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Enquanto alguns times mostram maturidade e capacidade de superar adversidades para ir subindo divisões; outros seguem patinando e deixando a desejar, seja em planejamento, entrosamento ou comprometimento

As duas principais divisões da Liga Chuteira de Ouro F7 entraram em semana de decisão após a jornada do último sábado e o funil mostra algumas realidades – distintas – que deverão ser escancaradas a partir das quartas de final. Até breve IMZT, Magnatas, Cachorro Velho, Leleks, Interativo, Absolutos, SPQSF e Astúcia! (espero que alguns deles não fechem suas portas porque tô velho demais para ser o último a apagar a luz) Bem-vindas, surpresas – como Olimpo e Real Madruga. Sobre o RM, é bom dizer que estranha ver a equipe nos playoffs por sua performance na penúltima e última rodadas da fase classificatória. Vaga conquistada dentro de quadra pela equipe de Ornelas e Zé Mannis, sim, mas vendo a ansiedade do Interativo por três jogos seguidos (dois deles por completo, e o único incompleto foi o segundo tempo de Interativo x Real Madruga), a sensação passada foi: um certo desinteresse dos azuis, ao passo que os interativos lutaram bastante nas três rodadas finais, mas a maturidade para jogar o Chuteira que sobra ao RM falta consideravelmente ao time do presidente Arthur.
 
Essa é a diferença que separa a Ouro da Prata. E a Prata das demais divisões.
 
O recorte do Interativo é um bom início de análise, sobretudo porque a equipe sempre teve, no papel, um elenco competitivo. Com os reforços vindos sobretudo do Futsamba, a tendência seria Carequinha, Tartaglia, The Rock e demais jogadores que iniciaram a trajetória interativa ganharem a experiência de quem rivalizou à altura com o Bacana e é o detentor do título da Copa dos Campeões do Chuteira de Ouro até o momento – até o começo de 2023! Exceção apenas a Samucka, que não parece envelhecer, os demais Interativos 'das antigas' ainda não se entrosaram o suficiente para fazer os vermelhinhos virarem vermelhões. Contra o Real Madruga, colocaram-se à frente no placar mas não resistiram à pressão no final e cederam empate amargo. Depois venceu pela primeira vez na história da Prata (SPQSF), mas, na rodada final, ao qual precisava de pelo menos o empate (contra Catimba), lembrou a mesma pegada em jogos decisivos quando ficou bons semestres na Bronze. Ou melhor, a falta dela. Diante do bom e experiente Catimba, que se não fosse a lambança da final do Chuteira 100|Bronze estaria na disputa pelo acesso direto à Ouro, o Interativo abriu a contagem, levou a virada, revirou o placar, mas não soube, outra vez, segurar o resultado e acabou levando mais dois gols. Tudo isso dos 2 aos 8 minutos da primeira etapa. O resultado final terminou em 4 x 3 mesmo e com os interativos mais uma vez frustrados.
 
Seria difícil se classificar em uma chave com tão boas equipes. Os quatro que avançaram ao mata-mata – Lokomotiv, Parceradas, Catimba e Real Madruga – têm elencos fortes e maduros. Porém, o 'quase' do Interativo reside justamente na maturidade de perceber que jogos de futebol society no Chuteira devem ser estudados e aplicados de acordo com as peças envolvidas. Abrir a contagem ou estar à frente no placar na Prata requer muito mais do que somente raça e determinação para seguir em vantagem. Questão da idade, tamanho das quadras, vidas pessoais... são muitos elementos que se unem ao mesmo tempo para formar o conjunto maturidade. A mesma que chegou para Juvena e Lokomotiv, vencedores, respectivamente, dos Grupos A e B prateado.
 
É necessário pontuar que o Lokomotiv já estava em processo de subida à Série Ouro antes da pandemia. Parou nas quartas de final na 21ª edição da Série Prata ante o Magnatas (leia aqui), e, na disputa seguinte, ante o time que viria a ser o vice-campeão, o Bacana (leia aqui). Com jogadores que são amigos de longa data, condicionaram-se para esse retorno triunfal – ao qual disputará pela primeira vez a divisão dourada no segundo semestre. Lucas Botelho comanda da forma correta para bater e não voltar. Os bons jogadores – Neto, Zezé, Rodão, Garga, Romeu, Felipe Moura etc. – do elenco original estão mais experientes e preparados para, primeiro, levantar a taça da Série Prata. O Juvena também vai alinhando força física à habilidade de seus jogadores e por isso chegou à Ouro junto ao Lokomotiv. Ruiz, Fazenda, Nets e cia., desde a primeira rodada, portavam-se como sérios candidatos a primeiro lugar no mínimo. Após golear o Loloverpool e controlar o Divino, mostrou aos demais prateados que o caneco é realidade.
 
