Após 3 anos de Série Prata, Roletinha, sob o comando de Vadão, eleito o melhor técnico do VI Chuteira de Prata, enfim viu seus meninos brilharem e chegarem à elite do Chuteira ao mesmo tempo que o Roletão caía. Conheça um pouco mais de Vadão na entrevista abaixo
Um homem que exige disciplina – mas tem um coração de manteiga. Uma pessoa obcecada a levar seu grupo às vitórias – porém, que procura saber de cada problema de seus jogadores. Estas são características de um sujeito de olhos azuis, magro, cabelos enlourados, com pinta de surfista, mas que, na verdade, revelou-se um grande estrategista, além de excelente incentivador de grupo. Osvaldo Artini, ou o popularmente conhecido como Vadão, foi o cara que, do lado de fora, levou o time olímpico do Roleta à Série Ouro (ao mesmo tempo que viu o chamado time principal cair).
Ligado à família Roleta desde 2009, quando chegou ao Roleta Olímpico atuando na função de auxiliar técnico, foram 3 semestres como técnico ficando no quase (o Roletinha está desde o início da Prata, há 3 anos na luta). O time ia bem, mas morria na reta final de chegada à Ouro. Mesmo assim, a palavra desistência nunca fez parte do vocabulário do técnico do Roletinha, ou melhor, Roleta Russa Olímpico. “Prefiro chamar de Olímpico”, aponta ele.
Agora na elite do futebol do Chuteira, este torcedor do Corinthians formado em turismo tem novos desafios. E erra quem pensa que o objetivo da equipe é apenas se manter na divisão principal. O título, claro, faz parte dos seus planos, porém, dentro de sua filosofia: o importante é ter um elenco bom, e com fome de bola.
Leia abaixo trechos da entrevista com Vadão, o ‘boa-praça’ que ajudou o Olímpico a figurar entre as 20 melhores equipes do Chuteira de Ouro.
Você foi eleito o melhor técnico do VI Chuteira de Prata. O que representa esse prêmio para você?
Esse prêmio representa o trabalho de um ano e meio sendo coroado. Um trabalho de muita dedicação, foco, e amor a esse time. Desde que assumi como auxiliar técnico – e posteriormente como técnico – a filosofia sempre foi ajudar o grupo do Roleta Olímpico, bastante jovem. Ajudar o time a evoluir a cada semestre – com muito planejamento. E a estrutura fornecida pelo Baru (presidente do Roleta Olímpico) foi também importante. Dedico esse prêmio a todos os meus jogadores: aos que já passaram pelo Olímpico e, principalmente, aos jogadores que permaneceram ao meu lado e entenderam a filosofia que está sendo implantada. Obrigado, família Olímpico.
Na sua visão, o técnico, dentro do Chuteira, é importante?
O que importa mesmo é a união, e o compromisso do grupo com o campeonato. Mas, todo time precisa de um líder para vencer. Não me coloco como peça fundamental, mesmo porque, não sou eu que faço os gols ou decido uma partida. Mas indico a direção na qual eles devem seguir e, obviamente, tento não atrapalhar (risos).
Você nunca jogou o Chuteira? Só foi técnico? Por quê?
Cheguei no Roleta em meados de 2009 para uma vaga de goleiro no próprio Olímpico, por indicação do Iuri (zagueiro). Mas, justo na estreia, me machuquei, e tive de para de jogar por um bom tempo. Fiquei afastado dos gramados por muito tempo, porém, permaneci em contato com o Baru. Em 2010, conversando com ele, o mesmo me contou que ficou sabendo sobre uma experiência antiga que tive como auxiliar técnico, e acertamos que eu iria ajudar o Alemão - na época o treinador, e que hoje joga no Roleta Russa – a reestruturar o Olímpico. Chegamos entre os 4 melhores logo na temporada de início do meu trabalho. Depois, o Alemão foi para o Roleta Russa e eu assumi o comando técnico do Olímpico.
