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Desmerecer o outro sempre que se é derrotado por ele já deixou de ser algo aceitável, pelo contrário

O comportamento de dois times na Série Prata seria (bem) analisado desde seus acessos à divisão antes da pandemia da Covid-19. Astúcia e Cachorro Velho chegaram sob extrema desconfiança – fruto de muito pensamento tóxico oriundo de uma máxima que deveria ser limada de qualquer subconsciente de um jogador do Chuteira.
 
Não acredito que a gente perdeu para esse time merda/bosta/lixo”
 
Com certeza você já ouviu alguém falando isso depois de uma partida. Se fosse para elencar aqui cada reclamação por sábado para justificar a derrota sentida, ficaríamos o mesmo tempo que teve o personagem de Eddie Redmayne em Os 7 de Chicago no final do filme falando para o júri.
 
As duas equipes atravessaram os últimos anos sendo criticadas violentamente. Na opinião de muitos, destoavam dos demais. Porém, de repente, saíram da Série Bronze para emergirem à divisão onde muitas equipes sonhavam estar quando o mundo não foi paralisado.
 
Elencos mais velhos sempre foi a primeira justificativa. Principalmente no caso do Cachorro Velho. O time chegou ao Chuteira de Ouro em 2011 para disputar as primeiras edições da Série Bronze. Do atual elenco, algumas carinhas já estão há dez anos vestindo as cores azul e amarela. Giggio é um deles e voltou a jogar depois da pandemia pela primeira vez no último sábado. Marcou um dos gols da vitória do CV por 3 x 1 sobre o próprio Astúcia, resultado que lançou o time à improvável classificação logo na reestreia do time na Prata e a uma até então impensável liderança de Grupo B.
 
Entra então a segunda justificativa. É notório que alguns grupos são mais fortes. No Chuteira 100|Prata isso ficou claro. Enquanto três candidatos a títulos estão no Grupo A, a outra chave passou a ter “times mais fracos” na opinião da maioria dos amantes de divisão. Sim, em condições iguais, Vendetta, Coisa Rara e Magnatas – respectivos líderes – carregam o favoritismo pelos elencos que possuem. Justo. A questão a ser analisada é o desprezo pelo considerado “mais fraco”. Há quem garanta: o Cachorro Velho não seria líder do Grupo A, não se classificaria, e o Astúcia ficaria na mesma posição que está caso estivesse também. Não se justifica a tal tese.
 
Mesmo que o Cachorro Velho estivesse jogando seja contra Vendetta, Camelo, Roleta Russa Olímpico etc., a tendência seria de uma mesma equipe que equilibra disposição na aplicação tática aliadas a jogadores de técnica. Não apenas Giggio é, e sempre foi, bom jogador. A reformulação silenciosa que Tupi e demais líderes da equipe fizeram ao longo da década transformaram o CV de equipe decadente para case de sucesso para outros times longevos do Chuteira.
 
Chega então a terceira justificativa para se sustentar o argumento do “como perdemos pra esse time?”: a qualidade de cada jogador. Tupi, Giggio e Mateus vieram na primeira leva, e poucos anos depois foram chegando Joaozão, Vini Gênova (ainda não mudaram seu apelido na súmula, Palito), Nagamine... Porém, as grandes mudanças foram as chegadas de um técnico, André Veras, e de Teté e Vitinho Lessa. Campeões diversas vezes com o CAV, chegaram ao CV sem o peso das conquistas exigidas pelo então manager do lendário time, Caio Fleischmann. Com os dois, o salto na excelência foi notado. Com o comando tático de Veras idem. Mesmo assim, ainda tem gente a dizer que o time é fraco.
 
Vocês podem estar se perguntando “ok, mas e o Astúcia?”. Bem, não faz uma boa temporada, porém está muito distante de ser desconsiderado. Tem uma diferença menor de faixa de idade em relação ao CV, com isso, propiciou uma formação privilegiada em torno de explorar seus corpos e se defenderem contra equipes qualificadas de véspera. Desde 2016 no Chuteira, os astuciosos sempre visaram a Série Ouro. Em 2019, venceram sua chave na disputada Série Bronze e balançaram as estruturas mentais de outras equipes que se julgavam ter maior qualidade.
 
