Mais um fim de primeira fase, mas antes de a última rodada acontecer, muitas questões são suscitadas – como quem vai se classificar, quem vai cair, quem vai subir, quem ficará na zona neutra... E, se o velho é novo, então volta à baila também a questão do Walkover (W.O.). Em 29 de maio, esta coluna (que ainda não tinha a alcunha de ‘Contra-Ataque’), lamentou e condenou três equipes que simplesmente abandonaram o barco e deixaram a disputa antes da realização do último jogo da fase de classificação. (
quem quiser reler, ei-la aqui)
No caso desses três times, ambos não estão mais no Chuteira desde então. Porém, à época, o estrago que a irresponsabilidade de ambos fizeram nas divisões foi grande – um deles, Shakthar dos Leks, chegou a abandonar o campeonato faltando duas rodadas, em um gesto completamente absurdo. Neste segundo semestre, o fantasma do W.O. volta como se fosse o Pennywise (o palhaço do livro ‘It- A Coisa’, que recentemente ganhou uma refilmagem nas telonas). Para piorar: a última rodada será disputada em um sábado entre feriados (Proclamação da República e Dia da Consciência Negra, quarta-feira e segunda-feira, respectivamente).
Daí alguns devaneios acabam passando na cabeça de todos. Não bastasse a preocupação quanto à “que elenco estará disponível no dia 18?”, algumas equipes se indagam quanto à “se time X irá comparecer”. Na opinião do jornalista Lucas P., pode haver um festival de W.O. neste sábado, de times que já vinham contados desanimados. Destacando o Vingadores, por exemplo, ou o Cachorro Velho – até mesmo Roleta Russa Clássico e Camaro. São times que já estão rebaixados. Que motivação teriam para ir sábado? Bem, a melhor motivação, no mínimo, é honrar seus compromissos firmados antes de os certames começarem.
No começo tudo é lindo, bonito, harmonioso e cheiroso. A esperança move nossos sentimentos. E quando se aproxima a data de entrega da lista dos jogadores o coração pulsa ao pensar que, dali a 3 meses, poderá erguer o troféu de campeão e tirar onda com os amigos e impressionar gatinhas e gatinhos (afinal, o mundo não é apenas heterossexual – até no futebol, esporte de ‘macho’). É como um namoro, em que nos primórdios o casal(oa) faz tudo junto, além de querer ficar grudado eternamente. Até a página 2 ou 3. Quando a convivência vai avançando, se não há ‘assistência’, o que era mágico vira mixórdia.
Traduzindo ao Chuteira, o decorrer da primeira fase normalmente não condiz com o sonho da entrega da relação de jogadores. Com o passar das rodadas, muita água passa por debaixo da ponte. No fim da fase, se o time não disputa mais nada, tem a tendência a ‘desencanar’ e a jogar ao alto o torneio. Simplesmente ignorando as outras agremiações – que nada têm a ver com a falta de planejamento e/ou comprometimento daquele que já está de férias.
Diferentemente do pessimismo de muitos, outros poucos confiam em despedidas de semestre honrosas, tanto para os quatro citados que já estão rebaixados quanto a quem já está classificado. Afinal, futebol nada tem a ver com masculinidade: tem a ver com caráter.
PS: Diante disso o Chuteira passou a adotar algumas medidas para prevenir WOs na rodada final: multa de R$ 150,00 para o desistente, além de rebaixamento duplo se for de equipe que já tenha caído. Ou seja, se Vingadores, RR Clássico, Camaro e Cachorro Velho não comparecerem, descem dois degraus e não apenas um.
Tempo de comemorar – O último sábado não foi apenas de quatro casamentos: foram cinco. Maciota’s, StarFucks, 2 Tok’s e Interativo garantiram as primeiras posições em seus grupos e divisões e estouraram a champanhe para comemorar. E de forma merecida. Souberam jogar com o regulamento debaixo do braço e aproveitaram para somar pontos desde a primeira rodada – dando um bico na ressaca de começo de campeonato. Com isso, ganharam corpo e foram liquidando adversários – que passaram a um tirar ponto de outro, deixando os líderes cada vez mais na ponta de cima.
O último casamento feliz foi do Catado – que nem jogou. A equipe de Pedrinho, Wendel e cia. foi derrubando adversários e conquistou 6 vitórias e 1 empate antes de folgar. Porém, como toda boa equipe, a sorte andou ao lado dos meninos, e a tabela da 7ª e 8ª rodadas para o único time que poderia destronar o líder foi bem indigesta. O Morada Choque teve Abre o Olho e HidroNG em sequência: perdeu dos dois, permitindo que os catadenses comemorassem sem mesmo manchar o calção. Quanto ao funeral, foi consumado o descenso da Academia Competition. Que dará trabalho na Bronze, de olho em casamento com a Prata novamente.
Estreando – Finalmente All Games e Guaxupé entraram na competição. Foi preciso mais da metade da primeira fase, sim, mas antes tarde do que nunca. Com isso, o primeiro saiu do sufoco à classificação ao mata-mata, enquanto o segundo está virtualmente classificado. Os mineiros começaram a reação a duas semanas, quando massacraram o Bronx – mostrando que as primeiras rodadas foram mentirosas. Na 8ª rodada a equipe teve teste de fogo ante o Império Celeste e passou de ano. O Guaxu saiu da zona neutra à 4ª posição e irá ratificar a classificação ante o Paraguay. De quebra, os mineiros colocaram o Maciota’s na Prata.
Isso porque o líder sofreu sua primeira derrota justamente para o All Games. Momentos antes do confronto, alguns jogadores do time pediram conselhos ao goleiro Victor, do Astúcia. O arqueiro aconselhou marcação alta e chutes também no alto. Dito e feito: o primeiro tempo acabou 4 x 1 aos gamers. No segundo tempo foi administrar e carimbar o passaporte à fase final. É um time muito bem organizado, com Pohl, Pipo e Magro na defensiva e saída rápidas nas jogadas, um Luquinhas endiabrado, um Modelli seguro na meta e um Errera ‘matador’. E olha que nem jogaram Índio e Pelão, sem contar o contundido e maior estrela do time, Drey. Uma pena a estreia tardia, mas a taça está na mira do AG.
Empolgou – Primeiro foi o Wake ‘n’ Bake. Agora, o Catado. Tem gente já imaginando o primeiro encarando o Mulekes e o segundo o Nois Que Soma. E vice-versa, com outros como Arouca, Bode e Condor’s se misturando. Chega logo, dourado 2018...
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