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DANIEL MONTA DPGAMOS E ABRE O CORAÇÃO

Conhecido por praticamente todo mundo que freqüenta o ambiente do Chuteira de Ouro, Daniel Fischer traz no rosto o prazer de fazer parte da Liga, tanto como jogador como parte da Organização. Com passagens por alguns dos times mais marcantes do Chuteira – leia-se Roleta Russa, Acidus e Basicus –, ele mostra ser mais uma figura que se supera a cada dia. A mais nova do manager da Série Prata é a empreitada, ao lado de seu irmão Denis, no comando do DPGamos, time que debuta no Chuteira de Prata.

Mesmo sendo insistente em suas piadas sem graça, Daniel é um sujeito cativante e sempre prestativo – afinal, em qualquer pelada que falte um goleiro lá este o rechonchudo santista disposto a agarrar as bolas. No entanto, a postura de Daniel nem sempre agradou todo mundo, e ele próprio reconhece isso ao falar de sua rivalidade com Baru e o time do Roleta Russa.

Jogador e organizador, Daniel é uma figura ímpar do Chuteira. Presente desde o II Chuteira, quando, pasmem, defendeu a camisa do Roleta Russa, o camisa 13 do DPGamos tem muita história para contar. Na entrevista abaixo, ele revela alguns momentos que o marcaram nesse tempo dentro do Chuteira. Tanto horas alegres, como uma surpresa feita por Kirk (Acidus), quanto outras coisas que ele preferia que não tivessem ocorrido.


Como você entrou no mundo do Chuteira?
Através do Batata (zagueiro do Roleta Russa, que está voltando depois de dois anos afastado), jogávamos juntos perto da minha casa. Ele me chamou para jogar a princípio de 3ª feira com o pessoal (Lucas, Baru e Cia.) no PlayBall. Pouco tempo depois – na véspera do II Chuteira de Ouro – veio o convite do Baru para eu jogar no Roleta Russa, time que ele estava montando. De início eu seria goleiro, mas logo veio o Casari. Ele ficou como goleiro e eu fui pra a zaga.

E como foi essa passagem pelo Roleta Russa?
Participei de um torneio pela equipe alvinegra (três jogos), e alguns amistosos (seis jogos); a maioria deles no gol (cinco jogos). Participei decisivamente na primeira vitória da história da equipe em 05/08/2006, 11 x 9 contra o já conhecido Bucets. E digo que minha atuação foi decisiva, pois eu estava no gol, apesar da estreia não ter sido tão boa, exatamente contra o Acidus (derrota por 10 x 7). Nesse segundo jogo, eu fui bem, me recuperei – quer dizer a equipe toda jogou melhor, estávamos em formação. Aliás, tem um fato interessante na minha história: em jogos de Roleta Russa x Acidus eu nunca ganhei. Sempre estive do lado perdedor, não importava o que era, fosse campeonato, amistoso, eu sempre saía derrotado.

Dentro da mesma equipe, como era sua relação com o Baru?
Minha relação com o Baru sempre foi tranqüila, tanto que até levei meu irmão para jogar comigo lá. Nunca tive problemas com ele enquanto jogava no Roleta, fui ter depois da minha saída, mas coisa besta de jogo, criada pela rivalidade. Hoje em dia, até pela minha posição dentro da Organização Chuteira de Ouro (responsável pelo Chuteira de Prata), não posso mais me dar ao luxo de ter atritos com integrantes das equipes. Isso também tem me ajudado a ser mais "calmo", tanto dentro quanto fora das quadras.

No Acidus foi quando você viveu mais a fundo a rivalidade com os Roletas? Com certeza. Logo após minha briga com o Batata,quando deixei o time, logo na semana seguinte, entrei no Acidus. E como eu estava bravo com o Batata e insatisfeito com algumas coisas no time, automaticamente veio aquela sensação de "o Roleta é inimigo". A partir daí, juntando com os ânimos acirrados entre Baru e Lucas, criou-se essa rivalidade.

