Seu novo uniforme é de PR1MA! Facilitamos a sua vida!

    Agilidade e comodidade para você focar apenas no que importa... o seu time! @pr1masports e (11) 99210-4656

    Veja mais

Na era highway da informação, chegar para um jogo sem conhecer minimamente o adversário é desperdiçar um recurso valioso que pode custar uma classificação

Lendo a matéria, brilhantemente escrita por Murillo Magaroti, da surpreendente e emocionante vitória do Invictus ante o StarFucks, logo foi notada, no primeiro parágrafo ainda, uma situação corriqueira, mas perigosa. De acordo com o repórter, Rick, um dos nomes-fortes dos fuckers, perguntou “quem é esse Invictus” e se havia algum “gordinho” no time adversário. A situação corriqueira mencionada nada tem a ver com alguém ainda pensar que um jogador, teoricamente, estar acima do peso não pode fazer jogadas maravilhosas – como faz, por exemplo, Salgado, pelo Pervas. Aliás, quem ainda pensa algo desse tipo, ou quem ainda se surpreende com mulheres jogando tão naturalmente quanto os homens, sempre ficará para trás. A situação em destaque é a falta de informação com que a maioria dos times aparece para encarar um jogo. O preço, neste caso, custou uma eliminação.
 
A prática de Rick é normal. A maioria dos jogadores só está esperta quando citado seu nome ou de sua equipe. Esta coluna, por exemplo, a maioria só lê a parte na qual seu time é mencionado – Lins, zagueiro do Imperial, já confessou isso. Não quer dizer que sua equipe caiu de divisão por este motivo, mas, às vezes, prestar atenção no que é escrito ou falado nas matérias ou programas da TV Chuteira, torna-se fundamental. Uma experiência pode ser suscitada: a de Marcelo Pimentel, goleiro do Olimpo.
 
O time, que neste semestre foi rebaixado à Série Bronze e já está de férias, foi campeão da 10ª edição da Série Aço. O arqueiro confessou que um dos motivos de os olimpianos terem sido campeões foram as dicas dadas pelos apresentadores do Planeta Chuteira ao longo dos programas à época. Aliás, essa é uma prática comum aos repórteres do Chuteira de Ouro.
 
Ricardo Tavano era técnico do Fiorella Brasil, campeão da 5ª edição da Série Ouro. Todo fim de tarde ele vinha perguntar sobre a competição e a respeito do adversário que enfrentaria dali poucos minutos. Muitas vezes conseguiu êxito com o que colheu, outras vezes, não. Porém, esse era um período sem whatsApp, por exemplo. As informações aos jogadores, técnicos e managers chegavam ou por conversas com os repórteres ou pelas matérias dos jogos. Não tinha muito mais a fazer, a não ser também assistir à partida do futuro adversário e colher suas próprias informações.
 
Em 2019, é possível até gravar a partida na íntegra para depois ser mostrado ao grupo. Claro que seria uma loucura, mas é apenas um exemplo da evolução na sociedade chuteirense. Essa evolução, porém, não é vista aos montes. A falta de informação continua forte. Caso Rick tivesse se preocupado durante as duas semanas de folga do StarFucks com seu futuro adversário talvez sua equipe saísse vitoriosa como quase todos apontavam e esperavam. Perder não foi vergonhoso como alguns jogadores e torcedores disseram nos corredores do Chuteira: o Invictus é uma das melhores equipes desde 2018.
 
A assertiva é chancelada pela campanha do vice-campeonato da Série Bronze, quando vendeu caro o título ao então favorito Baixada de Munique, e agora pela excelente campanha que o já colocou entre os quatro melhores da Série Prata. O que mais é ouvido, porém: “esse Invictus é uma b*”. Ora, como uma equipe que é vice-campeã da Bronze e semifinalista da Prata é tão ruim assim como dizem? Talvez falte justamente informação para quem pensa que um time aplicado taticamente não pode se dar bem diante de equipes com jogadores tecnicamente acima da média.
 
