
Essa crônica promete criar mais ódio à minha pessoa e também certa polêmica, mas já passou da hora de abordamos com sinceridade esse tema. Afinal de contas, quem são os grandes do Chuteira?
Para discutir isso, é preciso começar definindo as classificações às quais recorreremos e usaremos daqui em diante. E vou aplicar, aqui, as divisões tradicionais: existem times pequenos, médios e grandes. Dentre eles, pode ter alguma equipe que esteja num estágio de passagem, de um para outro, tanto subindo como descendo. Além disso, um ponto importante a ser ressaltado para as atribuições de nível: time de tradição não necessariamente é grande. Outro ponto: time grande bota medo nos adversários.
Digam o que quiserem, mas o
SNG é o maior time do Chuteira. Ele encabeça facilmente a lista dos grandes, não apenas por ostentar três títulos em 5 finais, mas também porque é o líder do ranking justamente por sempre fazer boas campanhas . O time de Renê nunca deixou de se classificar para o mata-mata, e, quando não chega à final (repetindo, foram 5 finais em 10 torneios disputados), ao menos alcança as quartas.
Título é essencial para ser grande. Assim, podemos colocar nessa lista também
Fiorella,
Mulekes e
Real Paulista. Os campeões da Ouro fazem jus a serem chamados de grande, tanto que o Fiorella fez uma campanha pífia no semestre passado, mas já se reencontrou e vai muito bem no torneio atual. O Real Paulista talvez seja o que mais periga descer de nível, mas ainda exibe sua realeza, mesmo ameaçando fechar portas...
E quanto a títulos de Série Prata e Bronze? Bom, aqui tem de ser analisado caso a caso. O
MachuPichu foi campeão da Prata e se mantém na Ouro, mas é um time que ocupa o centro de nossa classificação, ali no mediano. O
CAV, que vem mostrando muita força e foi campeão da última Prata, está num patamar de transição – entre o médio para o grande. A se confirmar sua boa campanha na Ouro, firma-se no topo, e uma decisão seria a consagração ao lado dos grandes acima citados. É o mesmo caso do
Rabeloska, campeão da Bronze e vice da Prata.
Como fica o
Arouca, devem se perguntar todos? Pois é, caso complicado por duas razões: o time deixou de ser promessa para ser realidade, e a do time do Vitão é a de sempre entrar como favorito, o que acaba pesando e o time morre na praia – vide edições recentes, como a última, em que foi eliminado na semifinal nos pênaltis, deixando o torneio SEM UMA DERROTA SEQUER. Em compensação, tem um título menor – o do Festival Bola na Rede – mas com uma trajetória que envolveu vitórias sobre SNG, Mulekes e CAV. Pela força do elenco do Arouca atualmente, encaro o tricolor num patamar de grande, mas que ainda falta algo. Uma final será?
Outro caso complicado é o duas vezes vice-campeão
Bacana. O futebol brilhoso do ano passado cedeu lugar a um time que não consegue os resultados positivos neste ano. Tal qual foi quando da derrota para o Bengalas na final do VII Chuteira de Ouro, o Bacana patina com problemas de contusão e ausência de jogadores e aparenta descer do nível Grande para Médio. Se cair, podemos dizer isso, mas enquanto isso não acontece (se é que vai acontecer), o Bacana figura entre os grandes.
Outras equipes que já foram campeãs e podem ser consideradas de porte médio são
Só Resenha,
Primatas e
Elefantes Indomáveis, sendo que as duas últimas adoram transitar no eixo sobe-desce da Ouro-Prata. São verdadeiras gangorras: fortes na Prata, ainda frágeis na Ouro. Isso caracteriza os medianos. O Resenha, apesar de se manter na Ouro desde o título do III Chuteira de Prata, ainda precisa mostrar mais futebol, especialmente em mata-mata.
Com uma história de quase 6 anos, o Chuteira viu diversos times tidos como grande perder o penacho e ter de se contentar com o rótulo de médio. E nada como um rebaixamento para confirmar esse diagnóstico.
Joga 13, duas vezes campeão do Festival Bola na Rede,
Acidus e
Fora de Série, dois vice-campeões da Ouro, e
Roleta Russa, vice-campeão do Festival Bola na Rede, já flertaram com os grandes, mas nunca se firmaram. Foram momentos que acabaram se apagando e, hoje, os quatro duelam na Série Prata e no patamar de medianos. É a mesma coisa que se pode dizer do
Med Taubaté, vice-campeão no ano passado e em seguida também rebaixado. A Prata parece ser o lar correto para os doutores? Talvez não, mas o nível médio parece estar mesmo de bom tamanho...
Time que chega à Série Ouro está ao menos no nível Médio. Assim, podemos afirmar que a Série Ouro é composta de times grandes e médios. Portanto, os times não citados aqui na matéria como grandes que jogam a Ouro estão no patamar de médios, mesmo aqueles que flertam constantemente com a Prata, não é mesmo The Veras e Fúria? Na Prata, temos médios e pequenos. Na Bronze, idem, com maior presença dos menores.
Ser pequeno não é desmérito algum. Todo mundo começa pequeno e vai traçando sua história, galgando espaços para um dia ser grande. É o objetivo de todos – vencer (além de se divertir, claro). E cada equipe faz investimentos, contratações e esforços que considera necessários para tanto. Por isso que a mobilidade entre os patamares é grande. Por exemplo, daqui um ou dois anos esta crônica pode ser atualizada e termos nomes completamente distintos e em níveis diferentes. Não há rigidez de classe, por isso o futebol é tão apaixonante. Que continue assim.
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