O que se enxerga é uma união forte do elenco do Olímpico. Como é a convivência com os meninos? É fácil lidar com eles, uma vez que se trata de jovens?
Jovens sempre têm um temperamento forte – alguns até meio explosivo. Mas procuro sempre entender o lado deles. Converso muito com todos eles, sempre me preocupando com a vida pessoal de cada um, e tentando ajudá-los de alguma forma. Para mim, isso tem sido muito gratificante como pessoa, porque tenho a chance de evoluir como ser humano. Todos os dias aprendo algo novo com eles. Junto com o Baru, emprego aos meninos o respeito ao próximo. Tento ajudar, com os outros responsáveis pelo Olímpico, a reunir o elenco após o jogo, ou saindo para tomar uma cerveja (risos).
Gostaria de ter jogadores mais experientes, a fim de equilibrar as ordens em quadra?
Existe um planejamento a longo prazo no Olímpico para mantermos esse elenco por muitos anos, pois, na minha visão, é disso que o futebol precisa: de jogadores que amem o time por onde atuem. E que joguem o máximo de tempo por esse time. Temos dois jogadores que já completaram mais de cem jogos pelo Olímpico (Pina e Brian), e outros que estão perto desta marca. E, partindo desse princípio, com essa união e entrosamento, seremos mais fortes a cada semestre. Mas sabemos que alguns jogadores podem sair – e não podemos abrir mão de algum jogador que venha a compor o elenco, independente da sua experiência.
Na campanha do acesso, vocês começaram aquém das expectativas. Mas cresceram no mata-mata. Como foi essa fase? De onde tirou forças para animar o grupo e levá-los à classificação inédita?
É fato que nosso time não tem paciência e foco suficientes, ainda, para jogar no modelo pontos corridos. Por ser um elenco jovem, acabam querendo resolver tudo na última hora, e sabemos que futebol é uma lição de vida, e não podemos permitir que isso aconteça. A força da reviravolta que demos vem da qualidade dos nossos jogadores, tanto dentro quanto fora do campo. Contudo, é um elenco que sempre cresce quando o assunto é decisão no mata-mata. São jogadores de muito brio, vencedores, e que amam o Olímpico.
O Olímpico é especialista em Prata. Mas, agora, é time de Ouro. Quais são suas expectativas em relação ao primeiro semestre e à Ouro?
O Olímpico está ciente que os times que disputam a Ouro já estão acostumados com o nível de disputa dessa divisão. Por isso, estamos fazendo uma pré-temporada forte, e todos poderão presenciar um time lutador e unido em busca de vaga na fase final, que é, realmente, o momento que mais gostamos. As minhas expectativas sempre são as mesmas dos meus atletas: vencer.
Depois de muito insistir, o Olímpico subiu. Pensou, por algum momento, em desistir do comando técnico do time, em função de não alcançar títulos e acessos no Chuteira?
Tenho um respaldo muito grande dos diretores e do presidente do time. Sempre estamos conversando e ajustando os detalhes. Como todos sabem, um time de futebol sério não é só entrar em campo e jogar. Temos muitos pormenores a resolver. Não concordo que demoramos muito a subir. Viemos de uma reestruturação no elenco, em 2010(IV Chuteira de Prata) chegamos entre os quatro melhores colocados. Já no semestre seguinte (V Chuteira de Prata), ficamos a um pênalti – contra o MachuPichu – do acesso. E, agora, conseguimos ascender. Até então, nunca tinha visto outro time chegar tantas vezes consecutivas nas finais.
Qual é o sonho do Vadão, dentro do Chuteira?
Todos querem ser campeões, e eu também. Mas meu sonho, mesmo, é ter um elenco que sempre esteja jogando bonito e que conquiste bons resultados para chegar às finais da competição. Isto seria muito gratificante, e seria excelente para os espectadores.
Você espera encarar algum time em especial na Ouro?
Temos um planejamento a seguir e estamos focados na pré-temporada. Mesmo assim, já temos informações sobre vários times da Ouro.
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