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Muitas vezes, as apostas mais óbvias refletem o comodismo de apostar no que se mostra melhor, sem considerar que o futebol é aquela velha caixinha de surpresas

Em algum momento da tarde do último sábado, dia 8 de dezembro, alguém passa e diz: “Dodô, o É Verdadeee está ganhando do Futsamba!”. Momentos antes, outro cidadão arregala os olhos e, com ar de quem acabou de ver a cena mais horripilante de sua vida, solta um “Bacana e Futeloucos vão pra prorrogação!”. Para quem pensa que acabou o espanto, mais duas incredulidades foram ouvidas durante o penúltimo fim de semana de Chuteira de Ouro: “O Ras tá segurando o 2 Tok’s” e “Parabéns, Dodô, pelo palpite sobre o SNG” (as facetas de quem disse isso são impossíveis para descrever, mas é garantido que estavam chocados).
 
Diante do cenário, vem a pergunta-título. Ver jovens desdenhando camisas atuantes no cenário da Liga há anos é natural. Até a reportagem faz isso várias vezes. Natural não foi ver gente tarimbada apostar no óbvio – quando a obviedade deveria ser deixada de lado.
 
Ninguém esperava, por exemplo, o É Verdadeee chegando à semifinal e carimbando acesso direto à Bronze – exceto os próprios jogadores do Burrinho. Porém, isso não quer dizer que a capacidade do ser humano deva ser deixada de lado. Pelo contrário. Quando o objetivo individual não interfere no objetivo coletivo, um time flui – e não é pouco.
 
A última frase tem a ver mais com a falta de comprometimento de muitos jogadores jovens ao longo do semestre, que custou eliminações ‘espantosas’ tanto quanto o avanço de equipes tachadas de ‘fracas’ pelos corredores e grupos do Whatsapp. Não se trata de arrogância necessariamente, mas sim uma falta de fé em determinados times que mostram seus valores ao longo dos semestres e que apenas quem os olha nota um diferencial. Não a toa algumas pessoas foram classificadas de ‘maluca’ ou ‘viajante’ (este que vos escreve, por exemplo) quando apostaram no Ras Time ante o La Buça Romana pelas quartas de final da Prata.
 
O RT, aliás, é grande exemplo para o quanto ainda não se evoluiu a cabeça do jogador – esta, em sua maioria, com ranços puros e escancarados de torcedor de arquibancada ou de sofá da sala. Teve gente impressionada com as apostas contra LBR e 2 Tok’s. Este último sofreu para confirmar o favoritismo atribuído e ser finalista. Foi apenas nas cobranças alternadas de shoot out que o time comandado por Mará deu adeus ao título que Cipó tanta sonhava.
 
A evolução citada no parágrafo acima diz respeito ao fato de palpites serem feitos na base do ‘vou apostar no melhor’. Ora, quem pensa dessa forma está na modalidade errada. Deveria buscar esportes cuja força é equivalente. No futebol, ainda por cima o society, uma equipe inferior pode surpreender e vencer um time tecnicamente superior. Principalmente em uma fase aguda como o mata-mata.
 
Primeiro, por causa do título. Ser campeão é bom demais, dá uma sensação de ser o dono do mundo. Segundo, é jogo de vida ou morte (esportivamente falando). O jogador que tem tesão por jogar competitivamente sabe que, se eliminado, não estará mais perto do troféu e, principalmente, não estará no sábado seguinte para desfrutar de mais um dia entre amigos. Terceiro, a honra. Se se propôs a entrar numa equipe, é porque tem dignidade e deve, assim, manter intacta sua probidade. Não acha fácil? Então há muito para mudar na vida.
 
A mudança tem paralelo ao ‘faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço”. Enquanto algumas ideias não correspondem aos fatos, outros vão na contramão. Com o Futeloucos foi assim. Imagine Pane, Shampoo, Japinha, Nó, Julio Cesar, entre outros jogadores do time, desistindo ao ouvir frases como “vocês não são favoritos” ou “vocês não conseguirão”. Certamente estariam de férias ao término da primeira fase. Optaram pela humildade e, dela, construíram uma das campanhas mais sensacionais do semestre.
 
Nas quatro decisões do masculino e a do feminino não há time considerado inferior tecnicamente. São elencos de alto gabarito e que podem levantar a taça principal. Porém, isso não quer dizer que as ‘zebras’ não pudessem estar na decisão. Aliás, se tem uma equipe a ser considerada assim, esta pode ser o Invictus na decisão da Bronze. O problema é que o futebol convincente mostrado até agora não causará espanto caso seja campeão.
 
Para comemorar – As decisões no último sábado foram boas e deram a emoção que faltava tanto ao público presente quanto aos que assistiram as transmissões ao vivo via Youtube. SNG, Rachão e Vila Mureta foram os primeiros a levantar taça no segundo semestre de 2018 – e com propriedade. Mesmo Primatas Master, Vendetta e Juvena, respectivamente, tendo possibilidade de subir no lugar mais alto do pódio.
 
Não subiram por alguns detalhes. No caso do Primatas, talvez tenha caído na pilha da torcida pelo fato de entrar como franco-favorito ante o SNG – time cuja base levantou três títulos da Ouro e que foi subestimado antes de a bola rolar. Ao Vendetta, talvez tenha faltado maturidade para saber segurar os dois gols de vantagem contra uma equipe estrelar, recheada de jogadores de habilidade e acostumados com decisões no Chuteira. Ao Juvena, talvez um pouco mais de ousadia, já que dominou a primeira etapa mas pouco produziu em termos de conclusão.
 
Independentemente dos motivos, as seis equipes mereceram a decisão por terem mostrado maior consistência em momentos crucias do certame. Como apenas uma equipe poderia ser vencedora, o SNG contou com as habilidades de Luis Romão, Felipe Augusto e Ronei para construir mais um título, o Rachão teve em Gabrielzinho e Gaúcho bons expoentes para levantar o caneco, e o Vila Mureta contou com a inteligência do técnico Gira, o Taradão, para armar a estratégia certeira para ser campeão. Parabéns a todos!
 
Toque de classe – Mais um projeto vencedor teve final feliz. O 2 Tok’s, após nascimento em 2017, emergiu de forma rápida e, no primeiro semestre de 2019, disputará, pela primeira vez, a tão sonhada Série Ouro. Ainda é vista como uma equipe que não empolga por conta de seus jogadores habilidosos mas que não traduzem em quadra o favoritismo atribuído. Porém, não se pode negar a qualidade de Kraudio, Naldo, Hulk, Caique, Biel, Fernando Cidrão, entre outros, que certamente darão trabalho aos times que já são dourados. Rui mereceu.
 
Hora de soltar rojão (de preferência silencioso em respeito aos animais) – Como de costume, esta coluna parabeniza os acessos de Condor’s e 2 Tok’s (novos integrantes da Ouro) e do Invictus, que voltará a disputar a Série Prata após dois semestres. Três times que venceram desconfianças e chegaram com méritos às respectivas decisões de suas atuais divisões.
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