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Vendetta e Loloverpool são a ponta do iceberg da quarta revolução pela qual o Chuteira está passando

A era da ‘Geração 21 do Chuteira’ (alguns chamam de geração Z) está acontecendo desde 2018 e, agora, em 2021, tem novos nomes e rostos cravados na história chuteirense: Vendetta e Loloverpool. Ambos levantaram taça no último fim de semana. Os vendettistas, o Chuteira 100|Prata, enquanto os lolós ficaram com o Chuteira 100|Bronze. Chegam ao topo da hierarquia como pais (ou avôs) de uma turma nova que já está se espalhando pelas cinco principais divisões.
 
Essa história de mais de 15 anos de Chuteira pode ser dividida em quatro momentos, de acordo com jornalistas e historiadores da competição que começou em 2006 como I Torneio Chuteira de Ouro (a partir de 2009, foi batizada de Liga Chuteira de Ouro, com a criação da segunda divisão, o Chuteira de Prata; em 2010 viria a Bronze, com a Aço nascendo em 2013 e o Chuteira 5, em meados de 2014). De torneio único, passando pelas divisões até 2012, essa 1ª fase é classificada como a ‘Era Romântica do Chuteira de Ouro”, quando os jogos tinham um ritmo físico, técnico e tático bem distintos do que é praticado nos tempos atuais. Durante os quase seis anos, surgiram equipes lendárias como Bengalas e SNG (tricampeões da Série Ouro), Equipe Bróder (bicampeão da Série Ouro), além de outros times eternizados nas memórias dos colaboradores dentro e/ou fora de quadra: Fiorella, Kadência, Acidus, Roleta Russa, Arouca etc.
 
Quando chegou 2011, nele já estava inserido uma geração que faria sepultar o período anterior e deixar a então época mais ‘profissional’. A chegada de novas tecnologias veio acompanhada de novas mentalidades, e excluir a figura de Caio Fleischmann, neste caso, é omitir a realidade. Quando jogou a primeira vez o torneio – a primeira edição da Série Bronze – no extinto Carrossel Cevadês, ele teve um amor à primeira vista com a competição. No semestre seguinte, montou o Clube Atlético da Vila com o intuito de chegar à Série Ouro e rivalizar, naquele instante, com Bengalas e SNG. A questão é que os dois tricampeões já estavam em baixa quando o CAV conseguiu seu objetivo. Mesmo assim, Fleischmann só tinha o interesse de ser campeão.
 
Vendo que outras equipes eram qualificadas tanto quanto o CAV (ou mais, em alguns casos), Fleischmann passou a investir em jogadores de fora do ambiente habitual do Chuteira para fortalecer seu elenco. Um período em que surgiram nomes tarimbados como Henry, Ricardo China, Maurinho, entre outras figuras conhecidas no futebol society. O CAV se tornou tetracampeão da Série Ouro – um dos títulos foi em cima do Mulekes, que está na decisão do Chuteira 100|Ouro. Entrou para a história não apenas pelas taças, mas também por personificar a ‘Era Profissional do Chuteira de Ouro’. A alcunha dada remete à mutação do conceito original do torneio, que sempre primou pela amizade. Não que os jogadores do CAV, em todas as formações, se detestavam, mas alguns elencos formados não eram aqueles em que amigos de longa data (grupos formados no colégio, bairros etc.) querem jogar sério e se divertir entre si.
 
CAV, SNG, Vendetta e NQS: a cara dos 4 momentos da história chuteirense
 
A retomada das características iniciais do Chuteira se deu quando o Mercenários foi desmembrado em 2014. Inflamado pela época, seus líderes viam um cenário complicado para ganhar do CAV. Formaram um elenco forte, de amigos, mas usando os elementos da ‘Era Profissional’: trouxeram jogadores de fora. Os espólios do racha que aconteceu fez nascer o maior vitorioso entre todas as equipes que já passaram por todas as divisões: a ‘Era Nois Que Soma’ estava instalada. É desse período – o time debutou da Ouro em 2016 – que surge a atual ‘Geração 21 do Chuteira de Ouro’. O NQS mostrou que é possível ser um campeão de alta categoria jogando apenas entre amigos – porque o ritmo de competitividade já era diferente.
 
