Seu novo uniforme é de PR1MA! Facilitamos a sua vida!

    Agilidade e comodidade para você focar apenas no que importa... o seu time! @pr1masports e (11) 99210-4656

    Veja mais

Nosso colunista Douglas Almasi escreve uma carta aberta a alguns times; na Ouro, o Guaxupé, acredite, é a melhor defesa da liga

São Paulo, 21 de outubro de 2019
 
 
Caros Coisa Rara, 2 Tok’s, Vila Mureta, Faroeste e Los Borrachos Jrs.,
 
 A situação de vocês é distinta, pois cada equipe citada se encontra em uma divisão diferente. Mesmo assim, algo em comum os engloba após a rodada do dia 19 de outubro. Esse momento ímpar remete ou à classificação, ou acesso, ou descenso. A questão, então, passa a ser como buscar confiança para a disputa das rodadas finais às quais os senhores planejarão esta semana. Para alguns, o dia 26 do mês será o limite. Para outros, um calvário. Para quem está disposto a deixar de lado vaidades, preguiças, e que buscará honrar – além do compromisso firmado anteriormente – a camisa que veste, a fé poderá trazer bons fluidos.
 
Querem um exemplo de como ‘fazer o que é certo’ dá certo? Vamos lá: na Série Aço, o Ou Não poderia ter pedido w.o. no jogo contra o Zero 13 no dia das crianças, mas usou o bom senso no momento, entendeu a situação já exposta aqui nesta coluna e jogou. Resumindo o que fora escrito na semana passada: se tivesse exigido o w.o., fatalmente a bola o puniria. Perdeu aquele jogo, mas não a confiança. Deixou 3 pontos fáceis para trás, para poder ganhar 6 na frente. Aí, Faroeste, já sabe que é contigo! A derrota para o ON foi duplamente amarga, pois perdeu a chance de se reabilitar, e também de ingressar no grupo de classificados à fase final. Os ounãoenses ‘tomaram’ o seu lugar.
 
Porém, calma, ainda há esperança. Mesmo que, pela frente, venham os dois primeiros colocados na chave, lembre-se que o lanterna está no caminho nos três jogos restantes da equipe. O problema será o controle das emoções durante as semanas, durante as partidas, e após os confrontos. De nada adiantará acusações infundadas, falta de companheirismo, egocentrismo ou desanimação. Afinal, quando se aceita participar de um time, em primeiro lugar, vem o nome da equipe – e parte-se do princípio de que cada jogador tem hombridade, pelo menos é dito isso da própria pessoa. Precisa provar.
 
O parágrafo acima serve para você também, Coisa Rara. Poxa, você está na Série Ouro – lugar onde a maioria queria morar durante o semestre. Quando tinha outro nome, fez de tudo para se tornar uma equipe respeitada. Lembra até a repaginação que o Invictus conseguiu ao longo dos anos. Quando alcançou o atual estágio, lutou com fibra para permanecer na divisão. Quando todos achavam que faria desta temporada a de afirmação, voltou a um estágio que entristece. A cada jogo, poucos jogadores para livrar o CR de uma degola cada vez mais evidente – e pensar que o elenco completo poderia levar o time a brigar pelo título inclusive. Só que jogar a toalha restando ainda dois jogos a fazer é como assinar um atestado de suicida – e terão pessoas que acompanham a divisão que trocaria a palavra ‘suicida’ por ‘covardia’. Isso não pertence a você.
 
Até porque, Coisa Rara, quantas partidas boas andam fazendo. Quem comparece para honrar o nome do time se entrega ao máximo possível, tornando o confronto difícil para quem te enfrenta. Lembra-se do empate com o Condor’s, ao qual era para você ter vencido se não fosse a ‘cera’ quando vencia? Então, o time é bom e pode bagunçar o coreto ainda. Se tiver a coragem que boa parte imagina, poderá até escapar da Prata mesmo em situação delicada. O limite ainda não chegou.
 
Limite este que testa, no momento, a paciência dos seus torcedores, 2 Tok’s. Quem gosta de ti já não aguenta a passividade e a falta de ânimo dos últimos jogos. Quem te adora sabe o quanto cada jogador pode render individualmente e coletivamente. E sem essa de dizer que a derrota para o Bacana desconcertou o elenco! Pare já! Todo Chuteira de Ouro, e não apenas a Série Prata, sabe do potencial do time! Quem tem o privilégio de ter Gallego no gol? Naldo na zaga? Cidrão no ataque? Um Leandro Dias como técnico? Isso sem contar os outros jogadores que formam uma das equipes mais fortes da divisão, mas que, na prática, não anda rendendo.
 
