Têm jogadores que ainda não pegaram o espírito do torneio. Provavelmente não foram alertados pelos respectivos managers que cada jogo da primeira fase é um confronto direto – e este é o segundo critério de desempate, abaixo apenas do número de vitórias. Ora, uma equipe que almeja uma classificação sossegada na Ouro ou uma vaga direta nas outras divisões nas outras séries não pode simplesmente chegar de uma forma desleixada para determinado jogo. Por isso, cada vitória tem um peso maior que os necessários 3 pontos.
O contraste vem da Série Prata. Como comparar o triunfo importante do Spartacus com a derrota humilhante do HidroNG? Simples: um algo a mais do que apenas vontade! Os aquáticos tiveram vontade, afinal, deslocar-se de seus lares até a Zona Oeste para enfrentar um calor do Agreste é gostar muito de jogar futebol. Porém, não adianta chegar com o time pingado, atrasado, e com alguns jogadores já em quadra enquanto dois apontam no corredor do Playball ainda com roupas de passeio e olhando às quadras como se o jogo deles ainda fosse ocorrer dali uma hora.
Então vem o exemplo dado pelo Spartacus. Faltavam bons minutos para o confronto direto, já de vida ou morte logo na rodada 2, ante o Invictus, e o elenco estava todo reunido na entrada da G4 (ainda não uniformizados) trocando ideias e se preparando para o confronto, que seria complicado. O leitor que não sabe os resultados já tem consciência de quem venceu e quem perdeu apenas sabendo desses detalhes, mesmo não olhando a tabela. Os spartanos passaram pelos invictenses na organização e na raça, enquanto o Hidro sofreu sua maior derrota desde que iniciou sua escalada vinda da Aço, ao ser massacrado pelo Catado.
O Hidro dificilmente, após a derrota, conseguirá subir pra Ouro vencendo o grupo. Perdeu um jogo-chave e ainda terá pela frente equipes boas que estão querendo mostrar seus valores, caso da Academia Competition, esta padecendo no Grupo A nas duas rodadas iniciais mas que buscará recuperação. O peso da derrota aos aquáticos é tão proporcional ao peso da vitória do Spartacus, time 100% e que se coloca ao lado do amplo favorito Wake ‘n’ Bake na liderança da outra chave. Para efeitos de classificação, ainda é cedo falar, mas o peso de uma vitória é muito maior que os 3 pontos – ganha corpo e confiança.
De mansinho – Os debatedores do Planeta Chuteira têm falado, mas é sempre bom reforçar: que gratas surpresas são La Buça Romana e Maciota’s liderando o ‘grupo da morte’ da Bronze. Nesta altura a aposta mais certa seria All Games e Império Celeste, com o Guaxupé na cola, na dianteira. Só que a determinação dos líderes está falando mais alto, e essas duas equipes já alcançaram 66% do número de pontos para, no mínimo, permanecerem na divisão. Ou seja, as chances de algum antes favorito não vencer o grupo e consequentemente não subir direto pra Prata são grandes. Restará saber se AG, IC ou Guaxu já deram adeus à liderança final logo no começo. Quanto à queda, de mansinho tem time já preocupado...
Sei de nada – Que peculiar está a Aço deste semestre. Difícil para qualquer pessoa que acompanha a divisão há tempo ver a ‘cara’ da série nos dois grupos. Pelo lado A, o 2 Tok’s é duas vitórias em dois jogos e desponta com certo favoritismo – ainda mais sabendo que na próxima rodada terá o Ex-trelas e que tem tudo para chegar a 9 pontos. Mesmo assim, ainda é cedo dizer que o Olimpo, por exemplo, não terá condições de brigar pela liderança final – sobretudo após a estreia mais que espetacular que realizou. Hoje, tanto tokadores quanto olimpianos são os fortes candidatos à Bronze, mas o Lokomotiv também tem time para chegar e deve formar a trinca a disputar essa vaga. Só que o Olimpo está em vantagem por ter vencido justamente os russos.
No B, normal ver o Joga Fácil na ponta, com o Magnatas 3 pontos atrás. Não tão natural, mas nada surpreendente, é ver o Interativo como o recheio desse sanduíche. Jairão comandou pela segunda vez o time em uma vitória que fará toda a diferença mais para frente: 4 x 2 ante os magnatas. Por enquanto é também uma disputa entre três equipes, só que, diferente do outro grupo, há expectativa de uma quarta frente: o Voando Baixo, que folgou e agora pega o Futeloucos no próximo sábado. Ainda está longe de uma definição, mas a Aço promete disputas no alto até o fim e com muitas equipes com chances.
Agora vai? – Poderá ser dessa vez o retorno do Ras Time para a Série Prata. A cada semestre na Ouro o time provava ser capaz de figurar entre os melhores e passar incólume pela primeira fase. Só que o último semestre já deu sinais de que a equipe está cada vez mais sucumbindo à divisão e, nesta temporada, a ‘vaca está deitando’ para Cipó, Téo e cia. No último sábado o time apareceu contado para encarar o Condor’s. E com um sol para cada formiga. Somou a segunda derrota, e com um agravante: fez apenas 1 gol em dois jogos e é o pior ataque entre os dourados. Pode ser cedo apontar diagnósticos, mas é complicado não apontar o RT como favorito à queda.
Errata do colunista – Esta coluna errou. Na edição passada foi escrito que o repórter Tarso Bezerra perguntou se o Condor’s seria uma nova equipe a fazer frente a Nois Que Soma e Mulekes na Ouro durante o primeiro programa Planeta Chuteira. Na verdade, o repórter que fez a pergunta aos participantes da mesa foi Antonio Lemos! Justiça seja feita ao bom jornalista da casa.
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