Durante papo informal com Cesão na última quinta-feira (depois do jogo do Tapas pela Copa Calcio), o capitão do Real Madruga perguntava sobre os chaveamentos e as forças da Prata. Ao ouvir sobre a possibilidade de estar na semifinal por seu time ter mais experiência ante o Império Celeste, já se animou, e contava com o StarFucks como último adversário antes de chegar à final. “Isso se o StarFucks derrotar o Invictus”. Ao ouvir a frase, Cesão parou e pensou profundamente. Não porque Moacyr, capitão do Invictus, estava ao lado ouvindo a conversa: lembrou que o seu Real Madruga já foi o Invictus num passado não tão distante. Principalmente, sabia que a informação recebida era valiosa.
 
O expediente de perguntar ao repórter sobre determinado time é comum. Recentemente, Cadú, técnico do Vikings, perguntou como jogava o Roleta Russa Olímpico. Seus comandados seguiram à risca o que o técnico passou – oriundo do que foi a ele reportado – e venceram. Porém, na maioria das vezes, não dá mais certo. No passado funcionava mais, até porque os jogos eram levados tão a sério quanto hoje, mas os improvisos – como condições físicas, e aqui nada tem a ver com peso e, sim, com disposição para pôr o pé na bola em uma dividida, por exemplo – eram mais aceitos. Hoje, quem chega ao Chuteira sem informação, terá no improviso sua maior decepção.
 
Mas assistir pode dar errado... – A primeira parte desta coluna destacou o quão importante é buscar informações antes do jogo. É um passo importante na preparação. Porém, não é certeza de êxito, embora recomendado. Prova veio após a goleada espantosa do Sem Domínio contra o Cachorro Velho, pelas quartas de final da Série Bronze. O técnico do CV, André Veras, largou a folga que teve com sua equipe nas oitavas de final e foi conferir ao vivo seu futuro adversário. Enquanto o SD goleava o Soberanos, foi buscando detalhes do que viria pela frente. Não conseguiu, porém, passar a seus comandados o que queria: 8 x 2 desconcertante, com Jairo Ferreira e seus jogadores lavando todas as almas possíveis.
 
Mulheres em evidência – O próximo sábado será de decisões, sendo uma delas a final do Chuteira 5 entre Zero 13 e Senta os Alunos. As outras duas envolverão as mulheres. Awen e Imperial farão confronto direto para ver quem leva a taça da Divisão Prata do Chuteira Girls. Por ter saldo melhor (6 a 4), o time que conta com Marina e Rê Carrano pode empatar ante as imperiais para faturar a taça. Já para Naná e companhia, uma simples vitória dará o título ao grupo comandado por Guga Valadão.
 
Já no jogo de volta da semifinal da Série Ouro, o Corinthians acabou surpreendido pelo Futsamba e perdeu por 2 x 1, mas como fez excelente vantagem na partida de ida (3 x 0), jogou com o regulamento embaixo do braço para sair com a vaga. Passará pelos pés de Camilinha, Cah, Luciane e Gabi o possível trunfo do time contra o Independente, que nem entrou em quadra em função da falta de compromisso do Vila Mureta em honrar o combinado ao dar w.o. em cima da hora – quando as independentes já estavam a caminho ou já se preparando para se trocar e jogar. As corintianas terão de ficar ligadas em Sabrininha, Pupo, Mariah, entre outras, e numa certa camisa 10 que anda enchendo os olhos dos torcedores: Mari Loira é a esperança independente.
 
Casa nova no segundo semestre – Baixada de Munique e Bacana haviam garantido seus acessos ganhando seus grupos, mas seus principais rivais desde que ingressaram no Chuteira de Ouro, não. Porém, isso é algo do passado: com suas vitórias nas quartas de final, e por terem feito excelentes campanhas na fase de classificação, terminando ambos na vice-liderança de suas respectivas chaves e divisões, tanto Vikings (vai jogar a Série Ouro) quanto Futsamba (vai jogar a Série Prata) mudarão de patamar no segundo semestre de 2019 – perdendo ou ganhando no sábado. Esta coluna os parabeniza, assim como seus principais adversários, que querem manter a rivalidade sadia nas novas divisões.

Comentários (0)