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Equipes passaram semestres na Bronze, mas agora terão de enfrentar a dura realidade da Aço na tentativa de retornar à divisão que sempre jogaram; goleiro da Seleção Brasileira Júlio César aparece para atuar pelo Os Mostarda

Muitas vezes preterida, mas sempre folclórica, a Série Aço começou no último sábado com dois times tentando voltar aos dias em que, se não eram de glórias, pelo menos deixavam seus jogadores e torcedores tranquilos. TNT e Toque Me Voy iniciaram suas jornadas na nova divisão após várias temporadas disputando a Bronze. Um choque de realidade que poderia deixar os envolvidos à beira do colapso. Porém, a julgar pelas estreias, deverão ser equipes com potencial de acesso ao lugar que sempre souberam atuar. O problema será as novas agremiações, como o Divino, que podem estragar a festa dos mais experientes.
 
Em lados opostos, TNT e TMV iniciaram suas campanhas com o pé direito. No Grupo B, a equipe de Luiz Pane teve o adversáro ideal: derrotou com tranquilidade o FMC, que há quase um ano não sabe o que é comemorar uma vitória. Jogando o suficiente, o TNT marcou 4 x 1 e mostrou que deve brigar pela vaga direta à Bronze. Contudo, quem já participa da Aço também largou na dianteira. Caso do Opalas. A equipe amarela encarou o Futeloucos e construiu um ótimo placar. Ao analisar o resultado, a impressão que passou Léo Chaves e companheiros é de um Opalas querendo dias melhores, em detrimento à campanha pífia do semestre anterior.
 

O Fúria Moleque também vem ganhando corpo. Após patinar na última edição da Aço, o time liderado por Figueroa deu sinais de que, em 2014, tudo poderá ser diferente. Triunfo sobre o Di Primeira Expresso e 3 pontos fundamentais ao Furinha. Outro que já conhece a Aço é o Portelinha. E este foi o responsável pelo cartão de boas-vindas ao A.A.A., campeão da Taça Verão. E o time dos ex-Arouca Thiaguinho e Renanzinho parou na equipe laranja, que marcou 4 x 2 e quer, sim, algo a mais do que ser coadjuvante. O único duelo de novatos se deu em La Coruja e HidroNG. Tudo bem que a primeira equipe está retornando, mas quando saíram a Bronze ainda engatinhava, e a Série Aço nem era cogitada. E mesmo assim quem saiu vitorioso foi o Hidro, com um placar de 4 x 3 – mas ainda é uma equipe a ser avaliada com calma.
 
No outro grupo, quem movimentou a rodada foi o Os Mostarda, que levou um reforço de peso para sua estreia: nada mais nada menos que o goleiro da Seleção Brasileira de futebol na Copa do Mundo de 2010 – e que deverá ser o titular em 2014 – Júlio César. A quadra 12 ficou pequena para receber o atleta, já que a movimentação dos torcedores, simpatizantes e da imprensa geral foi enorme em torno do atleta. O arqueiro do Brasil atuou na linha, ostentando a camisa 7 que outrora foi de Tatá. O problema é que o Mostarda trouxe o craque, mas também a velha sina de ser uma espécie de saco de pancadas: bom para o estreante Divino, do goleiro MVG da Ouro Lenarduci, que massacrou a equipe amarela por 8 x 2. O campeão da Taça Primavera deverá ser um dos que brigarão pela vaga direta à Bronze.
 
Quem também estreou bem foi o Rabisco. A eterna promessa se impôs diante do Voando Baixo e fez 5 x 2. A questão principal é saber se a equipe de Murilo e Dani Jales irá, finalmente, fazer justiça à fama de time bom no papel. Outro que começou bem sua caminhada foi o Hangover. Ganhando cada vez mais experiência na divisão, derrotou o conhecido F.A.C.S.A.O. e quer provar de vez que tem forças para ser líder. Espólio do Toque Me Voy, o Monstros acabou no empate em um tento diante de outro novato, o Imperial, na primeira rivalidade dos dois que já brota no Chuteira.
 
E, tratando do que sobrou do elenco orignal, com Danilão e Bruno Ferrari, o Toque Me Voy recomeçou com o reforço de alguns jogadores que faziam parte do Palestrinha, como o zagueiro Apolo. Diante do Elite, um bom triunfo a credenciar a equipe a pensar alto nesta primeira fase. Liquidando de vez as alterações de comportamento de alguns jogadores e mantendo a cabeça fria, o Toque é grande candidato a ficar na liderança do Grupo A ao término da primeira fase.
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