A Comissão está trabalhando muito já nesta primeira rodada do Chuteira. Depois do julgamento de Allan, foi solicitado pelo representante do Joga 13, o artilheiro Lele, uma abertura para julgamento e possível amenizada da pena aos dois jogadores do Joga 13 que tomaram cartão azul diante do Melville.
Thiago Doce e Maurício foram excluídos da partida quando, em pedido de tempo, trocavam camisas para efetuarem a troca de goleiro para linha e vice-versa. Doce entraria na linha e Mauricio iria para o gol. Maurício tirou a camisa e Doce a dele. Mas Doce, jogando de shorts branco, também tirou-o para vestir o de cor preta que os atletas de linha utilizavam. Os árbitros viram e acabaram por azular os dois jogadores, eliminando-os da partida e deixando o 13 com um a menos o resto do jogo, pois não tinham mais que um jogador no banco.
A alegação do Joga 13, que foi levantada também por um membro da Comissão antes de qualquer julgamento, foi que houve rigor demais na punição, pois o jogo estava paralisado em pedido de tempo e estavam fora das quatro linhas do campo. Outro argumento é que a troca de goleiro sempre aconteceu e nunca teve problema em situações dessas.
A Comissão decidiu acatar o pedido de rever a punição e votou, na tarde desta quinta-feira, o caso, que foi batizado de “Peladões do Chuteira”. Ficou decidido que o jogador Maurício, que tirou apenas a camisa para vestir a de goleiro, teria sua punição anulada, podendo assim participar da segunda rodada. Já Thiago Doce teve seu cartão e conseqüente punição mantida, pois, além da camisa, ele também tirou o shorts, ficando de cueca num espaço público, o que pode ser visto como um atentado ao pudor pelos mais moralistas.
O argumento mais forte da punição a Doce veio de Betão, goleiro do Fora de Série. “Havia algumas mulheres e até filhos de jogadores por lá. Foi falta de respeito isso, uma atitude vergonhosa que não pode passar impune”.
A decisão da Comissão passou por cima da vontade da própria Organização, que não via razão para ter a punição revista. Mesmo assim, já informa que o caso foi de exceção, por justamente haver um excesso de rigor num fato que já aconteceu diversas vezes no Chuteira e que não sofreu preliminar. Assim, tal decisão não abre precedentes para que jogador suspenso busque burlar o regulamento.
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