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Finais do semestre tiveram seu ápice com o belo jogo que foi Catado x Mulekes; ali o jogo aberto permitiu espectadores ´sonharem´

Das seis finais disputadas nos dias 15 e 29 de junho de 2019, não faltou emoção e apreensão em todas, mas apenas uma foi excelente na parte técnica: a decisão da Série Ouro, por incrível que pareça, foi a mais vistosa aos olhos populares. ‘Incrível’, pois a tendência na principal divisão do Chuteira de Ouro nos últimos semestres sempre foi de jogos truncados e de poucas alternativas. A última final ‘aberta’ havia sido em 2015, quando CAV e Primatas também fizeram um jogo com 7 gols – igual 3 x 3 e vitória da equipe que contava com Gambetta, Thithi e Diego Orsi na prorrogação.
 
Coincidentemente, quatro anos depois de serem campeões com o CAV, os três voltaram a erguer a Série Ouro, dessa vez pelo Mulekes. A final contra o Catado teve de tudo. Gol contra, alternância no placar, táticas-suicidas em determinado ponto da peleja... Por essas e outras acabou sendo a mais deliciosa entre as finalíssimas. Porém, isso não é sinônimo de jogos ruins nas outras partidas. Pelo contrário: quem gosta de parte tática se deliciou com as equipes.
 
Apenas uma final terminou além da prorrogação. No Chuteira Girls, Corinthians F7 e Independente fizeram bons tempos cada um e empataram. Nas cobranças de pênaltis, melhor às corintianas. Nas decisões envolvendo os homens, no máximo a ‘morte súbita’. No dia 15 foi o Zero 13 levando o Chuteira 5 na prorrogação. No dia 29, o Mulekes contou com a improvável habilidade do zagueiro Pedrinho para marcar um gol histórico num momento em que a maioria já esperava pelas cobranças alternadas de shoot out. Nas outras três partidas, muito equilíbrio – e a prova de que um ‘matador’ ainda faz diferença.
 
Na Série Aço, Aidar provou que é tão bom com a bola nos pés quanto com a retórica, marcando os dois tentos do título do Vendetta sobre o Plata o Plomo. Uma decisão cercada de ansiedade, na qual os times demoraram a entender que se tratava do jogo da taça, mas aquele que se arriscasse 1% a mais sairia feliz. Os vendettistas quiseram chutar o marasmo para longe e chegaram ao título.
 
Na Série Bronze, talvez a partida na qual se esperava mais gols, mas que acabou sendo a mais decepcionante no ponto de vista técnico. Em contrapartida, para quem gosta de sistema defensivo bem montado, tanto Eron, pelo Joga Fácil, quanto Orley, pelo Futsamba, lideraram suas zagas e fizeram com que Zé Henrique, PK, Cabritão, Maguila, entre outros, pouco produzissem ao longo dos 50 minutos. Quis o destino que Cahé fizesse jogada pela esquerda, chutasse com o pé direito e a bola passasse por Perretti e ‘morresse’ nos pés do artilheiro Zé Henrique, dando o caneco ao sambões.
 
Na Série Prata, faltou um comandante de ataque mais incisivo ao Invictus. Apesar de Alê Bianco incomodar de certa forma a Holanda e cia., o único trabalho efetivo de Matheusão foi quando os invictenses perdiam por 1 x 0 e defendeu dois chutes seguidos, de Che e Léo Chamma no rebote – ambos não são atacantes. Em compensação, mesmo com o artilheiro Beça machucado, coube a Mamer e Soninho (e a Hec também) os gols do título do Baixada de Munique. Detalhe: três atacantes de ofício.
 
Decerto o(a) leitor(a) pensará nos gols de Baiano e Pedrinho pelo Mulekes na decisão da Ouro e confrontará o que fora escrito sobre a importância de um atacante de ofício aos times. Ou que o artilheiro da mesma Série Ouro, Raphinha, passou despercebido e não contribuiu com seu Catado ante o Mulekes. Óbvio que não se trata de uma regra, mas está longe de ser exceção. Ter bom atacante é sinônimo de bola na rede, sim. Inclusive em jogos eliminatórios e decisivos.
 
Muitos elementos ficarão marcados nas mentes de quem estava presente às seis finais. Alguns vão lembrar de jogadas, outros da farra nas arquibancadas em meio à intensidade de determinada partida, tantos outros do equilíbrio tático e as festas pós-jogo, e assim por diante. Qual passagem foi a mais emblemática cada um escolhe da forma que desejar. O importante é que todos saíram campeões de alguma forma.
 
Na esteira das finais... – Algo muito debatido é o tamanho da quadra. A maioria diz preferir jogar na considerada ‘quadra maior’. Porém, o que mais tem se visto, é a qualidade dos jogos. Nas finais do dia 29, apenas uma partida foi ‘aberta’. As outras se mantiveram travadas em quase todo tempo, com os espaços bem reduzidos e poucas criações de jogadas. Está caindo cada vez mais por terra a máxima do ‘jogo bom é na quadra maior’.
 
Finalíssima, terceira parte – Sorrateiramente, o Pervas chegou à decisão da Copa Estrelato quando poucos falavam de sua equipe. Fez uma primeira fase morna, a qual nunca chegou a ser mencionado como ‘força a disputar o título’. Porém, provou que a competição tem dois lados distintos: a primeira fase é diferente do mata-mata. O Panela também não era apontado entre as principais forças, mas tinha mais tarimba pelas presenças de nomes como Joninhas e Cavenco no elenco. Aos poucos foram ganhando confiança e mostrando seu valor. Nem mesmo a bobagem que o fizeram perder pontos foi capaz de parar os paneleiros. No próximo sábado, a quadra 5 deverá ficar pequena àquela que aparenta ser uma decisão digna de Série Ouro.
 
Levanta a taça! – Ainda resta a decisão da Copa Estrelato para encerrar o primeiro semestre de 2019, mas esta coluna já se antecipa e parabeniza a Mulekes, Baixada de Munique, Futsamba, Vendetta, Zero 13 e Corinthians F7 pelos títulos de campeões conquistados, e a Catado, Invictus, Joga Fácil, Plata o Plomo, Senta os Alunos e Independente pelos títulos de vice-campeões respectivamente. Não importa se a cor da medalha é dourada ou prateada: todos que estiveram nas decisões dos dias 15 e 29 de junho foram vencedores!
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