a base é a mesma, com a dupla Showglas e Joga 10 – se quiser, Di formando o trio. O diferencial, como os demais citados, está na atitude. No último sábado, não tomou conhecimento do Elite e fez 8 x 0. Assim, começa a mostrar suas armas para abocanhar a vaga direta na Bronze.
No lado oposto à tabela, F.A.C.S.A.O. e o próprio Elite não sentiram ainda o gostinho do triunfo. Duas derrotas que fazem os respectivos sinais de alerta serem acesos. Uma 3ª derrota na próxima rodada, e a dificuldade para sair da delicada situação aumentará. Este é o peso das vitórias. Ou das derrotas, se preferir.
Comentários (0)