Duas passagens no último sábado para ajudar ainda mais a análise. Durante Juvena 3 x 1 Divino, já nos acréscimos, Ferrugem queria pressa, mas o jogador do Juvena fez uma catimbada que deixou o goleiro possesso. Experiente, Ferrugem queria arrancar um vermelho do rival, mas a frieza mostrada por Motoka é suficiente para acreditar em continuidade do sucesso por parte do Juvena. O outro exemplo foi o Maestria – na Série Aço. Chegará fatalmente à Prata. Possivelmente à Ouro. Nocauteou o Sexta-Feira no primeiro tempo e obrigou a equipe do suspenso Beto a recuar seu principal atacante para ser o homem da saída de jogo do S-F, em busca de descontar dois tentos para, pelo menos, empatar. Marcelo Facchini melhorou a performance do seu time e teve a chance, no 1 x 3, de colocar ainda mais pressão no Maestria em penalidade, mas acabou parando em Bona. A apresentação do campeão do Chuteira Juniors foi, de certa forma, uma oportunidade de ganhar a maturidade suficiente para, a partir do ano que vem, provavelmente bater de frente com as massas brutas da Prata e Ouro.
 
O Interativo ainda está longe de alcançar esses padrões de excelência. O elenco é ótimo, dedicado, unido no pós-jogo. Porém, quem chegou não abraçou o suficiente quem já estava lá. E vice-versa. Algo semelhante ao Magnatas. A equipe de Rafinha foi para sua primeira participação na Série Ouro reforçado com o espólio do Camelo. Não funcionou. Como disse Lucas P., parece que os magnatas históricos não venderam a ideia da forma correta para quem veio do Camelo. A apresentação diante do rival histórico Olimpo foi a personificação da falta de organização externa durante o semestre. Sem Sabatim, que se recupera de cirurgia e mando aqui minhas vibrações positivas a ele e familiares, parece que tudo ficou largado – com os poucos jogadores que foram ao clássico que valia vaga no mata-mata dourado cogitando dar um w.o., algo surreal e inaceitável com ou sem pandemia, com ou sem doença (já que é permitida a inscrição de 20 participantes por equipe). 
 
A saudade já não cabia no peito – Com o retorno do Chuteira de Ouro, voltou também a regra do acesso automático à divisão acima para quem vencer seu respectivo grupo – exceto a Série Ouro, obviamente. Por isso as festas de Juvena e Lokomotiv, que serão membros da Ouro a partir de setembro, e as de Roleta Russa e Zona Nossa. A lendária equipe de Baru e do Chuteira mostrou-se amplamente interessada no acesso direto à próxima Série Bronze desde o começo e, ao vencer o confronto direto ante o Danonight, garantiu esse objetivo com uma rodada de antecedência. O mesmo aconteceu ao ZN, que vai entrando no universo chuteirense de mansinho, mostrando qualidade e poder de ataque alto para, no próximo semestre, jogar a Série Aço. Esta coluna parabeniza as quatro equipes, que fizeram excelente trabalho.
 
A zona da inimizade – Se voltaram os acessos diretos, quer dizer que teremos também o retorno dos rebaixamentos? Para este semestre, apenas na Série Aço. O primeiro a ‘conquistar a vaga ao próximo Chuteira 5’ foi o Ou Não. Sem repetir o mesmo brilho dos campeonatos passados, quando sua defesa era seu alento, a equipe do contundido Racy foi a alegria das outras agremiações do Grupo A, sobretudo ao Oscuro – inicialmente apontado como sério candidato ao rebaixamento.
 
No outro lado, uma saudosa semelhança à maior decisão da história da Liga Chuteira de Ouro F7 no quesito fuga da última colocação. Em 2010, quando havia apenas as Séries Ouro e Prata, DPGamos e NGM chegaram à rodada final tendo confronto direto para ver quem não ficaria com a lanterninha. Como era um Chuteira de Ouro mais ‘raiz’, a brincadeira foi amistosa à época e permitiu até o uso de uma quadra maior (algo inimaginável à Prata do passado) para a realização do embate. Lói, lenda chuteirense, era técnico do DP e chegou a virar o banco de reservas de raiva – com seu elenco – em um momento do jogo vencido pela sua equipe. No próximo sábado, será um pouco diferente.
 
Sauna e Originais foram as grandes decepções desta Aço. Ao lado do ON, não venceram, mas havia expectativas de ganharem suas chaves. Pior ainda aos originais, que não somaram pontos até agora. Porém, os destinos no Chuteira de Ouro não são traçados na maternidade e a equipe de Rerom e Guilherme está a uma simples vitória de escapar da degola. Bastará vencer os saunas, que jogam com a vantagem do empate. Será um jogo atípico para ambos, cercado de dúvidas e que será determinado pela presença de espírito dos jogadores. Porque comprometimento, ambos não tiveram.

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