Spartacus e Imperial fizeram um grande esforço para montar suas equipes, estar presentes no sábado e encarar times fortes e de objetivos bem definidos neste semestre. Porém, fizeram um grande esforço também para descer de divisão. Óbvio que queriam permanecer na Prata, mas, à medida que a primeira rodada foi dando esperança, a sétima sepultou a fé de cada jogador em levar suas agremiações aos céus. Só que o Chuteira de Ouro é diferente. Essa diferença é medida, por exemplo, na oportunidade de prata (e não de ouro) que os times terão na última rodada, após a oitava jornada.
O Imperial ainda depende apenas de si para permanecer na divisão. Ao Spartacus, é torcer por mais um milagre. Este milagre parece simples, pois envolve justamente o jogo de um de seus principais rivais históricos: o próprio Imperial. Os imperialistas jogam a vida contra o Ras Time – outro que fez campanha pífia quando era apontado favorito. Em caso de empate, eis que o Spartacus renasce. Porém, aí vem a parte dificultosa do ‘milagre spartano’: terá de vencer o Invictus, este brigando pelo acesso direto à Ouro.
O ‘milagre de Sparta’ ainda terá outra questão complexa. Spartacus x Invictus acontecerá primeiro; logo, Ras Time x Imperial será uma partida já conhecendo se o time de Velame e Fô continuarão na briga pela permanência. No futebol tudo é possível; no Chuteira de Ouro também. Porém, antes de a esperança ser retomada, é preciso uma análise mais contundente.
A pergunta que fica é atrelada a um comentário feito por um membro do Invictus antes de a 8ª jornada ser realizada. No campo das especulações e projeções, fora lembrado que os invictenses jogariam contra Império Celeste e Spartacus para finalizar a fase de classificação. Durante a conversa informal, esta pessoa disse: “Precisamos vencer o IC, pois se deixar para decidir com o Spartacus, poderá dar m*”. Questionado o porquê, o mesmo disse que “o estilo de jogo spartano encaixa com o do Invictus, e isso é problema”. Até aí, tudo natural. Só que a dúvida ficou: é possível uma equipe que só venceu uma vez em sete jogos (logo na abertura do certame), e perdeu quatro vezes, vencer um time que só perdeu uma vez – em iguais sete partidas?
Como dito acima, no futebol tudo é possível, mas é bem difícil. O Invictus não é um time de craques, mas é bem organizado taticamente, tem peças individuais de boa qualidade e está psicologicamente fortalecido após o vice-campeonato da Bronze passada. Disputar o acesso direto à Ouro logo em sua reestreia na Prata já é a comemoração invictense. Apesar de querer a principal divisão, caso ela não aconteça neste fim de semana, não trará estragos. Ao Spartacus, então, é tentar buscar aquela paz e alegria da abertura do torneio, quando atropelou o Ras Time.

Engraçado que o Ras é, agora, o fiel da balança. Foi o responsável pelo Spartacus ainda não ter sido matematicamente rebaixado à Bronze. Agora, poderá ser o grande carrasco – ou não. Outrora apontado favorito a vencer o Grupo B, a equipe que conta com Cipó e Theo decepcionou os amantes da divisão e, de quebra, está eliminada do torneio. Na última rodada, joga a sobrevivência prateada. Em caso de derrota, é sumariamente rebaixado; vencendo, rebaixará os hoje dois últimos colocados; em caso de empate, abre uma brecha aos spartanos – caso vençam os invictenses antes.
Sorte, então, ao Imperial – outro que fez um grande ‘esforço para cair’. Já se sabia das dificuldades que o time teria no andamento do torneio – sobretudo às ausências de Caiçara e, principalmente, seu artilheiro máximo, Rafão. Ao contrário do Spartacus, conseguiu uma vitória a mais, e tem total condição de somar a terceira vitória e dar um bico no rebaixamento. Só não poderá dormir no barulho de vencer com a raça.
No último sábado, por exemplo, a força de vontade dos jogadores era nítida: dois quadros estavam presentes. Só que uma equipe desentrosada, para encarar um Vikings em ascensão, teria de colocar um tempero a mais do que simplesmente ‘vontade’. Traduzindo: se o Imperial não tiver inteligência emocional e não tiver um mínio de plano tático, cairá por terra a máxima de ‘vencer na base da garra’.
É importante pontuar essa situação por um simples motivo: o Ras Time, apesar da péssima fase, ainda é melhor estruturado taticamente, e leva consigo a experiência de ter jogado alguns semestres a Ouro, em um passado não tão distante. Junto a isso, duas curiosidades movimentarão os duelos. A primeira é que o Imperial ainda não empatou, e nem sequer cogita essa possibilidade para sábado, já que a igualdade rebaixará os imperiais no ato. A segunda, e mais marcante: os dois times que hoje estão na zona do rebaixamento, curiosamente, começaram a cair de produção após se enfrentarem na 3ª rodada.
É pura sorte: segunda parte – Após ser derrotado pela segunda vez na competição, dessa vez para o Camelo, o Futsamba já era dado como carta fora do baralho para vencer o Grupo B da Bronze. Após a rodada do último sábado, contudo, voltou a ter forte chance de ser prateado ganhando o grupo. Isso graças ao massacre contra o Paraguay e, principalmente, pela péssima pontaria do Camelo em cobranças de
shoot out.
Diante do Interativo, o líder teve a chance de sacramentar a primeira posição com duas infrações a seu favor após a equipe que conta com Bloisi e Samuka se exceder nas faltas, muitas delas oriundas da omissão de concentração e de cabeça fria de todo o elenco – desde os que jogavam aos que estavam entre os suplentes. Porém, nenhum batedor conseguiu vazar o goleiro interativo e a peleja terminou empatada. O paraíso dos sambões tinha se aberto antes, após o Soberanos liquidar o IMZT.
O Camelo continua dependendo apenas de suas forças para ser da Prata. Basta uma vitória simples na última rodada. Porém, essa é uma simplicidade nada fácil. Seu adversário é justamente os imzetistas, hoje na terceira colocação. Se vencer, é Prata; empatando, é um adeus à primeira posição: o Futsamba jogará contra o lanterna e desinteressado Roleta Russa (time que levou 60 gols em sete jogos). Confirmando a vitória dos sambões, logo de manhã, as pressões recairão aos times de Zeca e Renatinho, e de Arthur e Sorin. Se o empate acontecer, será pura sorte da equipe comandada por Gabs.
Mais gente entrando na festa – As emoções de quem ficará em primeiro nos dois grupos da Aço terminaram após a 8ª jornada: Vila Mureta e Astúcia venceram suas respectivas chaves e jogarão a Série Bronze no segundo semestre de 2019. Parabéns às duas equipes!
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