O fato de não ter a tabela (com todos os jogos) definida antes do início da Prata, Bronze e Aço permite que a organização das divisões molde os finais de semana de acordo com necessidades. Uma delas é a tal folga – que psicologicamente pode até ser bom, mas fisicamente, é ruim. Dizem ser necessárias. Há quem discorde veementemente. Passar 15 dias sem reunir seu elenco para uma partida oficial é um precedente que inclina do perigoso ao mortal. Porém, causa um outro efeito a ser analisado. A rodada final da fase de classificação terá, com muita ajuda das famigeradas folgas, algumas ‘finais de grupo’.
Diretamente, são dois jogos: Vikings x Magnatas decidirão o Grupo B da Bronze, e Bacana x IMZT finalmente se encontram após jornadas até sem graça no Grupo A da Aço para chegarem na atual condição de disputa. As folgas às equipes ao longo das rodadas possibilitaram os momentos.
Tanto o atual vice-campeão da Aço quanto o atual campeão do Chuteira 5 jogarão por um empate. Com esta informação entrará outro fator importante: o tamanho da quadra. Logo, é plausível apostar justamente em quem tem a vantagem da igualdade como uma aliada. No caso do Vikings, poderá distribuir bem seu estilo que mescla força física e técnica na quadra 6 – considerada como menor. Ao Bacana, é amplo favoritismo na quadra 5 por ter jogadores acostumados com as amplitudes e as larguras necessárias para explorarem o toque de bola.

Isso não quer dizer que Magnatas e IMZT nem precisarão entrar em quadra. Muito pelo contrário. São times bem montados e, se estão num momento agudo da competição em alta, foi por mérito próprio. Porém, se a análise for franca, jogar pelo empate, após 15 dias de parada, fará com que a maioria aposte contra os times que precisam vencer. As ‘férias’ forçadas, que começou ao término da 8ª rodada e acaba no próximo sábado, obrigará os quatro a se mexerem entre amistosos ou treinos – e jogar uma decisão podendo empatar, neste caso, aparenta ser importante.
Indiretamente, quem também tem decisão é La Buça Romana e Real Paulista Classic. No caso, indiretamente pois o LBR só voltará às quadras no dia 1º de dezembro, já que tem no mínimo a vice-liderança garantida. Então, apenas o Real estará em ação na jornada final da Prata. Seu adversário será o Spartacus – equipe que ainda tem a ameaça de rebaixamento rondando ao passo que poderá se classificar à fase final.
Ao Real Paulista só interessa a vitória, caso queira voltar realmente à Série Ouro. Empate e quem fica na 1ª posição é o La Buça. Um jogo para definir líder e vice-líder, só que um time joga e outro torce. A animação de Santiago e cia. está justamente nesta última parte: o Spartacus era o time ideal para o La Buça torcer. Com um sistema defensivo sempre em alerta, Velame e sua turma poderão melar as pretensões de Aricó e seus comparsas na decisão de sábado. O detalhe principal deste duelo: será na quadra 5 logo pela manhã. A galera romana vai ter de acordar cedo pra saber se subiu ou não.
Sem angústia – Um longo tabu poderá acabar neste sábado dia 10: o retorno do É Verdadeee a um mata-mata após longos 4 anos. A última vez que o time disputou a fase final foi em 2014 – quando ainda era membro da Série Ouro. Justamente no ano do último título do Mulekes. Agora, fará confronto direto com o Voando Baixo para definir se quer voltar a ser uma equipe de elite ou se terá mais uma frustração em sua história recente. Um empate classifica o burrinho. O time deverá se apresentar com a mesma vontade que tanto jogadores da velha-guarda quanto os novatos demostram, mesmo o entrosamento ficando aquém. Tudo isso sob a batuta e espírito aguerrido do capitão King.
Alerta – A atual edição do Chuteira Master é um sucesso, porém, está servindo para uma observação importante: o quanto as divididas e as chegadas estão duras. Por ser uma divisão com jogadores de idade mais avançada – acima dos 30 anos –, tem-se a impressão de o jogo ser mais lento. Isso para quem é apenas espectador. Dentro das quatro linhas, cada vez mais os ‘tiozões’ não estão aliviando na hora de recuperar a bola. Quem deve ficar alerta em relação a essa movimentação são tanto a organização, que disponibiliza atendimento em caso de contusão, quanto os árbitros, estes os responsáveis por dar o ritmo do jogo e evitar irresponsabilidades.
Justo agora – Ameaçado antes de começar, o Chuteira Girls deste semestre, aos poucos, vai engrenando. Isso tem a ver com as equipes que permaneceram – Olímpia, Pauline, Imperial e o atual campeão Futsamba – e a entrada do Condor’s feminino. Comandadas por Preto, as condoretes deixaram boa impressão ante as sambonas, cedendo empate já na reta final e de forma até displicente (leia como foi na matéria de Murillo Magaroti clicando
aqui). Diante de uma estreia promissora, é possível dizer que teremos uma disputa de título acirrada. Imagina então se Independente e Roleta Russa tivessem pensado duas vezes antes de buscarem ‘novos ares’?
Despedida? – A última jornada poderá também ser a derradeira do Abusados dentro da Liga Chuteira de Ouro. A histórica equipe, que estreou junto a inauguração da Aço em março de 2013, parece estar se dissolvendo. Ao longo dos cinco anos de existência para o universo chuteirense, a equipe perambulou entre a Aço e a Prata, tendo na 14ª edição da Bronze seu clímax – para o bem e o mal. Seja como for, caso se confirmem os boatos, certamente fará falta aquele uniforme todo branco de prontidão em quadra para deixar o adversário em apuros.
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