O título desta edição da
Contra-Ataque faz referência ao filme
Quatro Casamentos e um Funeral (1994), dirigido por Mike Newell e estrelado por Hugh Grant e Andy MacDowell. Trata-se da história de um solteirão que conhece uma mulher em um casamento, e que depois de desencontros acabam reascendendo o desejo entre mais três casamentos e um funeral. Situações hilárias envolvem o enredo. Nas semifinais das quatro principais divisões, além da Copa Estrelato, é passível dizer que houve
Quatro Certezas e uma Zebra – em se tratando das séries. É possível que a referência ao filme já tenha sido feita anteriormente.
Para o(a) atento(a) leitor(a), logo o enigma sobre quem é a zebra já é desvendado: Série Bronze. Dos quatro semifinalistas bronzeados, apenas um era considerado apto a levantar a taça antes de a bola começar a rolar à abertura do certame, dia 07 de setembro. Os outros três times se misturam à incredulidade, sim, mas um deles com ressalvas (caso claro do All Games). Entre Olimpo e Cachorro Velho, muita surpresa.
A Série Bronze foi a mais emocionante entre todas as divisões deste semestre. Para relembrar aos leitores em primeiro lugar: tirando o Vendetta, todos os apontados como favoritos ficaram no meio do caminho. Começou na fase de grupos, quando o Vila Mureta foi eliminado sumariamente e nem teve a chance de disputar o mata-mata. Campeão do X Chuteira 5 e semifinalista da última edição da Série Aço, a equipe que conta com Marconha e Higuaín decepcionou seus fãs. Já o Plata o Plomo, vice-campeão da mesma edição da Aço à qual o VM foi semifinalista, parou nas oitavas de final da atual Bronze.
No último sábado, mais dois times ‘favoritos’ deram adeus: Mercenários e Leleks. Ambos eram considerados capazes de estar entre os quatro melhores. Não conseguiram. Pararam justamente em duas equipes que nem de perto eram consideradas capacitadas, mas, para quem valoriza a memória e acompanha suas trajetórias, a surpresa em os ver como semifinalistas inexiste.
Campeão da 10ª edição da Série Aço (
leia aqui), o Olimpo ficou entre idas e vindas da Prata e Bronze, mas neste semestre fez uma campanha de recuperação fantástica dentro do Grupo B para rivalizar com o surpreendente Astúcia pelo acesso direto à Série Prata. Com a manutenção de nomes como Marcelo Pimentel, Censon, Cachoeira, DiLove, bastou ao comando do time trazer peças que pudessem fazer dos olimpianos o melhor contra-ataque da Liga Chuteira de Ouro atualmente. Esta última frase pode soar estranha, mas é a realidade: nenhum time, nem mesmo o poderoso Mulekes, tem uma resposta imediata como a da equipe que se reforçou com nomes como o de Amatuzzi, Camunga, Bitos e Saha, só para citar alguns.
O Cachorro Velho, outra surpresa, vai na mesma toada quanto a reforços. Vitinho Lessa, multicampeão com o Clube Atlético da Vila (CAV), foi a principal contratação, mas é interessante lembrar, por exemplo, da presença de Marcinho, o carequinha que conhece os caminhos das quadras do Chuteira de Ouro como ninguém. Aliás, sobre conhecer a competição, nada melhor que quase todo o elenco do CV: Teté, Tupi, Barbieri, Joãozão, Alê... Tudo isso somado a André Veras, cada vez mais à vontade no comando técnico do time. Aliás, aos desavisados, o Cachorro Velho estreou nas competições do Chuteira em 2011. Experiência e raça nunca faltaram.
Os dois semifinalistas vieram do Grupo B. Eis então o segundo, e importante, lugar: foi a chave mais equilibrada da história. Até a 6ª rodada, o líder tinha 9 pontos – algo surreal. O acesso à Prata via esta chave foi decidido na última rodada, e com o Astúcia nem entrando em quadra; os rebaixados tiveram, respectivamente, 9 e 8 pontos ao término da primeira fase. Com outro detalhe: Olimpo e Cachorro velho, 2º e 3º colocados respectivamente, ficaram com saldo negativo. Muito emparelhamento explica essa semifinal fora dos padrões. Mesmo com a presença do All Games.
