Ser técnico sempre foi um desafio. Treinador também. Quando uma pessoa alia as duas funções, consegue se sobressair em diversas situações de qualquer esporte. Porém, a realidade do Chuteira não permite que alguém treine seus comandados antes do encontro com o próximo adversário. Neste caso, existe apenas a figura do técnico na maior liga de futebol society da América. Alguns deles ajudam a explicar as gangorras da 3ª rodada. Começando com o comando de Leonardo Lapinha.
Discípulo de Thiago Dacal, um dos técnicos mais prestigiados do Chuteira (atualmente comandando o Mulekes, no Chuteira 100|Ouro), Lapinha fez um trabalho eficiente comandando o Magnatas contra o Vendetta – em jogo antecipado, realizado na última quarta-feira
(leia a matéria aqui) pelo Grupo A do Chuteira 100|Prata. O histórico dos magnatas previa um desastre, já que compareceram ao confronto com dois quadros contra poucos suplentes entre os vendettistas. Foram ao intervalo em desvantagem de um tento e ainda perderam seu artilheiro, Noal, por contusão séria no tendão. Porém, o papo antes de começar o segundo tempo rendeu: o Magnatas venceu por 6 x 2 e voltou à briga pela classificação.
Além da motivação psicológica, Lapinha soube dosar bem as trocas e colocar os jogadores certos a fim de reverter o então placar adverso e cansar os vendettistas – fisicamente e mentalmente. Num dado momento, quando o Magnatas já vencia por margem segura, viu o Vendetta ficar com apenas cinco jogadores em quadra e, passados os dois minutos de cumprimento da punição vendettista, a posse de bola era magnata. Com tranquilidade, Lapinha orquestrou os jogadores a trocarem passes e a gastarem o tempo, já que a entrada de um jogador para recompor o time de Olavo só seria permitida com a posse da bola. Ganhou pouco mais de um minuto – até Jhony quebrar a corrente.
O trabalho de Lapinha também passou pela tática. Saber como atua cada jogador do elenco, e qual o tamanho da motivação (e dos objetivos individuais e coletivos) de cada um, é fundamental para qualquer técnico que não é treinador. Entram na conversa Rodrigo Barath e Marquinhos, também chamado de Marcola. Basicus e Acidus fizeram o clássico histórico de toda a 3ª rodada do Chuteira 100, e os trabalhos dos dois técnicos determinou o 4 x 1 imposto pela Fênix Rosa contra o time verde-limão – embolando o Grupo B do Chuteira 100|Aço. Barath é realmente técnico. Marcola é um bom quebra-galho.
Com o Acidus na liderança para enfrentar uma equipe que só tinha 1 ponto em dois jogos, natural uma confiança geral. Porém, assim que a bola rolou, existiu uma síntese da expressão ‘clássico não se joga, se ganha’. Enquanto Marcola não conseguia trocar/encaixar as peças certas para o Acidus fugir da marcação rosa, Barath sabia exatamente os jogadores que deveriam estar em quadra naquela hora, naquele momento. O placar elástico foi até injusto, não a vitória. Complicou a vida do Acidus e de Marcola.

O trabalho (improvisado) do ainda jogador, mas parado por conta de contusão, é digno de elogios. Sob seu comando foram duas vitórias até cair diante do Basicus. Nada mal para quem ainda quer voltar à linha ainda neste Chuteira 100|Aço. A questão a ser observada é como se comportou o técnico antes e durante o clássico, e como se comportará daqui para frente. Tem o bom GW Altino no próximo sábado valendo a liderança e o ótimo Midfielders na última rodada. Para cumprir a meta da classificação, talvez um empate contra o time de Guh e Guiga amortize o abalo diante da goleada sofrida. Porque conhecer o elenco, Marcola conhece. Agora é saber o que o Acidus quer daqui para frente: caneco ou bar.
Pelo menos a situação de Marcola é cômoda perto do desafio que tem Fabio Laurino, no mesmo grupo. Se fosse depender das promessas de Enzo, o Titans estaria na liderança e não o Acidus. Romulo, eterno Bacana, finalmente apareceu para estrear com a camisa titânica, porém o elenco novamente estava escasso. Aí não há técnico, treinador etc. que suporte ver, do outro lado, um adversário com dois quadros – caso do Sexta-Feira. Laurino comanda o Titans há anos, mas faz tempo que não conta com um elenco motivado e farto. Se a cada jogo vem poucos jogadores, e alguns deles não estiveram na rodada passada, compromete qualquer análise sobre o trabalho dele.