A história do Nois Que Soma ajuda a explicar o atual sucesso da nova geração. O Vendetta pode ser considerado o avô dos novos times que começam a encarar camisas tradicionais. Surgiu em 2018 como vice-campeão da IV Copa Estrelato ao ser derrotado pelo Rachão fc70 (leia aqui), e, desde então, não parou em nenhuma divisão até chegar, em 2022, na Série Ouro (não houve disputas em 2020 e 2021). Um grupo de garotos-amigos liderados por Fred e Olavo que não se intimidaram diante de ‘cobrões’ do Chuteira e foram alcançando novos estágios. Na decisão do Chuteira 100|Prata, foi ao intervalo em apuros contra um sistema defensivo bem ajustado apresentado pelo Coisa Rara, mas fez uma segunda etapa digna de campeão. O caneco não veio à toa.
 
Curiosamente, o Vendetta chega à Série Ouro para rivalizar com times longevos como Mulekes e MachuPichu com uma média de idade ainda não ideal para aguentar a divisão. As semifinais do Chuteira 100|Ouro provaram isso. Um dia, Wake ‘n’ Bake, Guaxupé e Abre o Olho foram o que são, hoje, Vendetta e Loloverpool. O nível apresentado atualmente pelos três semifinalistas dourados é muito diferente do recente passado no que diz respeito ao físico e à mentalidade. Encontram-se numa faixa etária propícia para jogar em alto nível a principal divisão do Chuteira. Dificilmente o Vendetta fará como Nois Que Soma e Baixada de Munique: os únicos a debutarem na Série Ouro conquistando o título. Neste caso, terá de jogar uma final a cada rodada para se manter na elite e, assim, sonhar com o título.
 
O mesmo vai acontecer com o Loloverpool caso não mantenha – e não reforce – o elenco para a disputa da próxima Série Prata. As qualidades mostradas por jogadores como Felps, Recife e o goleiro Tiago na decisão do Chuteira 100|Bronze diante do Catimba devem ser mantidas para quando os lolós se encontrarem com times como Absolutos, Camelo, Leleks, Olimpo, entre outros. Tecnicamente, o Loloverpool está acima da maioria das equipes prateadas, mas as fases vão ficando complicadas a cada semestre para quem joga em alto nível.
 
Olavo já confessou que o Vendetta trará reforços. Ótimo sinal, mas também, neste momento, é mister trabalhar a mente para os desafios que acontecerão. As dificuldades passarão a ser outras, assim como para o Loloverpool. Ainda mais com acesso e descenso voltando a valer. É preciso que os times-cabeças dessa nova era, a ‘Geração 21 do Chuteira de Ouro’, compreendam que, para serem respeitados – já que essa é uma frase de efeito bastante soltada atualmente por quem vence –, não basta apenas ter técnica: jogar o Chuteira de Ouro é diferente.
 
Papai Noel no radar – O último sábado do Chuteira de Ouro em 2021 será com quatro decisões, e uma forma distinta. O primeiro campeão do dia 18 será o vencedor de Mulekes e Wake ‘n’ Bake, que chegam à decisão do Chuteira 100|Ouro. Historicamente, o vencedor dourado é o último a ser conhecido. Dessa vez o horário será diferente, pela manhã, mas com o Mulekes entrando como favorito pelo elenco estrelar (contando com os reforços dos multi campeões Beletti, Paulinho, Interior e Luis Minici). Porém, o WB também se reforçou (Rick, GDS, Braguinha, entre outros) e tem, no plano tático do professor Fumaça, sua válvula para sair de um 6º lugar ao posto de campeão.
 
Em seguida, Cozinha da Villa e Banzelona disputam a taça da VIII Copa Estrelato e, provavelmente, serão as últimas equipes a fazerem parte da classificada era ‘Geração XXI do Chuteira de Ouro”: novas equipes já estão sedentas pela 9ª edição do torneio e devem começar uma nova era. Duas delas farão a terceira decisão do dia: Canário e Real Baixada duelam pela taça da Divisão Prata do III Festival Chuteira. Na Divisão Ouro, duas escolas tradicionais encerrando o ano: Se7e de Perdizes e Roleta Russa Olímpico para acalentar as almas saudosas de muitos chuteirenses.
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