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O momento faz o adversário – vide Torce Contra caindo após não mais brigar pela ponta, enquanto o Furinha, na Aço, que começou só apanhando, virou osso duro de roer

O campeonato é de tiro curto, mas há ‘fases’ dentro da etapa que antecede aos 3 ou 4 jogos finais que definirão o campeão da divisão. Com exceção talvez do Chuteira Girls, que é de tiro mais curto ainda, todos os times estão fadados a encarar determinado adversário de uma forma, digamos, bipolar. Para explicar: no decorrer das semanas, alguns times vão modificando – e quem está pela frente tem de se preparar.
 
Essa ideia nasceu justamente da atual situação do Torce Contra. É uma das equipes mais respeitadas pelas campanhas que realiza. Além disso, tem jogadores a fazer a diferença, casos de Xavier e do arqueiro Duarte. Contudo, quem acompanha o time na Prata sabe que esse é o melhor momento para encarar o TC. Nada a ver com qualidade, pois os jogadores têm de sobra, mas o momento psicológico contrista é um banquete para o adversário.
 
Na rodada 7, quem se valeu disso foi o Fúria. Jogando seu futebol habitual, que privilegia a marcação forte e a troca de passes envolventes entre Fah, Dri e Thi Motta, além de Papai do Axé, a lendária equipe vem oscilando na fase de classificação. Estava com 5 pontos e próximo ao Z-2. Ao encarar um instável TC, o Fúria se reabilitou e entrou no G-6. Era o adversário ideal para o momento. Não venceu de forma tranquila, até porque Xavier deu muito trabalho para os defensores, mas se os furiosos encarassem os contristas há 3 rodadas, talvez o resultado fosse diferente.
 
Isso porque o Torce Contra do começo até a metade da primeira fase era difícil de ser batida. Tanto é que estava na briga direta pelo acesso à Ouro com Wake ‘n’ Bake, Abusados e Spartacus. Foi justamente no jogo contra os spartanos que o TC começou a cair de produção na fase. O gol sofrido no último lance, que deu a vitória à equipe de Fô e Té por 5 x 4, parece ter desencadeado uma série de problemas no time de Dener – e isso reverberou no comportamento dos contristas nas duas últimas partidas, coincidentemente revezes ante Wake e Fúria.
 
Enquanto o TC ia perdendo, Moacyr Jr., um dos líderes do Invictus, lamentava a então vitória parcial do Fúria. Afinal, o placar prejudicava sua equipe. Neste átimo de segundo, lembrei que o momento dos contristas era de certa turbulência – já que haviam perdido dois confrontos diretos que os deixaram de fora da briga pela vaga dourada via grupo. Ou seja, se Moacyr quisesse uma derrota do Fúria, esse jogo talvez seria melhor ter acontecido nas primeiras rodadas.
 

A partir daí surgem outros exemplos espalhados pelas divisões. Como o caso do Fúria Moleque, o popular Furinha. O começo da jornada foi duvidoso, com duas derrotas para deixar qualquer torcedor cabisbaixo e a imprensa em polvorosa – esta sempre ávida por situações a explorar. De repente, Barnabé se sentou em uma das cadeiras do Planeta Chuteira e disse que a equipe reagiria. Muitos desdenharam. Hoje, após 7 rodadas, o tricolor tem 9 pontos – oriundos de duas vitórias e 3 empates após o início desastroso. Qual Furinha os adversários do Grupo B da Aço queriam enfrentar?
 
O time ainda tem mais uma partida a realizar e pode ficar de fora da fase final, mas isso caso perca seu compromisso na última rodada ante o Magnatas (descansa na próxima jornada), enquanto o Rabisco teria de vencer uma de suas duas partidas a realizar (Toiss e Interativo) e o Futeloucos ganhar seus dois jogos restantes (QSF e Toiss). Mesmo assim, o crescimento do Furinha vem na mesma proporção da queda de rendimento do Torce Contra. Quem estava de fora pode entrar, enquanto quem estava dentro poderá sair. Respectivamente, essa é a atual fase dentro da primeira fase. 
 
Acabou a graça – Nenhum resultado, em todas as divisões vigentes, foi tão maiúsculo quanto a surpreendente vitória do Darcy ante o então favorito Olimpo. Com isso, acabou a brincadeira no Grupo A da Aço. No dia 11 será mera formalidade o encontro que deveria parar o Playball mas que acabou perdendo a graça, que seria o choque dos líderes 2 Tok’s x Olimpo. O time de Dú e Rui, mesmo que perca o confronto direto, ainda terá mais um jogo para carimbar seu passaporte bronzeado.
 
O alento é que na última rodada o 2T terá justamente o Darcy pela frente, e os olimpianos já se animam caso vençam o seu confronto direto ante os tocadores. Vai que a equipe de Rafa Moriz, que saiu da meta para fazer um golaço no triunfo de 6 x 3 ante o Olimpo, consiga surpreender também!?!? Porém, antes de tudo, a própria equipe de Marcelo Pimentel e Censon terá de fazer sua parte e passar pelo líder. Senão, o que já ficou sem graça se tornará esvaziado.
 
Agora, sim! – Esta coluna parabeniza o Wake ‘n’ Bake, primeiro time a garantir acesso antecipado matematicamente em alguma divisão no segundo semestre de 2017. Com uma campanha irrepreensível, seis vitórias em 6 jogos, a turma que acorda cedo para fazer uma das melhores sensações da vida realizou uma primeira fase perfeita e pulverizou adversários para, finalmente, ser dourado em 2018.
 
Acabou sendo mais sofrido do que se imaginava, já que o triunfo sobre o Spartacus aconteceu nos minutos finais do bom jogo – em que o WB perdia e se complicava na tábua de classificação. Contudo, Bruno Mendes e Fex marcaram e deram a vaga na Ouro ao time. Agora, a meta é o título, e, para tanto, serão quase quatro semanas de preparação. Com uma preocupação a menos na mente, já que chegar à principal divisão era questão até de honra, o Wake começa a olhar também para Catado, Morada Choque e Abre o Olho – times fadados a título também. 
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