A confirmação do então acesso foi muito comemorada e comentada, mas criou uma grande expectativa sobre como reagiria quase dois anos depois da importante conquista. O elenco é praticamente o mesmo, com Victor, Marquinhos, Bruninho e Neymarcio sendo os principais nomes. Este último, inclusive, é apontado como um fator de desequilíbrio: está acima da média na opinião geral. O problema é que toda unanimidade é burra, como explicou Nelson Rodrigues. Dizer que apenas Neymarcio faz a diferença é apenas ignorar alguns fatos que deveriam ser levados em conta. Um deles é a força do entrosamento.
 
O Astúcia teve a estratégia de apostar em jogo baseado no sistema defensivo e foi conquistando os pontos necessários para ficar com a liderança final do Grupo B da 19ª Série Bronze. Nesta chave estavam Olimpo e o próprio Cachorro Velho, além de Parceradas, Interativo e Plata o Plomo – equipes que sempre sonharam com a divisão prateada, mas que não tiveram ainda a mesma competência alcançada pelos astuciosos. O problema é que a nova divisão exige um pouco mais que apenas um time aguerrido.
 
Eliminado, a equipe, pelo menos, não verá o rebaixamento. Por enquanto. Deve aproveitar a experiência não apenas para ganhar casca ao XXIII Chuteira de Prata (primeiro semestre de 2022), mas também se atentar à qualificação do elenco. O que o Cachorro Velho fez ao trazer bons nomes para compor sua matilha foi fidelizar cada novo membro, transformando-os em parceiros de longa data – como nos tempos em que Chuck e Barbieri apareciam entre os MVPs das partidas com frequência.
 
Assim, o que não se deve é desprezar equipes que se estruturam de acordo com seus meios, para que a máxima do começo do texto seja limpada.
 
Mudança de hábito – O Grupo B do Chuteira100|Aço tinha tudo para ser emocionante nas duas últimas rodadas. Com o então líder Acidus perdendo na rodada passada o clássico para o Basicus, muita conjectura foi aventada acerca do comportamento das equipes na penúltima rodada. O próprio Basicus resolveu todos os imbróglios ao vencer o Sexta-Feira no primeiro jogo do dia no último sábado, classificando-se e levando consigo GW Altino, Midfielders e o próprio Acidus ao mata-mata. Decepção foi a performance do time tachado, recentemente, como resiliente. Pois é, o Sexta-Feira, tido como favorito por muitos de nós, está eliminado com uma rodada de antecedência.
 
Dessa vez, o elenco do Sexta não conseguiu produzir a mesma força que o levou tanto para a atual divisão (pré-pandemia, quando foi vice-campeão do Chuteira 5) quanto ao vice-campeonato da última 8ª Red & Blue. Com seu principal jogador suspenso nas quatro partidas iniciais, o time dependeu demais de Marcelo Facchini. Acabou com apenas uma vitória (contra o último colocado Titans) e três derrotas. Tem o líder GW Altino na rodada final para, pelo menos, entrar no próximo ano com positividade.
 
Descansar agora, festejar depois – Vem feriado de Finados por aí e daremos aquela pausa necessária para o corpo e a mente. O Chuteira 100 – Ouro, Prata, Bronze, Aço e Chuteira 5 – volta na próxima semana definindo os últimos classificados ao mata-mata nas principais divisões. Na Copa Estrelato, a penúltima rodada poderá sacramentar os acessos diretos ao próximo Chuteira 5 vencendo os grupos de Gala, Zona Nossa e Madureira (únicos 100%). O problema serão os confrontos diretos.
 
Não para o Gala, que terá o lanterna Goto Esportes e, com uma simples vitória, fechará sua participação no Grupo A como líder. Para ZN e Madureira, sim. O primeiro já tem o Cozinha da Villa logo no retorno, único que pode tirar do então favorito a vaga direta no Chuteira 5. Já a equipe de Lobo e Mogi tem o PSGelo agora, e o Banzelona na última rodada – dois rivais que ainda sonham com a primeira posição do Grupo C. Vai ser um feriado de muita preparação mental para todos voltarem com a cabeça fria, mas de coração quente.
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