É ouvido que muitos dos inscritos jogam outras competições e só aparecem quando podem. Aí vai do planejamento do manager, do técnico e das lideranças do time. Agora, quem comparece, quem veste a camisa e vai à luta, quem deveria mostrar aos adversários o peso do 2T, anda um tanto tímido, sem confiança. Parem já com isso, jogadores! Ninguém é elogiado à toa. Se depositam esperanças no time, então não é hora de esmorecer: o momento é erguer a cabeça, pois há muito campeonato pela frente. O público tem certeza que, na segunda fase, tudo poderá ser diferente. Só não pode abaixar o semblante neste momento ao qual tudo se define.
 
O mesmo vale para você, Los Borrachos Jrs.! Se fosse por comprometimento, já estaria classificado para a próxima Série Aço. Afinal, liderou o complicado Grupo B do Chuteira 5 por várias rodadas, mas anda oscilante nesta reta final. Vão dizer durante a semana que é muita bola para o Olivier. Não ligue. Os críticos se esquecem que seu irmão, Bernard, está machucado e que faz falta ao esquema tático. Aliás, este é bem definido. Tem a segunda defesa menos vazada da divisão e um dos artilheiros gerais do Chuteira 5. Só que o Midfielders atrapalhou seu plano de ficar na boca da classificação.
 
Contudo, o mesmo algoz da última rodada pode ser seu salvador na rodada decisiva da fase de classificação! Basta te lembrar que o líder Tirinhas 4i20 fará confronto direto contra os mesmos meninos de branco e rosa. E o Midfielders também tem chance de terminar na primeira colocação! Ora, LBJ, baixar a guarda agora? Aliás, um dos três citados será da Aço vencendo a chave. Seu adversário, o Pervas, já não quer mais nada nesta primeira fase e só aguarda o mata-mata. Só tome cuidado caso pense que o técnico Cacá mandará à quadra uma equipe tão apática quanto na derrota para o líder. No caso do É o Centro Mané, só poderá chegar a 13 pontos caso vença o Del Porto – e do confronto direto entre Tirinhas x Midfielders, um romperá a barreira dos 14 pontos. Desanime, não, borrachudos. E transmitam energias positivas aos mureteiros...
 
Pois é, Vila Mureta, a vida não está fácil mesmo. Terceira derrota seguida? Nunca na história chuteirense! Tudo começou quando você mostrou a todos a força do time, tecnicamente e taticamente. Vieram título e incontáveis vitórias. Lógico que os adversários passariam a olhar para vocês, mureteiros, de outra maneira. E a imprensa potencializou a qualidade do time. Porém, veio o É Verdadeee e o time desandou...
 
Como assim? Onde está aquela alegria de se reunir no sábado e fazer dos mureteiros uma máquina de produzir vitórias? Higuaín, Digão, Derzinho, Ademinhas e outros, sério que o campeão do X Chuteira 5, e semifinalista da 13ª Serie Aço, ficará de fora da fase final da atual Série Bronze? Nem vocês devem acreditar na atual situação, mas também não acreditam que ficarão de fora do mata-mata. Porém, o momento é de recuperar a autoestima, voltar às origens e jogar o bom futebol apresentado nos dois últimos semestres. Até porque apoio não faltará ao elenco. Pelo menos enquanto alguém do time puder dizer “conta comigo”.
 
P.S. – esta carta serve para todas as equipes que passam por momentos diferentes aos quais imaginaram antes de suas divisões começarem; não finja que o problema é só com o vizinho.

 
Antes tarde do que nunca – Finalmente, após seis jornadas, um time rompeu a barreira dos 9 pontos no Grupo B da Série Bronze. O Astúcia foi o responsável, e é o único por enquanto. Trata-se da chave mais equiparada entre todas as divisões atualmente disputadas.
 
Peneira – Apenas duas equipes, da Série Ouro até o Chuteira 5, não romperam a barreira dos dois dígitos no quesito ‘gols sofridos’. Ambos, por incrível que pareça, são da divisão mais difícil: Ouro. O Mulekes levou apenas 6 gols em cinco partidas, algo excelente para uma chave acostumada com muita bola na rede pela qualidade técnica dos ataques. Porém, feito assombroso mesmo é do Guaxupé: teve sua meta vazada apenas 3 vezes, com as mesmas cinco partidas!
 
É duplamente surreal. Primeiro, porque o Guaxu é, historicamente, um time que ataca bastante. Não perdeu a essência, pois fazer 4 x 0 no Baixada de Munique não é para qualquer um. Também não perdeu a noção na qualidade nas trocas de passes. O que mudou mesmo foi a postura defensiva, e os números falam por si. A maioria dos jogadores que levaram o time do Chuteira 5 para a Ouro permanece, com reforços pontuais ajudando China, Breninho e companhia a fazerem uma campanha impecável numa chave complexa. Se antes o sistema defensivo era uma peneira em detrimento à produção do ataque, na atual edição dourada, o equilíbrio leva o time a entrar de vez no seleto grupo de favoritos a levantar o caneco.

Comentários (0)