O título da coluna de hoje servirá tanto para falar do Abre o Olho quanto das atitudes lamentáveis de alguns jogadores na hora de extravasar a alegria da vitória em jogo eliminatório do Chuteira, liga que sempre primou pela diversão de todos os envolvidos. É preciso fazer o recorte da Copa Estrelato, que chega à fase semifinal um pouco sem brilho devido às confusões sem o menor sentido provocadas por alguns jogadores que, ao invés de comemorar com os seus o momento de êxtase, prefere ir à desforra com o adversário derrotado. O resultado é sempre ruim.
Ao sair o gol de ouro, uma ombrada nas costas do adversário derrotado que, por pouco, não terminou em baixaria nas oitavas de final. No último sábado, uma voadora covarde de um jogador por trás de um oponente que acabara de ser eliminado e que só não virou batalha campal devido ao comportamento, principalmente, dos eliminados.
As duas cenas descritas de forma sucinta aconteceram praticamente ao vivo, para uma conta que tem mais de 7 mil seguidores na plataforma Instagram!
Quem viu o início das confusões nas transmissões sabe a dimensão das gravidades. Se são essas as imagens que algumas novas esquipes querem passar, é bom que abram os olhos. Inclusive, essas atitudes forçaram a abolição das entradas ao vivo em jogos via Instagram – acabando com o entretenimento dos seguidores que não podem ir até as arenas chuteirenses.
Os dois lances ocorreram após as equipes dos irresponsáveis vencerem na prorrogação com gol de ouro. Entende-se que é um momento para externar toda a angústia presa durante os, aproximadamente, 60 minutos de um jogo (incluindo pausas e acréscimos) eliminatório. Também é compreensível que haja provocações no decorrer da partida. Inconcebível é gritar na cara do rival o festival de "chupa", "caralho", "porra" etc. e não achar que o oponente vive também naquele momento um turbilhão de emoções a ponto de não reagir, que ficará quieto. Se o espírito é desforra sem respeito, partindo para uma briga até, não apareça mais no Chuteira. Seu torneio é outro.
Os casos se tornariam isolados se isso também não ocorresse em algumas séries do Chuteira 100. TeJanto e MachuPichu protagonizaram atitudes a se condenar na fase de grupos da Série Ouro, enquanto Los Borrachos Juniors e Basicus ficaram apenas no verbo ao fim da quartas de final envolvendo as duas agremiações pela Série Aço. Na mesma Copa Estrelato, problemas com o Acima da Média, entre outros casos. As pessoas envolvidas foram ou devidamente penalizadas ou advertidas, para avisar às novas equipes e relembrar os mais longevos que nada mudou: para jogar o Chuteira, o espírito competitivo só perde para o espírito divertido.
Quem entra em quadra para jogar futebol – e compreende os estilos de jogo envoltos ao campeonato – se sobressai. Não à toa chegaram na final do Chuteira 5 Danonight e Maestria; na decisão da Série Aço, Soberanos e Pervas; na final da Bronze, Loloverpool e Catimba; enquanto Coisa Rara e Vendetta fazem a final da Prata, sem contar os semifinalistas da Série Ouro – Abre o Olho, Mulekes, Guaxupé e Wake 'n' Bake. Equipes que largaram (ou nunca tiveram) a imbecilidade de querer se achar mais macho que o oponente na base da pancadaria.
De todos os times finalistas e semifinalistas, alguns já deram trabalho no passado, mas buscaram compreender que, a cada divisão, há um novo e diferente desafio. Que existe porrada num jogo, mas dentro das regras em muitos casos e, noutros, os olhares dos árbitros não enxergaram ou tiveram outra interpretação feita pelo jogador. Traduzindo: foram jogar, exclusivamente, o Chuteira de Ouro. E isso transcende o mero futebol. O caráter de diversão será preservado sempre, e se divertir agredindo os outros deliberadamente não combina com o espírito.
O Abre o Olho entendeu a essência do Chuteira de Ouro há um bom tempo e está, a cada semestre, fazendo o vestibular para ser campeão da Série Ouro. Pode, nessa edição histórica, cravar definitivamente seu nome na história.
A partir de agora, talvez entre a "maldição da Imprensa Chuteirense" por lincar um tema tão pesado como são as absurdas agressões com a excelente campanha dos olhudos neste semestre. Vão se recordar da maturidade do TeJanto destacada por esta mesma coluna, ou suposta maturidade, pois os tejantistas foram eliminados. O parâmetro com Vander, Luan, Andrade e cia. se faz justamente no planejamento para o Chuteira 100|Ouro. O time se preparou para este momento.