O time liderado por Pipo e Índio vem flertando com uma taça dentro do Chuteira de Ouro há um tempo, mas sempre fica no ‘quase’. Recentemente foi assim na Copa Calcio, esta disputada toda quinta-feira: fez a melhor campanha do Grupo A (6v, 1e 1d) e passou diretamente às quartas de final, mas caiu para o Gigantes. Ou seja, precisa buscar um antídoto para passar quando o momento for para decidir. Algo alcançado pelo IMZT na fase de grupos. Logo, Murillo, Drey, Thiaguinho, entre outros, terão de mostrar suas capacidades coletivas de fazer do AG finalista. Não chegou a ser surpresa sua presença nas semifinais tanto quanto as de Olimpo e CV, mas os gamers ainda lançam desconfiança quando o assunto é aposta.
Algo que não acontece com o Vendetta. Atual campeão da Série Aço, o time que conta com Spinelli (o Papinha, do Maestria) e Pou goleou sem piedade os imzestistas para manterem o favoritismo. Terão de suportar a pressão da semana: será o time a ser batido. Porém, isso não amedronta os jovens, mas frios e calculistas, vendettistas: sabem que entraram de gaiato nessa disputa entre ‘zebras’, mas que têm tudo para levantarem mais uma taça.
Nas outras divisões, mais certezas do que espanto. Na Ouro, a única novidade é a presença do Baixada de Munique entre os quatro melhores, tomando o lugar que era do Condor’s: Catado x Mulekes reeditarão a última edição da divisão, enquanto o Nois Que Soma enfrenta o BM na luta para estar em mais uma decisão e faturar seu sexto título dourado. Na Prata, apesar do espanto da maioria das pessoas ao ouvir o nome ‘Roletinha’ nas semifinais, não se trata de uma ‘zebra’ pelo histórico da equipe. Os outros times têm tarimba: Bacana, de volta à Ouro, junto a StarFucks e 2 Tok’s, já eram considerados fortes candidatos ao atual estágio.
Na Aço, a mesma toada: com as confirmações das vitórias de Zero 13 e Catimba, talvez espante as presenças de Paraguay e Só Vai para quem estava afastado das notícias sobre a divisão: nos programas do
Planeta Chuteira da Série Aço, sempre foram elogiados pelas campanhas de recuperação – a estranheza se daria pelo desconhecimento dos simpatizantes da divisão quanto a atual capacidade dos times. Na Copa Estrelato, apenas o Oeste Rã quebrou, e bonito, os apostadores. O time liderado por Hector mostrou força diante do então favorito Danonight para ser o ‘patinho feio’ entre Rachão fc70, Entre Amigos e Maestria nas semifinais.
Assim se caracterizou o filme
Quatro Certezas e uma Zebra. Provavelmente essa referência ao histórico longa-metragem já foi usado em outra oportunidade, mas reativá-lo para explicar as semifinais foi importante.
O primeiro campeão do semestre foi o Loloverpool, e com méritos. O time só ficou dois pontos abaixo do Panela no Grupo A, teve a melhor defesa da divisão, e não perdeu nenhuma partida. Teve em Camper seu maior destaque entre um elenco recheado de bons jogadores, aos quais Cadú, Vavá e Horst tiveram seus nomes citados inúmeras vezes. Porém, vale lembrar o quanto foi valente o Sexta-Feira, que não perdeu para o Lólo nem na fase de grupos, tampouco na decisão: anulou as principais jogadas do adversário para levar a decisão às cobranças
de shoot out. Melhor para o Loloverpool, que saiu campeão de uma batalha que durou quase duas horas! Este tempo, mesmo com uma exclamação no final da frase, é mais de descontentamento pelos incontáveis minutos de bola parada – estragando, de certa forma, o espetáculo.
O Natal já começou – Dois times comemoraram muito no último sábado. Um foi o Loloverpool, campeão do Chuteira 5. O outro foi o Bacana. A lendária equipe nunca escondeu desde que retornou à Liga Chuteira de Ouro em 2017: a Série Ouro era objetivo. Foi alcançado no último sábado ao derrotar o Lokomotiv por 4 x 3, em uma partida cheia de alternativas. Portanto, esta coluna parabeniza tanto o título do Loló quanto o recente acesso da trupe liderada por Marcelão!
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