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Baixada de Munique elimina Condor’s, protagoniza o primeiro resultado inesperado da Copa dos Campeões e encara o Catado nas semifinais; NQS continua na luta pelo bi e espera o Guaxupé

 Com a queda do Condor’s logo nas quartas de final, torcedores passaram a cravar o bicampeonato do Nois Que Soma. Pronto, polêmica a vista. Pois é, a segunda edição da Copa dos Campeões, com o apoio da Alot, começou e, logo de cara, um gigante sucumbiu. É como se Roger Federer caísse na primeira rodada de um Grand Slam. Calma, talvez Guina e sua trupe litorânea discordem fervorosamente da máxima de que “a zebra passeou”. Talvez, pois quem sabe o time encarne a pecha de ‘azarão’ e avance até o título? Pode ser uma boa tática, já que o Baixada de Munique encarará o Catado nas semi, enquanto do outro lado o NQS enfrentará o Guaxupé. Acontece que algo aconteceu de fato com o Condor´s, que compareceu com apenas 7 jogadores, um deles a chegar no decorrer do jogo.
 
Fato consumado, serão dois grandes jogos no próximo sábado que deixam o seguinte questionamento para a semana: o atual campeão do torneio levará outro caneco de barbada mesmo? A julgar, por exemplo, por Catado 4 x 2 Lokomotiv, não. Vamos lá. Jogada rápida pela esquerda e passe no meio da área para a conclusão de Giaco no canto esquerdo, e 1 x 0 Catado. Jogada pelo flanco canhoto e novo passe ao meio do pagode ao arremate no canto esquerdo. Repórter repetitivo? Falha na edição da matéria? Não, leitor(a): 2 x 0 pelos pés de Interior – orgulho da dona Maria Cristina. O Loko sofria na pele e na chuteira o que muitos adversários já sentiram: um time leve, rápido, mortal.
 
A turma da ZN ainda descontou e foi aquela esperança, mas quem conhece o conjunto liderado por Balãotelli e Interior sabia que, para derrubar essa equipe, só sendo espelho da mesma. Lucas Botelho, expulso nos acréscimos, que o diga: saiu até zonzo da quadra tamanha correria e precisão demonstradas pelo rival. “Quando descontamos pensei que daria para empatar, mas o time deles é letal e logo matou a partida”, abateu-se o camisa 10 do Loko. É, Lucas, com o Catado é dessa forma: ou os meninos estão num dia horroroso e perdem o jogo, ou jogam com vontade e acabam ludibriando seu adversário. O Lokomotiv aprendeu na prática.
 
Quem também engana o oponente mas sempre sai triunfante é o atual tetracampeão da Ouro – mas aí não é novidade para ninguém! Novidade mesmo é o técnico/CEO multi campeão Bruno Bollito distante em definitivo 400 km da linha lateral para organizar a equipe. O resto é clichê em novela das 9. O 9 x 2 imposto sobre o Maraca talvez tenha surpreendido apenas o cosplay do João Dória (Lucas P., agora sempre vestindo pulôver e Ralph Loren, sem falar no cinto trançado), que esperava ver os gremistas Thiago e Vini Jardel encarnando Luan e Kannemann e fazendo frente a Beleti, Markinnelas, Luiz Minici, Tuco... É, realmente, nem se o Maraca estivesse descansado (já que alguns jogadores atuaram pela manhã em outra competição) o resultado seria outro – exceto o placar, talvez.
 
O octacampeão começou a construção do placar elástico com Beleti (2) e Felipinho. Lim, por duas vezes, descontou e levou o jogo com 3 x 2 ao intervalo. Dava? A etapa final mostrou que não. Foi um passeio, e os 6 tentos do atual supercampeão vieram corroborar o que os corredores do Playball falam: ninguém conseguirá parar o NQS também em 2018. A esperança no Maraca era por conta do título da II Copa Estrelato, em que a dupla Tuco-Andreas deitou e rolou sobre os oponentes. Porém, sem Andreas (não compareceu) e Tuco (atuando pelo NQS), a vida ficou mais complicada. Isso porque o artilheiro da jaqueta 11 marcou apenas uma vez no confronto... Entretanto, o ‘russo’ Murilo – segundo as fakes news da última semana – mandou três chineladas para as redes.
 

O adversário do campeão – O Maraca não foi páreo. Agora, será a vez do Guaxupé tentar eliminar o Nois Que Soma em um mata-mata pela primeira vez na história do Chuteira. Para isso, utilizará seu estilo de jogo que o levou a duas taças em 2017 (Aço e Bronze, respectivamente no primeiro e segundo semestres): habilidade aliada à velocidade. Além disso, um conjunto que atua há anos e que faz o rival sofrer com investidas de Jeh e Igor pelos flancos, e um China centralizado que inferniza os zagueiros. Sem contar Koga, Rao, Marinho, Bilu...
 
Quem padeceu nas mãos, ou melhor, nos pés guaxupeenses foi o Olimpo. O atual campeão da Aço (herdando justamente o título que era do Guaxu) fazia sua estreia na temporada justamente contra uma equipe preparada para ser mortal. Mesmo com Gui Pimentel, Balada, Censon, Menin, Cachoeira e outros, o time não chegou nem perto do que fez na fase final do torneio em que se sagrou campeão. Sem poder utilizar seu poderoso contragolpe, o time caiu por 8 x 2, com destaque para Bilu, autor de 4 gols. Teve ainda China fechando o placar com uma jogada característica: avanço pelo meio e paulada à meia altura para decretar a classificação.
 
Zebra? Sério? – Com Condor’s e NQS em lados separados, muitos apostavam em uma nova decisão entre as duas equipes gigantes. Esqueceram de avisar o Baixada de Munique. Pior de tudo, acabou sendo mais um jogo de quem errou menos do que propriamente a qualidade técnica que muitos procuravam. O Condor’s, contado, quase teve de lançar Chicão na meta enquanto o titular, Marco, estava preso no trânsito. Quanto mais atraso, melhor para o campeão da Prata no primeiro semestre de 2017. Só que uma hora a partida teria de começar...
 
O jogo foi parelho na primeira metade da etapa inicial, com o Condor’s segurando mais a posse da bola e atacando com perigo. Paralelamente, o BM também fazia bom jogo ofensivo, enquanto o sistema defensivo segurava Dri Ferreira, Gio e Pagé. Com isso, aos quase 15 do primeiro tempo, Pedrinho abriu o marcador e deixou o público um tanto desnorteado. Para o torcedor ficar completamente atônito, Didico ampliou quase na troca de lado das quadras e fez quem passasse pela quadra se espantar.
 
“Dois para quem? Pro Condor´s?”, perguntavam os desatentos. A segunda etapa aos litorâneos foi de segurar a vantagem e saírem vitoriosos de um jogo que poderia ter sido melhor se os times estivessem mais organizados em relação ao horário. Melhor ao Baixada de Munique, que está fazendo Guina, Hec e Tubas ficarem mais conhecidos dentro do universo chuteirense. Pior ao Condor´s, que de 25 atletas campeões teve neste primeiro jogo (e último) apenas 6. O time mudou demais ou a galera desencanou?

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