Dono da melhor campanha até agora, com 5 vitórias e duas derrotas, e com Vander artilheiro (ao lado de Enzo, do já eliminado Invictus, e de Interior, do outro semifinalista Mulekes) e MVP da primeira fase, o Abre o Olho enfrenta o Wake 'n' Bake na manhã do próximo sábado (dia 11) como favorito a estar na grande final. Obviamente, não somente por Vander, mas também por conta de Luan, Cesinha, Beza, Kelson, Coquinho, entre outros, além das contratações do ex-Império Celeste Guedes e do ex-Astúcia, Biro.
Soma-se o comportamento dos olhudos nas partidas. Aos jogadores que fizeram as famigeradas cenas lamentáveis citadas no começo da coluna, um
case de sucesso a ser seguido. O Abre o Olho joga uma Série Ouro. Se fosse responder a todas as provocações de um jogo exigente como é o da principal divisão do Chuteira na base da pancadaria, não estaria servindo de exemplo. A mudança de comportamento passa por atitudes voltadas para o bem não apenas às suas equipes, mas à comunidade também. Ao espírito do Chuteira de Ouro.
Leitura sempre fará mais diferença que uma imagem - Duas situações bizarras aconteceram no último sábado por puro e simples desconhecimento das regras. Na primeira semifinal do Chuteira 100|Bronze, Loloverpool e Parceradas empataram no tempo normal e decidiriam a vaga na decisão através das cobranças alternadas de
shoot out. Após as três tentativas para cada lado, novo empate e outra sequência, dessa vez uma para cada. O Loloverpool converteu o seu e obrigou o Parceradas a marcar. O então jogador tinha 5 segundos para finalizar sua cobrança, carregou, driblou o goleiro e ficou com a meta escancarada. Porém, não chutou para dentro imediatamente e os árbitros apitaram o fim dos 5 segundos, dando a vaga ao Loloverpool.
Já no confronto entre Madureira e Cozinha da Villa, pelas quartas de final da VIII Copa Estrelato, no entrevero após o final do jogo, torcedores do Cozinha da Villa entraram no gramado sem autorização. Pela falta de entendimento do regulamento, e a aplicação do mesmo – por exemplo, a torcida deve ser educada a se comportar civilizadamente pelas próprias equipes – o time será penalizado numa eventual próxima competição do Chuteira de Ouro. Simplesmente, duas situações absurdas por desconhecimento básico das regras do jogo.
O Chuteira 100 e seus primeiros felizardos – Soberanos e Danonight fizeram partidas seguras e, mesmo saindo em desvantagem nas respectivas finais, viraram a sorte para se tornarem os primeiros campeões das edições históricas do Chuteira 100.
Na Série Aço, o Pervas era considerado favorito pela campanha – em que terminou em primeiro no Grupo A e eliminou Midfielders e os Borrachos Juniores antes de se deparar com um Soberanos maduro, concentrado, motivado e gelado na decisão. Este foi ao intervalo perdendo, mas empatou com Zogbhi no começo da etapa final, foi superior durante toda a peleja, e teve em Kozakevic seu grande nome! Nos minutos finais, pênalti do arqueiro em Salgado e o artilheiro foi pra cobrança. Kozakevic fez a defesa e levou a decisão às cobranças alternadas de shoot out! De novo brilhou a estrela do goleiro, salvando as duas cobranças vindas do Pervas para fazer o Soberanos ser campeão!
Já o Maestria abriu a contagem a 30 segundos e teve tudo para nocautear, na sequência, o Danonight na decisão do Chuteira 5. Porém, as sobriedades de Caio Mena, Mahana, Bruninho Tricate, Mama, K10, Guigou e demais danonighters acabaram se sobressaindo e o time virou a final para se consagrar campeão ainda no tempo normal. Gagol foi a estrela com dois gols e artilheiro do certame, mostrando que o Danonight tem o espírito de um verdadeiro campeão do Chuteira!
Acessos como bônus – Vendetta e Coisa Rara superaram Magnatas e IMZT, respectivamente, e farão a final do Chuteira 100|Prata. O bônus é a tão sonhada vaga na próxima edição da Série Ouro, independente de quem venha a ser o campeão da Prata. Que receberá, em 2022, Catimba e Loloverpool. Ambos se classificaram nas cobranças alternadas de
shoot out e farão a finalíssima do Chuteira 100|Bronze. Esta coluna felicita a todos pelas novas casas no ano que vem.
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