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CORRIDA MVP DA PRATA TEM 7 LÍDERES

Por incrível que pareça, são nada menos que 7 os líderes da Corrida MVP do III Chuteira de Prata. Todos eles somam 9 estrelas cada um e são o ponto de referência para as vitórias de suas equipes. Para quem acha que só atacante ganha MVP, a lista mostra que 2 dos 7 jogadores são homens de contenção, que se destacam marcando e subindo ao ataque como elemento surpresa.

Líder do Grupo B e único time 100% na competição, o Fúria tem em Thiago Motta a força de seu ataque, com gols e dribles rápidos, além do oportunismo. Contra o DPGamos ele não levou nenhuma estrela, mas seu futebol, que já era destacado na Série Ouro, brilha muito mais na Prata.

Ainda no Grupo A, o SPQSF tem em sua dupla de ataque, apesar de Diego Dicredo jogar mais como meia que como um tradicional atacante, o ponto forte da equipe. Diego ajudou Jaja fizeram juntos 12 gols, sendo 9 deste último. Porém, o esquema parece ser o seguinte: Diego cria para Jaja marcar. Com isso é neles que se concentram as estrelas de melhores em campo. Dicredo, que é o capitão do time, aponta que não só eles mereciam os destaques. “Temos zagueiros que vêm jogando muito bem mas não são lembrados na hora de aferirem as estrelas”, reclamou o camisa 7.

Paulo Roberto, o Chico, ou o Bestão (como é conhecido porque em sua camisa está tal nome marcado) é o matador do Pé de Pano e homem forte da equipe. Seus 9 gols são resultado de oportunismo e muita briga dentro da área. Dentro os 7 líderes, ele faz parte do time de pior campanha.

Pelo Grupo B Rodrigo Cunha, do Fora de Série, poderia ser o líder isolado caso sua virilha não tivesse pedido a ele para parar de jogar por algumas semanas. Com isso, ficou de fora contra o Basicus e Pimba na Gorduchinha. Dificilmente não teria pontuado, visto que ele foi o melhor jogador em campo nas três primeiras partidas do Fora na competição.

Dos 7 jogadores, 2 deles são homens de defesa que adoram se aventurar no ataque. O veterano Publius, outrora apelidado de “El loco Publius”, achou no Invictus o ambiente perfeito para seu futebol aparecer. Assim, ele nunca fez tantos gols e pontos no MVP como agora vestindo a camisa 5 azul e branca. São 9 gols e 9 estrelas. “Me encaixei perfeitamente no time. Jogo com tranqüilidade, sem preocupação em correr atrás do time antes dos jogos e ser sempre o culpado de tudo”, desabafou o zagueiro artilheiro, em referência ao sofrimento que foi dirigir e jogar no Locomotiva Tarja Preta, time que é fundador e acabou por deixar em protesto.

Fecha o rol de craques até o momento o pequeno gigante do Basicus, Puff, que de carinhoso não tem nada dentro de campo. Guerreiro, bravo, brigador, Alessandro, como é seu nome, foi o ponto de equilíbrio na marcação que a equipe mais querida do Chuteira encontrou. Na ligação com o ataque, o que vem lhe rendendo gols, na raça apresentada e na marcação incansável e dura, Puff mostra que de fato chegou para ser destaque e ajudar o Basicus nessa trajetória de recuperação dos pinks.

Além deles, muitos outros correm atrás e vêm na cola. O que parece certo é que o Chuteira de Prata, depois de um torneio em que Xixi e Rogerinho se distanciaram facilmente da concorrência, terá a sua edição com mais competitividade para decidir o jogador mais valioso da competição.
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