Assim como toda a equipe, você viveu bons e maus momentos dentro do Basicus. Comente um pouco da sua passagem pelo time de Rodrigo Barath. E por que você saiu do Basicus?
Vou começar pelo final, eu não saí do Basicus, estou jogando por empréstimo em uma equipe nova para agregar mais valor a ela, e a mim mesmo como "manager" de um time. A princípio o empréstimo será por seis meses, podendo ser prorrogado. Hoje o Basicus conta com uma estrutura muito bem reformulada pelo meu “meio irmão japonês” (Rodrigo Barath), tem jogadores suficientemente capazes de suprir minha ausência, quer seja na zaga ou no gol. Cheguei ao Basicus para poder ficar mais próximo da divisão de Prata, pois como eu seria o responsável, ficaria praticamente impossível eu estar presente "full time" jogando a Ouro.
Dentro do time pude acompanhar de perto a angústia do Rodrigo, com a vitória que não chegava, até que ela aconteceu, e fico feliz por ter estado presente neste momento marcante na história do Basicus. Infelizmente, aquela contra o Xoro Paro foi a única em jogos oficiais. No time eu procurava fazer o meu melhor onde eu estivesse: no banco tentava orientar quem estava dentro, ajudando o Emílio, incentivando, xingando; dentro de campo, eu também ficava chateando a todos com cobranças, principalmente na marcação quando eu estava no gol, mas sempre com amizade e sabendo diferenciar o jogo; de fora de jogo, acredito sim ter mantido grandes amigos quando tomei a decisão de sair. Mas com certeza, assim como eu por eles, eles torcerão pelo meu sucesso.

Depois de tanta coisa que você já viveu dentro do Chuteira, qual foi seu melhor momento como jogador?
Como jogador, meu melhor momento foi quando marquei meu primeiro gol pelo Acidus, em um amistoso contra a Equipe Bróder.

Uma partida ou um lance inesquecível?
Minhas partidas inesquecíveis foram a final do IV Chuteira de Ouro, que mesmo de fora (suspenso) eu estava mais nervoso do que quem estava jogando. Nesta partida ainda "ganhei" um presente de um cara que na época eu não esperava, o Kirk, que após marcar o primeiro gol dedicou-o a mim. Cara, foi sem palavras! A segunda partida inesquecível, mesmo eu não tendo jogado também, foi a primeira vitória do Basicus. Foi sensacional e garanto que se não todos, mas a maioria terá a emoção daquele dia como inesquecível. Outra partida inesquecível para mim foi contra o É Verdadeee, jogando pelo Basicus, como goleiro. Perdemos por 4 x 3, mas com certeza foi minha melhor partida como goleiro até hoje por qualquer equipe que eu tenha jogado, tanto que me valeu três pontos no MVG.

Por outro lado, qual o momento que você vivenciou dentro do Chuteira que você gostaria de apagar de sua memória?
O dia em que eu fui expulso do banco por falar com o árbitro. Não pela expulsão, mas pelo que aconteceu em seguida, quando quase acabei destruindo minha amizade com o Lucas, além de ter me rendido um gancho de quatro jogos, ou seja, fiquei de fora dos momentos decisivos do IV Chuteira, quando o time chegou na final. Meu castigo maior foi ter que ficar como mesário do jogo, dentro da quadra sem poder ajudar de nenhuma forma. Também gostaria de apagar o dia em que eu resolvi presentear o Lói com uma chuteira nova. Jogando com ela ele acabou quebrando o tornozelo (última rodada de classificação do III Chuteira de Ouro). A cena daquele dia nunca vai sair da minha cabeça. Só quem presenciou sabe como foi feio.

Sobre o presente, o que os adversários podem esperar do DP Gamos? Pelos amistosos feitos até agora, não é muita coisa.
Apesar de sermos uma equipe em formação, a maioria dos jogadores já jogou outras competições juntos e todos sabemos como jogar futebol. Podem esperar uma equipe que vai brigar pela classificação, com uma subida de rendimento durante o torneio. Além disso, eu estarei em campo, com uma grande experiência no Chuteira e com um bom conhecimento das equipes adversárias. Nosso primeiro objetivo é classificar para a segunda fase, depois disso escalar cada um dos degraus para chegarmos à Série Ouro já no primeiro semestre do ano que vem!
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