O que Enzo e Murilo Ostini querem para o Titans é o que têm Ras Time e Absolutos, na Prata. Mará dirige o primeiro e Jairo Ferreira, o segundo. Mará é o técnico-amigo, enquanto Jairo tem formação. Contudo, fazem bons trabalhos. Mará porque conhece o elenco do RT extremamente bem – é amigo particular de cada jogador. Jairo, pois conta com um elenco também de amigos e que joga junto há anos, facilitando a aplicação dos seus métodos. Nos dois casos, existe um comprometimento de cada jogador perante sua equipe, e não simplesmente o “me inscreve aí e quando der eu vou”, algo que afeta Fabio Laurino e outros técnicos.
Este papo é antigo no Chuteira e sempre irá aventar discussões. Equipes já levantaram taça sem ninguém para orientar na beira da quadra. Têm times que estão com técnicos e nem por isso o sucesso é garantido. Olhando a 3ª rodada, alguém
(sem indiretas, é uma hipótese) poderá citar o trabalho de Fumaça no comando do Wake ‘n’ Bake na derrota para o Abre o Olho, no Chuteira 100|Ouro. Ele pode ter sido infeliz na jornada, mas isso não apaga a campanha até agora (3º) nem o título recente da 7ª edição da Red & Blue. Para esse mesmo alguém
(de novo, sem indiretas), é bom não apenas passar essas duas últimas informações como também lembrar o que anda fazendo Simon à frente do Originais.
Ao lado do Ras Time (Prata), a equipe que lidera o Grupo B do Chuteira 100|Chuteira 5 teve sua meta vazada apenas três vezes em três jogos. Tratando-se de Chuteira 100, são os melhores sistemas defensivos (se incluísse a Copa Estrelato, estariam atrás do Madureira, que levou dois em quatro partidas), e isso tem tudo a ver com o trabalho de Simon. Não apenas carrega a experiência de anos no comando do extinto DiPrimeira, como diversos jogadores de lá – facilitando seu trabalho com outros reforços. Contra o bom Kiwi, também soube trocar as peças no momento certo e se saiu vitorioso. Mais uma prova de que as equipes que não têm técnico precisam pensar duas vezes no assunto sobre ter ou não ter um para chamar de seu na beira da quadra.
Calma, jovem – Sartori passou feliz com a família e disse: “Já subimos pro Chuteira 5”. Virtualmente, sim, mas na prática ainda tem Cozinha da Villa e Galudos para atrapalhar o favoritismo. Com 12 pontos em quatro jogos, o Zona Nossa poderá entrar em quadra, no próximo sábado, podendo jogar por uma vitória simples ante o lanterna Team Maia para conquistar a primeira posição do Grupo B da Copa Estrelato por antecipação, mas isso caso o Cozinha da Villa perca qualquer ponto ante o valente Borrachos. Senão irão para 6ª rodada definir o que já está praticamente definido.
Nas outras chaves, parece que o Gala está acima dos demais concorrentes do Grupo A. A cada partida, mais dificuldades são impostas – como na difícil vitória diante do Ginga por 2 x 1 –, mas Torkar, Zamba e companhia são 100% e têm tudo para terminarem na frente. O problema se chama Vermelhão da Sé, que vem logo dois pontos atrás e ainda tem o confronto direto. Por enquanto, precisam pensar em vitórias na próxima rodada: o Gala (1º) pega o La Barca (5º), enquanto o Vermelhão precisará de Piazon para encarar o Imperas (4º), em jogo antecipado para a noite de quinta-feira.
Já no Grupo C, quem começa a assombrar é o Banzelona. Derrubou um dos favoritos – o PSGelo – e vem à caça do líder Madureira, melhor defesa de todo o Chuteira 100. Tem a mesma situação do Vermelhão da Sé (venceu três e empatou uma) e apostará nesse ritmo até encontrar Barrucho, Lobo, Alba, Gisa e cia. limitada.
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