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Alguns times precisam crer mais em si, como O’Hara, e não bobear, como Astúcia, para sair da incomoda situação do quase

A sensação de chegar próximo de concretizar determinado desejo só não é mais instigante do que a conquista em si. E dois times da Aço estiveram no famigerado ‘quase’ na rodada 4. Tanto O’Hara quanto Astúcia ficaram a um passo de seus objetivos. Só não chegaram lá porque faltou acreditar que, sim, era possível.
 
Certo que o O’Hara reclamará de um pênalti, em lance que poderia modificar o andamento de seu embate com o Voando Baixo. A jogada rápida, numa primeira instância, levou a crer que, sim, houve o contato do goleiro com o atacante – a ponto de ser apontada a marca da cal. Os árbitros entenderam que o jogador se jogou e deixou o lance seguir. Isso não chegou a prejudicar por completo o então bom jogo do time, mas deixou alguns jogadores irritados.
 
Deixando de lado a polêmica com a arbitragem, o que se percebe no OH é muita vontade, muita disposição, e organização tática. O que falta então para o time começar a somar vitórias? Sair do ‘quase’. Essa saída está mais no sentido de não apenas acreditar em si, mas também no estar focado durante os poucos mais de 50 minutos de bola rolando.
 
Por exemplo, a equipe começou bem ante o VB, mas caiu de produção e deixou que o adversário abrisse vantagem. Na etapa final, só deu O’Hara, provando que a equipe vem evoluindo a cada jogo. O empate não veio pelo pênalti não marcado? Talvez, ou talvez pelos gols perdidos pela equipe quando era infinitamente superior. Está aí outro possível problema aos o’harenses: concentrar-se mais, também, naquilo que está em defasagem no time.
 
Quanto ao ‘quase’ do Astúcia, era para o time subir a 6 pontos junto ao Cachorro Velho – ultrapassando seu próprio adversário da rodada (Vikings) e ficando a apenas uma vitória no confronto direto com o líder Parceradas. Porém, nem a excelente exibição de Marquinhos foi capaz de fazer os astuciosos passarem pelo bom Vikings, até então líder após a vitória sobre o Parceradas, tinha tudo para manter a ponta do Grupo B.
 
No caso do Astúcia, faltou inteligência mesmo. Com 4 x 2, o time tinha tudo para se segurar atrás e explorar os contra-ataques com PC, Biro e Marquinhos. Porém, aos 7 minutos da etapa complementar, PC recebeu de Victor na quadra defensiva astuciosa, mas prendeu a criança demasiadamente – perdendo a posse para Thiago descontar. O gol de empate do Vikings veio no shoot out, depois de falta desnecessária de um atabalhoado Magro quase na linha de fundo do ataque astucioso. O empate foi uma cachoeira de água gelada no inverno.
 

Tanto O’Hara quanto Astúcia pecaram em momentos em que eram superiores e tinham tudo para saírem com 3 pontos. Não o fizeram e isso pode lhes custar uma eventual classificação. Ao OH, seria a primeira vitória na Aço; ao Astúcia, a possibilidade real de vencer o grupo e voltar à Bronze. Duas situações que devem servir de lição a ambos e a outros times, para que nem eles, e nem ninguém, fique no ‘quase’.
 
O que passa? – Decepcionam as campanhas de Condor’s e Peneira na Ouro. Tratam-se de duas excelentes equipes, sempre apontadas como favoritas em suas disputas em competições da Liga Chuteira de Ouro. Porém, um é apenas o 8º num lado da chave; o outro, ingressou no Z-2 após a rodada 4.
 
No caso do Condor’s, há uma explicação: a debandada de jogadores do time está fazendo com que Chicão tenha cada vez mais dor de cabeça para colocar, a cada sábado, um time para enfrentar tamanha concorrência. Mesmo assim, uma equipe que conta com Bahia, Gio, Marcão, Pagé, entre outros, não poderia se ‘dar ao luxo’ de ocupar a zona morta do grupo. Se há outras explicações para um começo tão ruim jamais saberemos, mas que o futebol apresentado pelo atual vice-campeão da divisão está abaixo da expectativa, isso é factual.
 
Quanto ao Peneira, é inexplicável. No papel, é um time fantástico. Só que a primeira fase, dessa vez, não está sendo como eram as outras. Os jogadores, em sua maioria, são ‘boleiros’ e estão sempre jogando em outros campeonatos, contudo, o Peneira em si, que já não está em outras competições, parece estar com a cabeça em outros campeonatos. Sem contar o excesso de nervosismo e a falta de concentração, que andam prejudicando o andamento da equipe. Nem sempre a culpa é da arbitragem.
 
Feitiçaria – O Zap, recém-formado para jogar o Chuteira Master, é a reunião de vários atuais e antigos jogadores do Chuteira. Até aí nada de novidade, o busílis está no fato de o time ter jogado pela primeira vez juntos e ter vencido com propriedade o Fora de Série Master – equipe onde os jogadores são entrosados há anos. Até agora ninguém soube explicar a feitiçaria para fazer um bando de desentrosados vencer por 3 x 0 –e podia ter sido mais.
 
Esquentando – Hoje, as chaves mais equilibradas em todas as divisões do Chuteira estão na Prata. Quatro equipes no Grupo A, e cinco na chave B, estão na disputa pelas vagas diretas à Ouro. O Guaxupé lidera o lado A com 9 pontos em 3 partidas, mas tem Torce Contra, Absolutos e Real Paulista Classic no retrovisor. Em tese, apenas o RPC poderá, em confronto direto, tomar a liderança do Guaxu. TC, e no último sábado, Absolutos, perderam seus jogos ante o atual líder.
 
Já no lado B, o TeJanto parece se encaminhar para a Ouro a cada rodada. Monts, manager do time, está empolgado tanto com a campanha quanto com o elenco faminto. Porém, o time tem Divino, Ras Time e Só Quem Sabe logo atrás e, desses, enfrentou apenas o SQS (vencendo de forma apertada por 2 x 1). A confiança de Monts e do TJ é digna de elogios, mas a mesma confiança está também com as outras três equipes com chance de acesso. Sem esquecer do Maciota’s, na 5ª posição, que só empata, mas também não perde – e está na espreita.
 
Feriado? Não! – A 5ª rodada será disputada neste sábado com as partidas começando às 9h30m (um sonho para este colunista). Destaques para os confrontos diretos valendo primeira colocação. Na Prata, TeJanto e Ras Time duelam pela liderança do Grupo B. Na Bronze, Academia Competition x Paraguay pelo Grupo A, e Joga Fácil x La Buça Romana pelo Grupo B. Pela Aço, Basicus e Baixada de Munique farão a quadra 4 parar no duelo valendo a ponta da chave A. Uma pena essas partidas caírem em uma data na qual boa parte dos jogadores viajarão. Agora é que são elas nas medidas de forças dos elencos.

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