Em 18 de dezembro de 2010 chegava ao fim a saga do I Chuteira de Bronze, com título do Diabos Negros sobre o Maciota’s nas penalidades. Parece um tempo distante para muitos, curto para outros. Numa rápida recuperação de memória, o mundo não estava tão diferente, já que a massificação da internet já era natural, mas turbulências políticas eram apenas fantasias de filmes e novelas; a voz (ora boçal ora genial) do brasileiro não se propagava como chama em madeira como agora. Mundo tão longe, tão perto.
Passadas 7 temporadas, a ordem mundial pode ter se modificado pouco, mas a ordem no Chuteira foi alterada e muitas situações outrora inimagináveis hoje são ‘a realidade’. Logo na primeira edição da Bronze diziam que ali seria o limite. Como o leitor sabe a história (ou deveria saber, e não apenas a história do Chuteira), o limite foi ultrapassado, e a expansão foi inevitável. Só que aí chega o implacável ‘tempo’. E este, leitora e leitor, é realmente sabedor das coisas. E o tempo se encarregou de trazer para a decisão da 15ª edição da Bronze o mesmo Maciota’s do primeiro campeonato.
É com enorme satisfação que pessoas a acompanhar o universo Chuteira receberam a notícia do triunfo maciota sobre o All Games no último sábado. Satisfação, pois sabiam que no elenco atual havia pelo menos três nomes que estiveram na decisão por pênaltis ante o Diabos Negros (do hoje goleiro titular do Condor’s, Marco). Jerry, Evandro e um então jovem Felipe Pereira faziam parte da equipe que abriu 2 x 0 mas sofreu o empate
(leia a minha matéria daquela final clicando aqui)
Sete anos depois, o então jovem se tornou Fê Pereira – fatalmente estará na lista da seleção bronzeada deste semestre. Já Jerry e Evandro, no miserável popular, viraram ‘tiozinhos’, mas que impõem respeito e ainda deixam muitos jovens comendo poeira.
O atual Maciota’s é melhor do que a primeira versão apresentada no Chuteira. Além de um Jerry e um Evandro mais experientes (as outras experiências são a do palestrino Alê e do ex-Bucets Lima na meta) para a cadência necessária, e um Fê Pereira no auge físico e técnico (já que era um menino em 2010), hoje o Maciota’s conta com outros jogadores rápidos e habilidosos, casos de Matheus, Nery, Deh, entre outros, mas principalmente o artilheiro Speda. Com faro de gol, o maciota 3 foi às redes 16 vezes e divide a artilharia do torneio com seu rival da decisão, o guaxupeense Gusta. Speda é, constantemente, lembrado pelos técnicos adversários que é “o cara a ser parado”. Em partes, sim.
O atacante deve ser vigiado de perto, mas toda atenção para ele fará com que Matheus, Evandro, Alê e Jerry caiam pelos lados e façam mais uma vítima. Na finalíssima contra o Guaxupé, talvez o favoritismo seja do atual campeão da Aço – sobretudo pelo estilo sufocador que atua –, mas China, Jeh e Maurinho sabem que suas vidas serão duras mesmo atuando na G14.
Os guaxupeenses são mortais e, quando têm espaços, acabam finalizando o adversário mesmo ele ainda estando de pé. Mesmo assim, ainda é bom esperar pelo tempo, que trouxe novamente o Maciota’s para decidir, passadas quinze edições, a mesma divisão a qual começou sua jornada chuteirense.
Esse é o Maciota´s vice-campeão em 2010: Evandro, Fê, Jerry e Deh permanecem na ativa no time
Pela terceira vez – Muitos jogadores já levantaram troféu no Chuteira, mas poucos conseguiram levantar dois canecos. E o que dizer então três títulos? E seguidos? Luiz Minici, Tinho, Felipinho e Levy, por exemplo, são tricampeões (seguido) da Ouro atuando pelo Nois Que Soma. Porém, um jogador poderá entrar à história conquistando seu tricampeonato, mas da Bronze: Arthur. Campeão primeiro com o Catado e depois com o Condor’s (entre dezembro de 2016 e junho de 2017), Arthur poderá levantar sua terceira taça seguida da Bronze agora atuando pelo Guaxupé. Uma marca considerável, já que lendários jogadores nunca nem chegaram perto de um troféu do Chuteira.
Pela quarta vez – O Nois Que Soma é o melhor time da história do Chuteira. E nem precisa levantar a taça de tetracampeão no sábado para ter essa afirmativa ratificada. Apenas o fato de a equipe alcançar a quarta decisão seguida da principal divisão já o torna maior que SNG, Bengalas, Mulekes e CAV. Como os já citados acima, juntando a outros que estão desde a primeira edição dourada, tratam-se de jogadores multi-campeões. Mesmo que Tuco e Murilo estejam fora da finalíssima contra o cascudo Condor’s, não irá tirar o brilho de uma equipe que faz magia mesmo quando a varinha de condão está emprestada.
Campeoníssimos – Baixada de Munique e Maraca começaram a levantar troféu neste semestre. O primeiro confirmou o favoritismo da primeira rodada e foi campeão com certa tranquilidade ante o bom Parceradas – destaque para Tubas, que liderou os santistas em quadra nas finais. O segundo era mais favorito ainda diante do esforçado e perigoso Vikings. Sendo assim, o Maraca não tomou conhecimento do adversário, ainda mais com o trio do NQS Levy-Tuco-Andreas. Parabéns aos mais novos membros da galeria de campões do Chuteira.
Villa Competition – A decisão do Chuteira Girls será entre Villa Verde e Competition. O VV ficou em primeiro lugar na fase de classificação e foi direto à finalíssima. Já as campeãs da 2ª edição derrotaram com autoridade o Imperial e chegam credenciadas – com um sistema defensivo quase impecável e jogadoras de extremo talento, como Mah, Sabrina, Tina e Lili.
Porém, do outro lado, o Villa vem embalado nos ritmos das artilheiras Mari Loira, Renatinha e Rê Carrano. Deverá ser uma partida equilibrada, que poderá ser decidida nas estratégias dos técnicos Luquinhas (VV) e André de Sá. É o que o público espera ver (além de menos atrasos, como preleções estendidas de forma desnecessária e aquecimentos fora de tempo no anteceder da partida).
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