Equipes realizam jogo único, neste sábado, para saber quem será a 20ª equipe a disputar o VI Chuteira de Prata
Eles fizeram boa campanha no primeiro semestre de 2011. Nunca foram apontados como times que poderiam brigar pelo acesso à Prata. Surpreenderam a todos e acabaram ganhando o respeito de muita gente. Não chegaram lá, é verdade – sucumbiram na fase de quartas de final. Porém, com a saída de Bengalas e Red Devils, a vida estendeu a Coringa e Os Mostarda mais uma oportunidade de disputar a série prateada do Chuteira. Neste sábado, eles fazem um duelo, em jogo único, que vale a 20ª vaga da VI Chuteira de Prata. Quem vencer brigará com times de tradição – e outros que em pouco tempo já fazem história no certame – pelo direito a estar na Série Ouro em 2012.
As duas vagas em aberto foram destinadas às equipes que ficaram em 5º e 6º lugar no II Chuteira de Bronze. O Xoras, 3º colocado do Grupo A e 5º na classificação geral, se garantiu automaticamente, porém, Os Mostarda e Coringa ficaram em 5º lugar em seus grupos, empatando na 6ª posição. Como o regulamento prevê a definição da classificação final a partir da posição no grupo e não pela pontuação na primeira fase, o duelo valendo a vaga fez-se necessário.
“O Coringa está preparado. Fizemos alguns amistosos na pré-temporada, pois já imaginávamos esse duelo. Não estamos preparando nada em especial, pois o nosso time já foi uma grata surpresa no semestre passado. Vamos pra cima, com muito respeito”, declara o líder do Coringa, o gremista Maurício. O time, velho conhecido dentro do Chuteira, ficou afastado um tempo das competições – retornando em 2011, na Série Bronze. Foi uma volta pífia de início; todavia, a equipe foi crescendo ao longo da fase de classificação, assustando seus rivais de grupo, até abocanhar uma das vagas à fase final da divisão. Nas oitavas, o time de Ratão atropelou o NGM, mas caiu nas quartas, sendo derrotado por aquele que viria a se tornar vice-campeão, o My Balls.
A boa performance credenciou a equipe a disputar a repescagem à Prata. “Merecemos estar nessa ‘decisão’ pela reestruturação que fizemos na equipe no último semestre e pelo futebol bonito apresentado na Bronze”, jacta-se Maurício. Ele é, ainda, enfático ao dizer que entrou numa “gelada” ao encarar o Os Mostarda: “Roubada! Com o nível atual do Chuteira, nenhum time que enfrentamos levamos alguma vantagem, ainda mais que, para ter esse confronto, as duas equipes obtiveram campanhas parecidas”.
Do lado amarelo, o time de Stefan renasce com a esperança de mudar de divisão – algo não obtido no II Chuteira de Bronze. Os Mostarda começou de forma tímida, foi ganhando alguns jogos aqui, perdendo outros ali, mas chegou à última rodada da primeira fase virtualmente classificado. Terminou na 5ª posição, como já dito, do Grupo B e, nas oitavas de final, despachou o TNT nas cobranças de tiro livre da marca do pênalti. Porém, nas quartas, o time foi eliminado pelo CAV, em jogo aguerrido, em que o escrete amarelinho quase surpreendeu o timaço de Caio Fleischmann. “Sabemos da grandeza do Coringa e temos plena ciência das dificuldades que enfrentaremos no sábado. Realmente vai ser um jogão. O time passou por um período um pouco turbulento, de incertezas nessa pré-temporada, mas. graças a Deus, superamos isso e vamos entrar bastante focados no nosso objetivo”, desabafa o líder mostarda, Cadu.
A equipe faz sua terceira temporada dentro do Chuteira e sonha alçar voos mais altos. Para tanto, terá que passar pelo Coringa, tarefa complicada na visão de Cadu: “É uma honra enfrentá-los. Vantagem não existe nesse momento. É uma equipe forte, de ótimo toque de bola e que já tem bastante experiência de Chuteira. Por pouco não nos enfrentamos no mata-mata da última edição da Bronze. Certeza de um belo espetáculo”.
Para a decisão, Cadu faz sua aposta: “Pode parecer clichê, mas quem pode decidir o jogo é a união do nosso grupo. É a principal característica que temos e a que mais prezamos. Quem nos conhece sabe que valorizamos muito o grupo por sermos amigos desde pequenos. Se conseguirmos impor isso dentro de quadra, pra mim já vale o jogo”, avalia.
Mauricio também mostra as alternativas que o Coringa levará à quadra 6, no próximo sábado, às 15h30. “Do nosso lado tem o Cidrão, Rafinha e Farias, mas acho que o fator decisivo vai ser o foco e a pegada. Todos podem ter certeza que isso, para o Coringa, não vai faltar”, comenta o camisa 12.
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