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CRÔNICA # 12 – RECEITA PARA UM FRANGO MÍTICO

Pode parecer provocação falar de frango quando o SNG foi eliminado por um, mas já adianto aos detratores deste que vos escreve que não se trata disso. Esta crônica tem um simples objetivo: fazer uma benção ao melhor frango de todos os tempos, aquele capaz de unir séries Ouro, Prata e Bronze, adversários dentro de campo, “desamigos” fora. Sim, estou a falar do frango mítico do já famoso churrasco do SNG/NGM, que acontece ao menos uma vez por semestre. O tal frango com o molho especial é a grande estrela do churrasco, deixando a picanha e outras carnes nobres como coadjuvantes.

Em primeiro lugar, ele já é desossado, o que ajuda a não precisarmos pensar duas vezes antes de dar aquela mordida. O naco abocanhado vai derretendo na boca, enquanto você sente o sabor adocicado que, a primeira vista, pode parecer estranho. Mas longe disso, meus caros, afinal vocês não comem molho barbecue?

O frango tem um segredo que o Fabinho – segundo ele, o responsável pelo tempero – não faz questão nenhuma de esconder. Se a fórmula da Coca-Cola ninguém sabe qual é, sendo um dos maiores segredos e valendo milhões, o do frango mítico do SNG não tem mistério. Sim, Fabinho enche a boca de orgulho pra contar para todos a fórmula, mas nós, homens que somos, temos um pequeno problema – como lembrar os ingredientes exatos após um dia de sol nas cabeças e uns goles de cerveja?

Porém, aviso ao leitor amigo que no último sábado optei por um exercício de memória excepcional. Sim, após Fabinho me revelar pela 48ª vez a fórmula do tempero mítico do tal frango, parei de comê-lo e me pus a repetir exaustivamente os quatro (sim, só quatro, pessoal!) ingredientes que transformam um mero franguinho na grelha no frango mítico do SNG... E isso tudo para poder divulgar a receita a todos e tentar, de alguma forma, conquistar mais leitoras para este espaço majoritariamente masculino. Sim, senhores (e senhoras quem sabe!), anotem aí porque o negócio é bom mesmo.

O componente que se sobressai no sabor é agridoce e vem basicamente do mel. Olha, eu não consigo comer mel, sou capaz de vomitar só de sentir o cheiro do danado, mas ali naquele frango tudo se transforma, o mel vira mágico e, ao invés de me fazer vomitar, eu salivo só de olhar. Junto ao mel vem o alecrim, as pequenas e pontudas folhas que dão, basicamente, além do gosto apurado, o aroma que ajuda a preparar nossas papilas salivares, ainda mais quando a brasa pega e começa a dourar o franguinho...

Calma que ainda não acabamos. Sim, porque além deles há o elemento oriental, um que eu não costumo comer e, para falar a verdade, não lembro do gosto. Feito de soja e salgado, o Fabinho falou que no frango mítico do SNG o shoyu é composto básico. Se ele disse, esqueço qualquer coisa que tenha dito ou sentido quanto a tal molho e digo que ele é fundamental para a cozinha dos chefs do SNG/NGM. Shoyu nele e fim de papo!

Finalmente, para fechar o tempero, mostarda... Ahhh, a mostarda, esse troço cuja cor não tem outra definição que não... mostarda, esse molho que o pessoal usa para colocar em qualquer coisa, a qualquer momento. Senhores, se vocês querem saber com o que a mostarda combina, eu digo que é com mel, shoyu e alecrim no frango!

Eis, enfim, a receita do famoso frango mítico do SNG. Se você tentar fazê-lo em casa e não ficar tão saboroso quanto estou dizendo a vocês, tentem experimentá-lo entre amigos, um gole de cerveja (ou de coca, no meu caso), uma partida de mata-mata da Ouro e discutindo se o SNG foi eliminado por erros de arbitragem, lambança da defesa ou por um lance de interpretação do árbitro para um suposto pênalti em Renê... É capaz de você esquecer que seu time foi eliminado ou prejudicado pela arbitragem... Sim, garanto a vocês que esse frango fará sua vida valer a pena nem que seja por alguns minutos. (Pi e Caballero, onde vocês estavam?)

Quando será o próximo churrasco, Renê? Ou devo perguntar ao Márcio, já que o NGM segue firme e forte na Bronze enquanto você, meu caro, já está de férias esperando o Messi pass(e)ar?
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